Uma Escola Preparatória para pessoas que querem servir à Deus de uma forma eficiente, sábia e segura, sabendo o que está fazendo e com que propósito.
UM DESEJO ARDENTE
quarta-feira, 20 de março de 2019
A BIBLIA PROCURA NOS OFERECER PROVAS SIM
A Bíblia procura oferecer-nos provas racionais quanto à existencia de Deus. Ela já começa tomando a sua existência como pressuposição básica: "No princípio, Deus" (Gn 1.1) Deus existe! Ele é o ponto de partida. Por toda bíblia, há evidencias substanciais em favor de sua existência. Se de um lado"disseram os néscios no seu coração; Não há Deus" (Salmos 14.1) por outro lado; Os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos(Salmos 19.1) Deus se tornou conhecido mediante o seu ato de criar e de sustentar tudo que existe. Ele dá vida, alento, alimento, alegria. Essas ações são acompanhadas por palavras que interpretam o seu significado e relevância, fornecendo um registro que explica sua presença e propósito. Deus tambem revelou a nós mediante o seu Filho e por intermédio do Espirito Santo que em nós habita. Os que, entre nós, acreditam que Deus tenha se revelado nas escrituras, descrevem a Deidade única e verdadeira tendo como base sua auto-revelação. Vivemos todavia, num mundo que, via de regra, não aceita esse conceito da Bíblia como fonte primária de informação. E são muitas as pessoas que preferem confiar na engenhosidade e percepção humanas para lograrem alcançar uma descrição particular da Deidade. Para acompanharmos os passos do Apóstolo Paulo na obra de se conduzir a humanidade das trevas para a luz, precisamos ter consciencia das categorias gerais dessas percepções terrenas. E os homens que nao aceitam essa verdade, não encontram respostas em mais nada que existe, e eles tem procurado de geração após geração, e de tempo em tempo voltam ao principio de tudo sem
uma resposta final, a não ser Deus.
segunda-feira, 26 de março de 2018
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
O lugar mais importante na igreja
Sim, existe um lugar mais importante na igreja. É o local onde, em geral, se senta quem mais importância tem em um culto público. Não fica no ponto mais visível, não é a cadeira de espaldar mais alto da plataforma nem os bancos onde se sentam os músicos do louvor. Também não é a poltrona do tesoureiro, a sala do administrador ou o cômodo onde se reúne o conselho de presbíteros. O gabinete pastoral tampouco é o lugar mais importante em uma igreja, bem como o banco mais próximo do púlpito. Não é, também, o tanque batismal ou a mesa da Ceia. Bem, se não é nenhum desses lugares… qual é?
Não há dúvidas de que Jesus é a pessoa mais importante em uma igreja, mas, como ele não habita mais aqui do que ali, sua onipresença o põe igualmente em todos os lugares do santuário ao mesmo tempo. Está tão presente na mesa da Ceia como naquele membro que come o pão e bebe o vinho. Ele está tanto no púlpito onde é ministrada a palavra quanto no meio do povo que a recebe. Pois a mesa da Ceia e o púlpito não têm razão de ser sem que haja quem ceie e quem ouça – logo, a importância do memorial está atrelada a quem se lembre da Cruz e a importância da proclamação está atrelada a quem a receba e viva por ela. Mas será que depois de Deus há uma segunda pessoa mais importante na igreja – e que ocupa, consequentemente, o lugar mais importante? Sim, há.
Mateus 25.31-40 relata: “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.
Essa passagem deixa claro que Cristo associa sua imagem de modo íntimo à daqueles que mais precisam de socorro, amparo, auxílio, amor. Jesus associa Sua própria pessoa ao faminto e ao sedento (os desamparados), ao forasteiro (o que depende de orientações), ao nu (o que precisa desesperadamente de algo), ao enfermo (o aflito e fraco) e ao preso (o solitário e isolado). Em suma, infere-se que Jesus diz que sua presença se faz mais do que tudo naqueles que precisam de uma mão estendida, de socorro, de um ombro, de uma palavra de consolo e conforto. De amor. Minha experiência e a de qualquer irmão que tenha o cuidado de conversar com quem está no santuário antes de o culto começar mostra onde os tais costumam se sentar: no último banco.
O último banco – aquele mais escondido, onde se pode chorar sem que ninguém perceba, onde o desesperado e o aflito costumam sentir-se mais seguros. É o cantinho da igreja onde quem costuma se ver como indigno geralmente se refugia.
Portanto, para mim, o lugar mais importante na igreja é o último banco do santuário.
A razão de ser da Igreja é glorificar Deus. E isso se faz, acima de tudo, cumprindo o maior mandamento, ou seja, amando ao Senhor sobre todas as coisas e… ao próximo como a si mesmo. Portanto, no âmbito do relacionamento com Deus, a melhor forma de glorificá-lo é devotando-lhe amor, e isso se faz por meio da obediência (“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama”, disse Jesus em João 14.21a). Já no âmbito do relacionamento com o próximo, a melhor forma de dar glória a Deus é doando-se pelo outro, cuidando de suas feridas – como Jesus deixa claro na parábola do bom samaritano, relatada justamente para explicar quem é nosso próximo.
E na igreja quem mais precisa ter suas feridas cuidadas em geral se abriga no último banco. Logo, se você quer glorificar Deus amando o próximo como a si mesmo, aqui vai uma dica: sempre concentre suas atenções em quem está sentado no fundo. Ali deve estar o nosso foco. Do púlpito e da mesa da Ceia vêm o aprendizado e a proclamação. No último banco deve estar esse aprendizado sendo posto em prática. O Evangelho pregado de púlpito é a mensagem que desperta. O Evangelho praticado no último banco é a mensagem que despertou alguém.
Por isso, deixo aqui a minha sugestão: quando você chegar à igreja antes de o culto começar não vá direto bater papo com seus amigos ou sentar-se no seu lugar para ficar sem fazer nada até o início da celebração. Em vez disso, dirija-se a quem está no último banco. Sente-se ao seu lado. Pergunte seu nome. Apresente-se e pergunte como ele está. Ouça sua resposta. Ore com ele. Aconselhe. Apresente-o ao seu pastor. Convide-o para a comunhão. Dê atenção. Dê afeto. Dê a ele o de beber, o de comer, vista-o. O mesmo procure fazer ao final do culto. Você vai reparar que, geralmente, pessoas ficam ainda por algum tempo sentadas no último banco após a bênção final e a despedida. Provavelmente porque anseiam desesperadamente por algo mais. Seja você esse algo mais. Leve afeto até elas. Visite-as no isolamento de seu banco. Reflita Cristo para elas. Ame-as.
Sim, o último banco da igreja é seu lugar mais importante. Pois ali costumam estar as melhores oportunidades de praticar aquilo que é pregado no púlpito. Faça essa experiência. E você verá como é maravilhoso ocupar o lugar de maior honra que pode haver para um cristão dentro de uma igreja cristã: o lugar onde se estende a mão para o triste, o caído, o abatido, o pecador, o desesperado, o deprimido.
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
A verdade sobre o Carnaval
Diferente do que muito se conta, o Carnaval originou-se na Europa e não no Brasil. Os países que comemoram esta festa são geralmente aqueles com maioria católica, mas isso não significa que essa comemoração tenha algo cristão. Cristão significa: "De Cristo" e o Carnaval é bem contrário ao que Jesus nos ensina.
Como tudo começou
O Carnaval teve início em meados de 600 d.C. quando foi estipulado por Roma 40 dias de santificação. Neste período as pessoas deveriam separar-se para orações e ação de graças, abdicando a ingestão de carne como sacrifício, o que chamamos até hoje de quaresma. Quatro dias antes do domingo de Páscoa era realizado pelo povo jejum absoluto e voluntário, para se recordar dos 40 dias e 40 noites que Jesus jejuou no deserto (Mateus 4: 1-9). Já que nos quarenta dias não comeriam carne, e quatro dias antes do domingo de páscoa não comeriam nada, apenas tomariam água, o império julgou lícito permitir o exagero de comidas e bebidas antes do período de quaresma. Desse modo seria possível armazenar alimentação e vigor para a santificação.
Foi então que as pessoas começaram a abusar de bebidas fortes como o vinho fermentado. (A teologia explica que Jesus nunca bebeu de fato bebida alcoólica, o vinho que tomava era o vinho sem fermento para cear). Esses mesmo abusos já eram praticados em festas vitorianas na Grécia. Com agravação do pecado, logo Roma estava realizando festas idênticas as que os gregos praticavam em seus cultos a deuses pagãos. Na Itália, as pessoas chamavam o período de despedida da comilança de "Adeus à carne" tradução italiana "carne vale" . Essa expressão foi aceita em várias culturas. Na adaptação brasileira o termo se tornou "Carnaval".
Orgia mascarada
As festas romanas eram caracterizadas por libertinagem, orgias, promiscuidade e todo o tipo de contrariedade aos ensinamentos de Deus (assim como na Grécia). Quando os romanos ficavam embriagados cometiam vários atos dos quais poderiam se envergonhar no dia posterior. O período de Adeus a carne- Carnaval, era também oportunidade de gulodices, onde as pessoas cometiam excessos também na alimentação.
Pr. Silas Malafaia explica- Essas Festas Romanas de Carnaval eram conhecidas como bacanais (em homenagem a Baco, o deus do vinho e da orgia), lupercais (em homenagem ao deus obsceno Pã, também chamado de Luperco), e saturnais (em homenagem ao deus Saturno que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos). O resultado físico, moral e espiritual dessa festa é estampado nos noticiários e jornais toda "Quarta-feira de Cinzas", e é o retrato falado do ser que está por trás dessa algazarra pagã, comandando-a: o diabo. Sendo assim, aos que não participam dessa festa, meu conselho é que continuem de fora; e aos que participam ou pretendem participar, meu conselho está em Jeremias 51:45. Leiam! (Fonte: Chrys.loveblog.com.br)
Verdadeiro Significado das Fantasias de Carnaval
Assim como a maioria dos significados reais de festas pagãs, o sentido do carnaval se perdeu na história. Em Paris, o comércio enxergou no Carnaval uma oportunidade de inflar a economia local como em todas as datas comemorativas mundiais. Isso se deu através do incentivo das roupas carnavalescas. A moda pegou nos países seguidores das tendências parisienses como o Brasil.
Hoje as pessoas buscam em fantasias de carnaval uma forma de liberar seus desejos mais íntimos de diversão e extrapolação, organizam-se em massas para desfilar as marchinhas. De fato estão marchando. Automaticamente os pais estão conduzindo seus filhos por esse caminho com o "Carnaval Familiar" onde talvez não exista a violência e degradação sexual das ruas populares, mas com certeza ainda não são modelos de moral para as crianças, pois destroem os valores cristão dos pequeninos.
Além disso, fantasiado, o indivíduo se sente pouco mais à vontade para fazer aquilo que de repente não faria "de cara limpa", a bebida alcoólica nesse caso produz o mesmo efeito.
Verdadeiro Significado das Máscaras de Carnaval
As Máscaras de Carnaval são como as fantasias, escondem a verdadeira identidade do indivíduo. Porém no caso das máscaras há o agravante de que "o importante é esconder o rosto, sugerir o mistério". Na realidade a mascara de carnaval desprende a atenção ao rosto. Quando se desvia a atenção do rosto, obviamente as pessoas voltarão sua atenção para o corpo. Isso levará à uma expressão corporal maior que facilitará a interação entre duas pessoas, já que terão que emitir sinais corporais mais enfatizados. Muitas pessoas, nas festas de carnaval não se lembram com quem estiveram sexualmente.
Alguns locais de farras carnavalescas até preservam a identidade do indivíduo, para que aqueles que participarem das orgias sexuais das casas noturnas nunca sejam reconhecidos. Com isso o folião abandona a timidez para se entregar a diversão com outros anônimos, o que triplica a contaminação de AIDS no Carnaval. O Senhor vê até mesmo os pecados ocultos, não há nada que esteja escondido que não venha a ser revelado. A bíblia diz também que é divertido para o tolo praticar a perversidade (ou iniquidade, pecado) Provérbios 10:23.
sábado, 12 de dezembro de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
IGREJA CRISTÃ EVANGÉLICA CONGREGACIONAL
Sarah Kalley
Por: Celso de Carvalho
Em 19 de agosto de 1855, Sarah Kalley ministrou a primeira escola bíblica a cinco crianças, filhas de duas famílias inglesas, contando a história do profeta Jonas. Sem perceber, ela deu um importante passo na história das igrejas evangélicas brasileiras. Sarah contou a história em língua portuguesa e ajudou a organizar a Igreja Evangélica Fluminense, marco das Igrejas Evangélicas Congregacionais no Brasil. Há 152 anos no país, a denominação mantém como seus pilares principais as áreas de ensino e evangelismo.
Sarah Pulton Kalley desembarcou no Brasil em 10 de maio de 1855. Procedentes da Inglaterra, ela, ao lado de seu marido, o missionário e doutor Robert Reid Kalley, não tinham nenhum vínculo com qualquer entidade missionária, mas estavam dispostos a realizar um trabalho profundo de evangelização dos brasileiros, ajudando a resolver questões sociais no Brasil Império. De acordo com o pastor Vanderli Lima Carreiro, relator da comissão que estudou a história da denominação, antes do doutor Robert Reid Kalley, várias tentativas de evangelização foram feitas no país, sem resultado e continuidade.
Nascido em oito de setembro de 1809 em Mount Floridan, próximo a Glasgow, na Escócia, doutor Robert foi batizado aos 38 dias de idade. Aos dez anos perdeu seu pai. Sua mãe se casou novamente, com David Kay, que criou Kalley manifestando o desejo de que ele se tornasse um pastor. A boa obra viria a se cumprir anos depois. Antes de se dedicar à obra de evangelização, Robert Kalley iniciou seus estudos na área de Medicina, tornando-se médico de bordo, e pôde, através disso, viajar o mundo conhecendo outras nações. Nessas viagens o doutor conheceu a congregacional Sarah Poulton, e em 14 de dezembro se casaram.
Talentosa e visionária, trabalhando junto com os ingleses pobres, Sarah coordenava uma oficina de costura para enviar roupas aos missionários fixados em outros países. Por estar tão envolvida nesse contexto missionário, ela e o doutor Kalley, durante uma visita à sede da Sociedade Bíblica Americana em Nova York, souberam da necessidade espiritual do Brasil. Ao retornar à Inglaterra, o casal teve o chamado de largar tudo e vir para o país.
Chegando ao Rio de Janeiro, em 10 de maio de 1855, a família Kalley não encontrou lugar adequado para desenvolver o trabalho que propunha realizar. Sem local, foram a Petrópolis (RJ) e ali alugaram uma residência. Naquele local, no domingo do dia 19 de agosto de 1855, Sarah Kalley ministrou a primeira escola bíblica a cinco crianças. Nos domingos seguintes já funcionava também a classe de adultos, dirigida pelo doutor Kalley. O ano posterior marcou a chegada de três famílias portuguesas dentre os refugiados de Ilha Madeira. A convite do doutor Kalley, essas famílias vieram ajudar na evangelização, sendo que em dez de agosto de 1856, 10 crentes se reuniram no Morro da Saúde para o primeiro culto da Igreja Evangélica Fluminense. Em 11 de julho de 1858, foi batizado o seu primeiro convertido brasileiro, Pedro Nolasco de Andrade, no Rio de Janeiro. Esse dia passou a ser considerado como a data da organização da “Igreja Evangélica”, mais tarde denominada Igreja Evangélica Fluminense, para distingui-la da igreja presbiteriana organizada pelo reverendo Ashbel Green Simonton no início de 1862.
Robert e Sarah Kalley chegaram ao Brasil em 1855 e foram os precursores da Igreja Congregacional, vindos da Inglaterra
MÚSICA E PUBLICAÇÕES O casal Kalley, além da EBD, também tem pioneirismo na parte musical. Foram eles que organizaram o primeiro hinário brasileiro, o Salmos e Hinos, em 17 de novembro de 1861. Por ser o primeiro no gênero, foi base para o Cantor Cristão, usado até hoje pela Igreja Batista, e o Hinário Evangélico, usado também pela Igreja Presbiteriana. Os fundadores da Igreja Congregacional também voltaram seus olhos para a área de ensino através da publicação de artigos na imprensa diária, distribuição de folhetos, visita às casas para propagar o cristianismo, instituição do culto doméstico e socorro aos enfermos. O casal militou pelas causas sociais e, como era médico, doutor Kalley ajudou a Comissão Sanitária a combater a cólera, doença que assolou Petrópolis no tempo do Brasil imperial. Kalley faleceu, aos 79 anos, em 18 de janeiro de 1888, e Sarah faleceu em 1907, aos 74 anos.
ORIGEM DO CONGREGACIONALISMO
O termo “congregacional” não é propriamente o nome de uma denominação e, sim, uma forma de administração que aceita como fonte de autoridade e única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas (Antigo e Novo Testamento) e adota como síntese doutrinária os 28 artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo.A Igreja Evangélica Congregacional caracteriza-se, entre outras coisas, por todas as decisões a serem tomadas mediante o voto democrático dos seus membros reunidos em assembléia, tal como fazia a Igreja Primitiva conforme relatado no livro de Atos.
O congregacionalismo brasileiro tem suas raízes em Londres, em 1567, quando o rei de então foi colocado como chefe da Igreja e as comunidades não aceitaram a determinação por entenderem que as igrejas devem ser autônomas e não sujeitas a qualquer outra entidade. Essas comunidades eram chamadas originalmente de “independentes”.
A história das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil começou em 10 de maio de 1855, quando o doutor Robert Reid Kalley e sua esposa, Sarah Poulton Kalley, desembarcaram no Rio de Janeiro para iniciar um novo campo de trabalho e, em 19 de agosto de 1855, realizaram a primeira Escola Dominical em língua portuguesa, na cidade de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro. Em homenagem ao pioneirismo editorial do casal, a Igreja Congregacional fundou uma editora, a Editora Sarah Kalley, que é responsável pela divulgação do pensamento congregacional entre as igrejas e está sob a administração do Departamento de Educação Religiosa e Publicações (Derp).
IGREJA MODERNA
No ano de 2005, a Igreja Congregacional comemorou, com grande festa, os 150 anos de organização. Com cerca de 356 templos nas cinco regiões e milhares de frentes missionárias, a igreja já pensa em seu futuro. Desde fevereiro de 2007, foi organizada uma comissão para estudar um plano de crescimento para os próximos dez anos. Esta comissão está promovendo fóruns de debates em todas as regiões para produzir um projeto de ação. “Nós temos trabalhos congregacionais em todos os estados do Brasil, mas queremos alcançar cada cidade, cada tribo brasileira onde não há presença evangélica. Duas coisas parecem bastante fortes: uma é o desejo pela unidade em Cristo, sem a qual não faremos nada. A outra é que em dez anos queremos triplicar o que somos hoje”, afirma o secretário da comissão e secretário geral da denominação, pastor Eleazar Duarte. O plano deve promover encontros até o mês de maio de 2008 nos estados do Acre, Distrito Federal, Recife e Paraná. “Estamos chamando o nosso povo para o trabalho do Senhor. Servir mais reafirmando nossa vocação missionária”, destaca o presidente da União das Igrejas Congregacionais do Brasil, reverendo Paulo Leite da Costa. Por serem igrejas autônomas, não se tem um levantamento do tamanho da membresia no Brasil. O que se sabe é que boa parte do rebanho está concentrada nas regiões Sudeste e Nordeste.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
A feiticeira de En-dor realmente viu o profeta Samuel?
Uma das passagens bíblicas mais controversas está registrada no livro de 1 Samuel 28:
“Samuel já havia morrido, e todo o Israel o havia pranteado e sepultado em Ramá, sua cidade natal. Saul havia expulsado do país os médiuns e os espíritas.
Depois que os filisteus se reuniram, vieram e acamparam em Suném, enquanto Saul reunia todos os israelitas e acampava em Gilboa. Quando Saul viu o acampamento filisteu, teve medo; ficou apavorado. Ele consultou o Senhor, mas este não lhe respondeu nem por sonhos nem por Urim nem por profetas.
Então Saul disse aos seus auxiliares: "Procurem uma mulher que invoca espíritos, para que eu a consulte". Eles disseram: "Existe uma em En-Dor". Saul então se disfarçou, vestindo outras roupas, e foi à noite, com dois homens, até a casa da mulher.
Ele disse a ela: "Invoque um espírito para mim, fazendo subir aquele cujo nome eu disser". A mulher, porém, lhe disse: "Certamente você sabe o que Saul fez. Ele eliminou os médiuns e os espíritas da terra de Israel. Por que você está preparando uma armadilha contra mim que me levará à morte? " Saul jurou-lhe pelo Senhor: "Juro pelo nome do Senhor que você não será punida por isso". "Quem devo fazer subir? ", perguntou a mulher. Ele respondeu: "Samuel".
Quando a mulher viu Samuel, gritou e disse a Saul: "Por que me enganaste? Tu mesmo és Saul!" O rei lhe disse: "Não tenha medo. O que você está vendo? " A mulher disse a Saul: "Vejo um ser que sobe do chão". Ele perguntou: "Qual a aparência dele? " E disse ela: "Um ancião vestindo um manto está subindo". Então Saul ficou sabendo [entendeu, deduziu] que era Samuel, inclinou-se e prostrou-se, rosto em terra.
Samuel perguntou a Saul: "Por que você me perturbou, fazendo-me subir? " Respondeu Saul: "Estou muito angustiado. Os filisteus estão me atacando e Deus se afastou de mim. Ele já não responde nem por profetas nem por sonhos; por isso o chamei para dizer-me o que fazer".
Disse Samuel: "Por que você me chamou, já que o Senhor se afastou de você e se tornou seu inimigo? O Senhor fez o que predisse por meu intermédio: rasgou de suas mãos o reino e o deu a seu próximo, a Davi. Porque você não obedeceu ao Senhor nem executou a grande ira dele contra os amalequitas, ele lhe faz isso hoje. O Senhor entregará você e o povo de Israel nas mãos dos filisteus, e amanhã você e seus filhos estarão comigo [Saul e seus filhos morreriam]. O Senhor também entregará o exército de Israel nas mãos dos filisteus".
Na mesma hora Saul caiu estendido no chão, aterrorizado pelas palavras de Samuel. Suas forças haviam se esgotado, pois ele tinha passado todo aquele dia e toda aquela noite sem comer. Quando a mulher se aproximou de Saul e viu que ele estava profundamente perturbado, disse: "Olha, tua serva te obedeceu. Arrisquei minha vida e fiz o que me ordenaste. Agora, por favor, ouve tua serva e come um pouco para que tenhas forças para seguir teu caminho". Ele recusou e disse: "Não vou comer". Seus homens, porém, insistiram com ele, e a mulher também; e ele os atendeu. Ele se levantou do chão e sentou-se na cama. A mulher matou depressa um bezerro gordo que tinha em casa; apanhou um pouco de farinha, amassou-a e assou pão sem fermento. Então ela serviu a Saul e a seus homens, e eles comeram. E naquela mesma noite eles partiram”. (1Samuel 28:3-25) [Colchetes explicativos meus].
Para tentarmos entender esse texto tido por tão controverso, se faz necessário fazermos algumas considerações e algumas perguntas. Vamos a elas:
1) Samuel havia morrido. Poderíamos evocar aqui o texto de Eclesiastes 9:5 que diz que ‘os mortos não sabem coisa nenhuma’ do que acontece no reino dos vivos. Ainda assim alguém poderia argumentar que Deus é poderoso para ter feito o profeta Samuel aparecer, e há quem defenda essa tese. Contudo o texto de 1 Samuel 28 é claro ao afirmar que Deus não respondia a Saul nem por sonhos, nem por Urim e nem por profetas. Ora, se Deus se recusava a responder a Saul pelos profetas que estavam vivos, por que o responderia através de um profeta morto? O texto, quando fala do possível aparecimento do profeta Samuel, não fala nada sobre a ação de Deus, pelo contrário, fala da ação da feiticeira de En-dor: "Quem devo fazer subir?". Ora, se acreditarmos que a feiticeira de En-dor pôde invocar o espírito do profeta morto, teremos que admitir a doutrina espírita de invocação dos mortos como verdadeira.
2) Outra interpretação dada ao texto é de que a figura ‘que subia da terra’, que a feiticeira teria visto, poderia ser um espírito maligno (um demônio). Entretanto considerações precisam ser analisadas:
a) O espírito maligno teria falado com Saul, e Saul teria respondido, existindo, portanto, uma conversa entre eles. Como isso poderia ter acontecido sem que o espírito tivesse incorporado em alguém (na feiticeira, por exemplo)? Como Saul poderia ter ouvido e conversado com algo que não via? (Saul perguntou a feiticeira o que ela via e qual era a aparência do ‘espírito’, portanto ele mesmo nada via). O texto não dá a entender que a feiticeira tenha incorporado o espírito, e nem ninguém.
b) Saul foi à casa da feiticeira acompanhado de dois servos, mas estes provavelmente ficaram à porta, não participando da ‘consulta’ do rei. Saul não sabia o que iria ouvir, e nem tudo é para ser ouvido por servos, ainda mais nesta transgressão religiosa-espiritual que cometia. De qualquer forma, ainda que os servos estivessem dentro da casa participando da ‘consulta’, o texto não permite incluí-los diretamente no episódio. Se Saul não via o ‘espírito’, certamente seus servos também não.
c) Na doutrina espírita admite-se que alguém possa ouvir a voz de um espírito, no que chamam de clariaudiência. Contudo a voz, ruídos e sons não são captados pelo ouvido físico, sendo, segundo tal doutrina, um fenômeno que ocorre na mente. Ainda que se considerasse essa possibilidade, somente Saul saberia o conteúdo da ‘conversa’ com o ‘espírito’. 1 Samuel 28:20-21 diz que Saul caiu estendido no chão, profundamente perturbado e sem forças. O texto não dá a entender que Saul tenha contado aos presentes qualquer tipo de ‘conversa’ que pudesse ter tido com o tal ‘espírito’.
d) O espírito maligno teria dito a Saul que ele e seus filhos morreriam no dia seguinte. Desde quando o diabo pode prever ou determinar o futuro? Anjos não possuem presciência – faculdade da onisciência, que só Deus possui -, nem dom de revelação. Dons foram dados aos homens (Efésios 4:8), e Satanás é um anjo caído, um querubim (Ezequiel 28:14), não tendo o poder de prever ou determinar o futuro. Nenhum espírito maligno possui o poder de prever o futuro.
3) Uma outra interpretação é de que a feiticeira teria se aproveitado da condição de fragilidade de Saul, que exalava ansiedade – o rei que havia expulsado e matado médiuns e feiticeiros agora requisitava os serviços de um deles, sinal de desespero e descontrole espiritual, emocional e mental -, tornando-se presa fácil para qualquer ‘revelamento’ ou predição fajuta num teatro comum às ‘mães e pais de santo’ que oferecem seus ‘serviços’ em anúncios de jornais tipo ‘trago a pessoa amada em 3 horas’. Para que isso tivesse ocorrido temos que considerar a hipótese já aventada de que os dois servos que acompanhavam a Saul não tenham entrado na casa com ele. Se estivessem presentes poderiam perceber qualquer ventriloquismo usado pela feiticeira, o que decretaria a morte dela, por tentar enganar o rei. Há ainda quem defenda a hipótese da feiticeira ter contado com a ajuda de um cúmplice, mas isto é mera especulação, já que o texto bíblico nada diz a respeito.
Diante dessas considerações, se faz necessário voltar os olhos para a fonte que o escritor* do livro de 1 Samuel usou para narrar a história do capítulo 28. Obviamente que não foi o próprio profeta Samuel quem a escreveu, pois estava morto. Portanto o escritor ouviu a história de alguém. A pergunta é: Ouviu de quem? Quais foram as suas fontes?
* Não se sabe quem escreveu os livros de 1 e 2 Samuel. Os autores são incertos. Samuel escreveu um livro (1Samuel 10:25), mas este não se refere aos dois livros conhecidos que levam o seu nome.
A importância das considerações feitas anteriormente se mostra aqui, pois encontramos apenas três personagens envolvidos no episódio que poderiam ter relatado o que teria acontecido na casa da feiticeira, já que com a morte de Saul somente os que lá estiveram poderiam fazê-lo, a saber, a própria feiticeira de En-dor e os dois servos que acompanhavam o rei. Sejam lá quais tenham sido as fontes que o escritor tenha ouvido para narrar a história contada em 1 Samuel 28, as fontes originais de onde a história partiu foram, obrigatoriamente, os três personagens.
Analisando a narrativa de 1 Samuel 28, a mim me parece que, da forma como a história é contada, ela não poderia ter se originado nos dois servos que acompanharam a Saul, por que teria que admitir que eles teriam ouvido tudo o que o ‘espírito’ que teria aparecido haveria dito. O raciocínio é o já feito anteriormente, no item 2: O ‘espírito’ teria falado com Saul, e Saul teria respondido, existindo, portanto, uma conversa entre eles. Como isso poderia ter acontecido sem que o ‘espírito’ tivesse incorporado em alguém (na feiticeira, por exemplo)? Como Saul poderia ter ouvido e conversado com algo que não via? Da mesma forma, como os servos de Saul poderiam ter ouvido o que não viam? Como poderiam contar o diálogo que teria acontecido entre Saul e o ‘espírito’? Não me parece haver sentido nisso.
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