UM DESEJO ARDENTE

UM DESEJO ARDENTE

segunda-feira, 19 de abril de 2010

MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia

GÊNESIS 1:1 - Como o universo pode ter tido um "princípio", se a ciência moderna diz que a energia é eterna?
PROBLEMA: De acordo com a Primeira Lei da Termodinâmica: "a energia não pode ser criada, nem destruída". Sendo assim, então, o universo é eterno, já que ele é feito de energia, que é indestrutível. Entretanto, a Bíblia indica que o universo teve um "princípio" e que não existia antes de Deus o ter criado (Gn 1:1). Não é isto uma contradição entre a Bíblia e a ciência?
SOLUÇÃO: Há um conflito de opiniões aqui, mas na realidade não há contradição alguma. A evidência dos fatos indica que o universo não é eterno, mas que realmente teve um princípio, tal como a Bíblia diz. Algumas observações são relevantes para entendermos esta questão.
Em primeiro lugar, a Primeira Lei da Termodinâmica, com freqüência, é incorretamente enunciada com a expressão: "a energia não pode ser criada". Entretanto, a ciência baseia-se na observação, e afirmações como esta - que diz que a energia não pode ser criada - não se baseiam na observação (como qualquer afirmação que use "pode" ou "não pode"), mas são afirmações dogmáticas. A Primeira Lei da Termodinâmica deveria ser corretamente enunciada da seguinte maneira: "[Até o ponto em que se pode observar] o total de energia presente no universo permanece constante". Ou seja, pelo que se sabe, a quantidade total de energia presente no universo não está diminuindo nem aumentando. Posto desta forma, a Primeira Lei não faz referência alguma quanto à origem da energia nem quanto ao tempo em que ela está presente no universo. Assim, ela não contradiz a declaração de Gênesis de que Deus criou o universo.
Em segundo lugar, outra lei científica perfeitamente aceita é a Segunda Lei da Termodinâmica. Ela afirma que "o total da energia utilizável no universo está diminuindo". De acordo com esta lei, o universo está decaindo. Sua energia está sendo transformada em calor, que não é utilizável. Sendo assim, o universo não é eterno, porque, se o fosse, a sua energia utilizável já se teria esgotado há muito tempo. Ou, em outras palavras, se o universo está se desfazendo (tendo a sua energia degradada), então houve um tempo em que toda a energia foi feita. Se houvesse uma quantidade infinita de energia, ela não estaria decaindo no universo. Portanto, o universo teve um princípio, tal como Gênesis 1:1 diz.

Deus em debate (divulgando o blog...

Inerrância e Ressurreição - William Lane Craig



PERGUNTA:

Eu estive lendo um debate entre William Lane Craig e Bart Ehrman e anexei um trecho dele abaixo. Craig se recusa a responder se a Bíblia é inerrante ou não quando questionado diretamente por um membro da audiência. Ele meramente se esquiva da pergunta e responde que não é isso que eles estão debatendo.

1) Que fontes externas (fora do cânon) existem para sustentar a morte de Jesus, o sepultamento, a ressurreição em forma corpórea e a ascensão aos Céus?

2) A mensagem de Jesus foi espalhada de forma oral até que os evangelhos foram escritos. Como sabemos que não se desenvolveram lendas tais como Jesus ter sido sepultado por José de Arimatéia?

3) O que dizer de outros pagãos operadores de milagres como Honi, o Desenhista de Círculos; Hanina ben Dosa e Apolônio de Tiana? O fato de esses pagãos operarem milagres similares ao de Jesus não tira o crédito de Jesus como operador de milagres?

4) O que dizer das aparentes contradições nos diferentes relatos do Evangelho? Por favor, dê-me uma resposta diferente de “Esses são apenas detalhes secundários e não estão no coração da questão.” Se nós frequentamos uma universidade que declara que a Bíblia é inerrante, então não deveríamos explicar essas questões? Eu vou citar o Sr. Ehrman em seu debate com Craig:


“Em qual dia Jesus morreu e em qual horário? Ele morreu um dia antes do pão da Páscoa ser comido, como João explicitamente diz, ou ele morreu depois dele ser comido, como Marcos explicitamente diz? Ele morreu ao meio dia, como é dito em João, ou às 9 da manhã, como dito em Marcos? Jesus carregou sua cruz sozinho por todo o caminho ou Simão de Cirene a carregou? Isto depende de qual evangelho você lê. Os dois ladrões zombaram de Jesus na cruz ou apenas um deles zombou dele enquanto o outro o defendeu?


Isto depende de qual evangelho você lê. O véu do templo se rasgou ao meio antes de Jesus morrer ou depois? Depende de qual evangelho você lê.


Ou então pegue os relatos sobre a ressurreição. Quem foi ao sepulcro no terceiro dia? Maria foi sozinha ou com outras mulheres? Se Maria foi com outras mulheres, quantas outras estiveram lá, quem eram elas e quais eram seus nomes? A pedra que lacrava o sepulcro rolou antes de chegarem lá ou não? O que elas viram no sepulcro? Elas viram um homem, elas viram dois homens, ou elas viram um anjo? Depende do relato que você lê. O que elas disseram aos discípulos? Era para os discípulos permanecerem em Jerusalém e ver Jesus lá ou era para eles saírem e verem Jesus na Galiléia? As mulheres falaram com alguém ou não? Depende do evangelho que você lê. Os discípulos nunca abandonaram Jerusalém ou eles a deixaram imediatamente rumo a Galiléia? Todas as respostas dependem de qual relato você lê.”


Bem, agradeço qualquer ajuda. Por favor, não me mande ler nenhum livro ou site, porque já estou lendo Evidência Que Exige Um Veredito de McDowell e Em Defesa de Cristo de Strobel.

Posso obter uma resposta direta para cada questão de um dos principais Centros Apologéticos Cristãos no mundo?

Obrigado,
Grant.

DR. CRAIG RESPONDE:

Se você pode obter respostas diretas à sua pergunta? Pode apostar! Continue lendo.

Primeiro, para determinar o contexto, você coloca de uma forma um tanto tendenciosa quando diz que eu “meramente me esquivei” da questão sobre inerrância bíblica em meu debate com Bart Ehrman sobre a existência de evidências históricas para a ressurreição de Jesus. Uma maneira mais simpática e, eu acho, mais acurada de dizer seria “Craig recusou deixar Ehrman desviar o debate para uma discussão sobre inerrância bíblica, mas manteve o debate nos trilhos.” Talvez uma ainda mais acurada leitura da situação seria: “Ehrman tentou incitar Craig a fazer uma afirmação da inerrância bíblica para que ele pudesse atacar a objetividade de Craig e, portanto, sua integridade como historiador; mas Craig, sabendo que sua defesa da ressurreição de Jesus não pressupõe a inerrância bíblica, se recusou a morder a isca.”

Como eu explico em minha Questão da Semana “Errância Bíblica a quê Preço?” Ehrman, quando era um cristão, tinha um sistema teológico falho no qual a inerrância está no próprio centro de sua teia de crenças, de forma que, uma vez que ele se tornou convencido de um único erro nas Escrituras, toda a teia desmoronou. O resultado é que a doutrina da inerrância aparece de forma anormalmente grande em seu pensamento. Mas a defesa da ressurreição de Jesus que eu apresentei de maneira nenhuma pressupõe a inerrância dos documentos, de forma que essa doutrina se torna irrelevante para a crença na ressurreição.
http://deusemdebate.blogspot.com/2010/04/introducao-inerrancia-e-ressurreicao.html

sexta-feira, 5 de março de 2010

A INQUISIÇÃO PELA CIÊNCIA...

Síntese Histórica e Breve Descrição da Teoria da Evolução
Muitas pessoas acreditam que Charles Darwin foi o pai do conceito da evolução, entretanto, encontramos sugestões da idéia nos monumentos babilônicos e egípcios. Quatro séculos antes do nascimento de Cristo, o filósofo grego Aristóteles já havia apresentado uma teoria evolutiva influenciada por conclusões de seus predecessores. Erasmo Darwin, o avô de Charles Darwin, foi um famoso evolucionista cujas obras sobre o assunto foram traduzidas para vários idiomas.Em 1809, o biólogo francês Jean Baptiste Lamarck propôs uma hipótese sobre a evolução dos seres vivos, onde argumentava que fatores ambientais novos podiam provocar o surgimento de modificações nos seres vivos, que aumentam sua capacidade de adaptação e que podiam ser transmitidas às gerações futuras, porém, sua teoria foi refutada pela comunidade científica através de numerosos experimentos, sendo que se destacou o experimento de Weissman, na segunda metade do século XIX, que consistiu em se cortar o rabo de ratos por 20 gerações sucessivas. Weissman demonstrou que a característica adquirida, ausência de rabo, não era transmitida aos descendentes, pois, todas as gerações dos ratos da experiência continuavam nascendo com rabos tão longos quanto os da primeira geração. Embora a hipótese de Lamarck não seja aceita como correta, seu trabalho chamou a atenção para o fenômeno da adaptação dos seres vivos ao ambiente em que vivem.A contribuição de Charles Darwin para a teoria da evolução foi significativamente marcante devido seus argumentos apresentados, em 1859, em sua obra inicialmente intitulada "Sobre a Origem das Espécies" (apenas na sexta edição, em 1872, passou a se chamar "A origem das Espécies"), onde propôs que as modificações adaptativas das espécies são determinadas pelo mecanismo de seleção natural, atribuindo à ação contínua do processo de seleção natural (ou sobrevivência dos mais aptos, termo criado por Herbert Spencer e citado a partir da 5ª edição da obra "Sobre a Origem das Espécies"), o surgimento de novas espécies e a extinção de outras. A teoria evolucionista de Darwin (darwinista) causou grande impacto na sociedade americana e inglesa, apesar da falta de provas conclusivas e alguns questionamentos teóricos sem respostas, foi aceita como a melhor explicação para a origem das inúmeras espécies de organismos vivos. No espaço de trinta anos tornou-se muito popular, não devido evidências científicas, mas devido ao clima intelectual americano, que já estava preparado para a transição do teísmo e sobrenaturalismo para o humanismo e naturalismo.Além da teoria darwinista da evolução, surgiu também o mutacionismo, que defende a idéia de que a evolução se dá através de macromutações, o que faz surgir organismos vivos significativamente diferentes de seus ancestrais. As pequenas diferenças intra-específicas devem-se a micromutações. Os mutacionistas, entre eles De Vries e Johansen, propunham que as mutações genéticas eram a única causa do processo evolutivo. Os experimentos científicos realizados a partir da década de 1920 produziram conhecimentos que abalaram a teoria mutacionista.Fisher, Haldane, Wright e Chetverikov publicaram trabalhos que reuniram informações disponíveis até meados da década de 1930, servindo de base para a moderna teoria sintética da evolução. Esta teoria afirma que mutações e seleção natural atuam no processo evolutivo, para defender esta teoria são usados argumentos e interpretações no campo da paleontologia, anatomia comparada e estudos bioquímicos.
As Evidências da Evolução

As evidências da existência de evolução se sustentam em interpretações do documentário fóssil, anatomia comparada e estudos bioquímicos.
Documentário Fóssil
O documentário fóssil demonstra claramente que no passado existiam formas de vida diferentes das atuais. Os animais primitivos deixaram restos e impressões em rochas das mais variadas partes do mundo, os fósseis. Os fósseis podem ser datados através da determinação dos materiais radioativos neles contidos. Não sendo possível assistir ao processo evolutivo, é de fundamental importância encontrar provas da evolução no registro fóssil. Os evolucionistas apresentam fósseis de alguns seres primitivos como evidência da evolução, tais como o archaeopteryx (como forma transitória entre répteis e aves) e animais que pertencem a uma suposta evolução do cavalo. Segundo a teoria da evolução, a presença de diferentes fósseis em camadas de rochas sucessivas permite ter uma idéia das formas de vida que se sucederam, tornando-se possível reconstituir o processo evolutivo de grupos de seres vivos.
Anatomia Comparada
Segundo os evolucionistas, as semelhanças anatômicas entre diferentes espécies de seres vivos aponta para ancestrais comuns entre as espécies semelhantes, sendo isto uma evidência da evolução.Os estudos de anatomia comparada revelam, por exemplo, que os membros anteriores de todos os tetrápodes têm a mesma estrutura esquelética, embora representem adaptações a funções diferentes. Há também semelhanças nos vasos sangüíneos e coração, musculatura e as mesmas regiões cerebrais básicas em todos os tetrápodes, o que sugere ancestrais em comum.Os estudos de anatomia comparada também apontam, como evidência de evolução, a presença de órgãos vestigiais ou rudimentares. Segundo os evolucionistas, estes órgãos, embora sem função atual, permanecem vestigialmente, indicando a existência anterior, em sua forma completa, nos ancestrais dos atuais seres vivos que possuem os citados órgãos. Um exemplo de órgão chamado vestigial é o apêndice humano.
Evidências Bioquímicas
A seqüência de aminoácidos de uma proteína é determinada pela estrutura do gene que a codifica. Diferentes organismos apresentam proteínas comuns, enquanto outros apresentam seqüências de aminoácidos diferentes. Essas diferenças refletem alterações na estrutura dos genes que codificam as proteínas. Proteínas semelhantes são resultantes de composição genética semelhante. Segundo a teoria da evolução, duas espécies terão maior semelhança entre suas proteínas quanto mais próximo for o grau de parentesco sob o ponto de vista evolutivo.
Abaixo, um artigo, publicado no periódico brasileiro "Observatório da Imprensa", nº59, em 1998, que faz uma síntese de diversos fatos relacionados com a teoria da evolução.
TEORIA DA EVOLUÇÃO
Desnudando Darwin: ciência ou ideologia?
ou
A relação incestuosa da mídia
brasileira com a Nomenklatura científica
Enézio E. de Almeida Filho (*)"Se se pudesse demonstrar a existência de algum órgão complexo que não pudesse de maneira alguma ser formado através de modificações ligeiras, sucessivas e numerosas, minha teoria ruiria inteiramente por terra".
Charles Darwin, in A origem das espécies, p. 161
(Leia mais em A caixa preta de Darwin, de Michael J. Behe, que aceitou o desafio darwinista)
"É absolutamente seguro dizer que, se você encontrar alguém que afirme não acreditar na evolução, esta pessoa é ignorante, imbecil ou insana (ou maligna, mas eu prefiro não considerá-la assim)"
Richard Dawkins, eminente zoólogo, cientista, autor e professor da Oxford University
Teoria da Evolução... por que questionar esta teoria científica? Ela não é um dos modelos científicos de maior aceitação entre biólogos e demais cientistas? Todos os leigos, apesar de a maioria desconhecê-la completamente, "confiam" nela. Por que então questionar na mídia o lugar de honra que lhe foi concedido pela Academia? "Todos os biólogos e cientistas aceitam a teoria da evolução", "Não há crise no neodarwinismo" é o que é propalado com destaque pelos cientistas. Mas será que é assim mesmo?
Há mais de 30 anos (isso mesmo - mais de 30 anos!) o paradigma neodarwinista (ou teoria sintética - combinação do Darwinismo clássico com a genética mendeliana) vem apresentando dificuldades teórico-empíricas discutidas intramuros, publicamente em alguns jornais e revistas especializados bem como em livros. O interessante é que os autores são todos cientistas evolucionistas de renome internacional. Mas o mais interessante mesmo é a postura da mídia brasileira em relação a tão importante fato: silêncio total!
O que está ocorrendo com o neodarwinismo é o que Thomas S. Khun brilhantemente apontou no seu A estrutura das revoluções científicas (1998, São Paulo, Perspectiva): quando existem anomalias que a teoria não previu e às quais não consegue mais responder, o paradigma entra em crise, teorias ad hoc são criadas pelos cientistas na tentativa da manutenção/salvação do modelo científico. Quando isso não ocorre, um novo paradigma científico se faz necessário. Kuhn, contudo, não estipulou quantos anos de anomalias não-resolvidas seriam necessários para o surgimento de um novo modelo científico...
Os paradigmas em física são mais rapidamente modificados. Por quê? Será que os físicos sabem de ‘algo mais’ para o qual não há saída, a não ser a humilde resposta sobre as origens do Universo "Não sabemos"? A ciência não é omnicompetente...
Ao longo desses mais de 30 anos, o que se questiona pelo rigor do método científico é: qual mecanismo teria ocasionado, ao longo do tempo (bilhões de anos), o processo evolutivo da origem da vida - Elementos químicos adequados + forças naturais + tempo (bilhões de anos) + acaso (seleção natural + mutações genéticas). A abiogênese [teoria da geração espontânea], sem nenhum respaldo do método científico (Redi e Pasteur há muito inviabilizaram esta hipótese), é aceita como tendo produzido o primeiro ser vivo simples de uma base não-viva que se transformou num ser vivo mais complexo. É engraçado e até irônico: um sapo ser beijado por uma princesa e transformado em príncipe é história da carochinha. Agora, um suposto ser unicelular (inobservado) ao longo de bilhões de anos se transformar em Australopithecus e depois em Charles Darwin (inobservado), isso sim, é considerado ciência!
Ironia à parte, alô Popper, alô Kuhn, alô Feyerebend, anunciaram o fim da Ciência. Precisamos de vocês, câmbio... cambrio... cambriano... O Big Bang da Vida - o tendão de Aquiles das teorias da evolução!!!
Não há medição científica confiável além de 1 milhão de anos (Dr. Carl Swisher e Dr. Garniss Curtis, do Institute of Human Origins, Berkeley, especialistas em geocronologia, Time, March 4, 1994, pp. 33 e 33). Cheiro de metafísica...
Não são 30 dias de debates. São 38 anos. Jornalistas científicos deveriam considerar o questionamento levantado por G. A. Kerkut (evolucionista) em relação à evidência inadequada de sete importantes inferências evolucionistas [Teoria Geral da Evolução]:
1. Coisas não-vivas deram origem a organismos vivos;
2. A abiogênese ocorreu uma vez;
3. Os vírus, bactérias, plantas e animais são todos inter-relacionados;
4. Os protozoários deram origem aos metazoários;
5. Vários filos de invertebrados são inter-relacionados;
6. Os invertebrados deram origem aos vertebrados; e
7. Peixes, répteis, aves e mamíferos tiveram origem ancestral comum. in Implications of Evolution, New York, Pergamon, 1960, pp. 150-157.
Até hoje, nenhum cientista evolucionista solucionou estas dificuldades teórico-empíricas. Percebe-se, contudo, no que é veiculado nas reportagens científicas uma certa preocupação quanto ao tempos verbais: todos no condicional. Isso é bom porque não atribui como "fato" determinadas descobertas. Contudo, não é salientado para os leitores quais aspectos da teoria neodarwinista estariam sendo corroborados/questionados.
Por que essa omissão? O que se vê no jornalismo científico, supostamente objetivo, é um jornalismo ideologicamente naturalista mascarado de jornalismo científico. Pseudo-jornalismo científico a ser desmascarado. Com muito rigor científico.
Ciência fundamentalista
Onde é que fica a visão kuhniana em toda esta história? As anomalias existem, o modelo teórico não consegue mais respondê-las, a teoria entrou em crise, há debates intramuros, foram criadas teorias ad hoc (será que diferem do Deus das lacunas? - parece que não) para salvar/manter o paradigma. Estamos vivendo a transitoriedade crítica do neodarwinismo. Há outras propostas, como o Planejamento Inteligente (Michael J. Behe - A caixa preta de Darwin, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1997), mas a Nomenklatura acadêmica nem sequer deseja ouvir o pleito dos inovadores.
Estranho paradoxo esse, mas o grande empecilho para o livre e pleno desenvolvimento da ciência são os cientistas fundamentalistas. Galileu Galilei foi condenado pela Igreja, mas com o aval do conhecimento científico da Academia que, unanimemente, acreditava ser a Terra o centro do Universo... Já acreditaram também que a Terra era quadrada. E cientistas de renome internacional daquela época. Não muito diferente dos renomados cientistas modernos. Os cientistas não são tão assépticos quanto seus aventais... Pasteur que o diga!
Nas reportagens científicas, não há uma distinção no termo teoria da evolução: Teoria Especial da Evolução (Dobzhansky) - microevoluções ocorrem intra-espécies e são observadas e empiricamente comprovadas; Teoria Geral da Evolução (Goldschmidt) - macro-evoluções ocorrendo inter-espécies, eventos inusitados, inobservados, ocorridos uma vez em passado mui distante, não têm como ser comprovados empiricamente. Por que essa distinção precípua não é feita? A Teoria Geral da Evolução é apresentada como se fosse fato inconteste.
Toda idéia ou teoria científica deve ser debatida para o bem da ciência. Esta é a máxima propalada pelos cientistas, mas pouco seguida por eles mesmos. Especialmente a Teoria da Evolução. Por quê? Porque ela permeia toda a nossa Weltanschauung cultural atual. Por que o neodarwinismo não pode ser submetido ao rigor do método científico? Por que não o debate público de suas teorias? O modelo neodarwinista deve ser trazido para este debate racional, porque como teoria não pode arrogar o status de "fato" acima de quaisquer suspeitas em contrário. Se não, temos aqui o exemplo ímpar de theoria perennis. Não fazer isso é condenar o mundo a um poço profundo de ignorância intelectual. Se o paradigma científico estiver errado, quais foram/são/serão as conseqüências para as pesquisas biológicas???
O método científico (Gewandsznajder, Fernando. O que é o método científico? São Paulo, Pioneira, 1989) ainda é o parâmetro aceito pela Academia para a aceitação de quaisquer teorias científicas. O neodarwinismo passaria pelo rigor do método científico? Parece que não. Por que este modelo teórico não é considerado pelos jornalistas científicos por este critério aceito pela própria ciência? É o medo de Darwin ser encontrado nu? De o neodarwinismo ser encontrado em falta como teoria científica? O que há por trás das reações emotivas de cientistas fundamentalistas/ultra-darwinistas como Richard Dawkins, Daniel Dennett e outros? Os limites da seleção natural não seriam uma razão muito forte para se considerar novas teorias (Stephen C. Meyer, filósofo em ciências, Cambridge University)? Qual a razão desse silêncio tumular da mídia sobre tão importante assunto?
Destruindo ídolos
Esse "silêncio" da mídia em torno das dificuldades teórico-empíricas do neodarwinismo é devido ao fato de Darwin ser um ícone científico. Ídolo. É, mas todo ídolo está destinado à destruição. Marx e Freud, como ídolos científicos já foram. Quem será o Finéias de Darwin? Nietzsche disse, em algum livro, "Derrubar ídolos - isso sim, já faz parte de meu ofício". Esse espírito nitzscheano está em falta no jornalismo brasileiro. Teoria Especial da Evolução - Darwin tem toda a razão. Teoria Geral da Evolução - Darwin não tem razão nenhuma, está nu e há algo de podre na Nomenklatura científica em não querer divulgar isso para os estudantes e o público leitor não-especializado.
Quando Karl Popper concluiu em 1976 que "o darwinismo não é uma teoria científica testável, mas um programa de pesquisa metafísica" [Unended quest: an intellectual autobiography, La Salle, IL, Open Court, p. 168], qual foi a reação da Nomenklatura científica? Lidar com a proposição popperiana, demonstrar o contrário ou negar-lhe cidadania no reino científico por não "rezar" pelo cânon vigente? Não lidaram com a proposição popperiana e quase lhe cassaram a cidadania no reino científico - este, por razões pragmáticas de sobrevivência na Academia, abjurou de muitas de suas teses céticas em relação à ciência biológica. Patrulhamento ideológico. Verdadeira Inquisição. Sem fogueiras... Tratamento diferente do dispensado a Galileu? Não!
Logo em seguida, Collin Patterson, paleontólogo, evolucionista, do Museu de História Natural de Londres, no dia 5 de novembro de 1981, no Museu Americano de História Natural, diante de uma platéia formada por cientistas americanos, todos evolucionistas, perguntou:
"Vocês podem me dizer alguma coisa sobre evolução, qualquer coisa que seja verdade?"
A platéia ficou muda. São passados 17 anos e a pergunta de Patterson continua sem resposta. Nem Nobel em Biologia, até hoje, respondeu à sua pergunta... Collin Patterson, pressionado pela Nomenklatura científica, também cedeu um pouco nas suas críticas ao neodarwinismo e tentou, mais tarde, explicar o inexplicável de sua famosa pergunta. Por quê? Medo de perder a reputação acadêmica e o cargo no Museu de História Natural em Londres. Diferente de Galileu, que ousou ir contra a Academia do seu tempo...
Em 1985, Michael Denton, Senior Research Fellow, especialista em Genética Humana, da Universidade Otago, Nova Zelândia, escreveu o livro Evolution: a theory in crisis [inédito em português] apresentando suas objeções ao neodarwinismo: há muitos órgãos altamente complexos, bem como sistemas e estruturas que não podem ser concebidos como tendo surgido em termos de acumulação gradual de mutações ao acaso, ao longo dos anos. Como era de se esperar, a Nomenklatura reagiu e continua reagindo às objeções do Dr. Denton. Este, contudo, vem resistindo aos ataques pessoais desfechados. Escreveu outro livro: Nature’s destiny - how the laws of biology reveal purpose in the Universe [também inédito em português].
Phillip E. Johnson, professor de Direito na Universidade da Califórnia, Berkeley, em 1993 escreveu um livro - Darwin on trial [a ser publicado no Brasil em meados de 1999]. Por esse e por outros livros publicados, como Defeating Darwinism by opening minds, Objections sustained e Reason in the balance, o Dr. Johnson vem sofrendo ataques virulentos da Nomenklatura científica, porque ele não dispõe de formação científica afim. Acabaram de negar o direito a Darwin de escrever o seu A origem das espécies (que lida com tudo, menos com as origens das espécies... Leia e comprove): estudou Teologia em Cambridge e foi naturalista muito mais por hobby do que por formação acadêmica...
Abrindo a caixa preta
Mas eis que surgiu Michael J. Behe, bioquímico, professor-assistente na Lehigh University, Pensilvânia, com a tese do Planejamento Inteligente e da Complexidade Irredutível bem delineados no seu livro - A caixa preta de Darwin [Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1997]. Como era de se esperar, a Nomenklatura foi visceralmente contra. No neodarwinismo todos têm que ser como soldadinhos de chumbo: idênticos e uniformes. Qualquer "diversidade" é heresia. Mas entre os evolucionistas houve quem destacasse a proposição de Behe como uma que não pode deixar de ser examinada. Cum granum salis. Foram poucos os da Academia. Assim como com Galileu...
Há outros nesse crescente movimento do planejamento inteligente. Todos cientistas, biólogos, bioquímicos e filósofos de ciência de peso como Charles Thaxton, David Berlinski, Walter Bradley, William A. Dembski, Stephen C. Meyer, Jonatham Wells. Todos questionando a validade científica do paradigma neodarwinista em muitos aspectos.
Há mais de 10 anos (isso mesmo - há mais de 10 anos) venho salientando isso a diretores de redação/editores de Ciência dos maiores veículos de comunicação do Brasil: Veja, Folha de S. Paulo, e recentemente, Superinteressante, Globo Ciência (hoje Galileu) e Época.
A resposta que obtive, até de ombudsman (Caio Túlio Costa et al.) é que iriam conferir se as minhas colocações realmente procediam. Ou então a resposta automática de Veja: agradecemos o seu interesse, blá, blá, blá... Dificilmente lidaram com os aspectos científicos salientados. A resposta mais precisa que obtive foi do diretor de Redação de Veja: não avaliamos o valor científico da pesquisa/achado, somente informamos. Numa reportagem seguinte, Veja se contradisse. Seus repórteres seguiram ‘cegamente’ os enunciados neodarwinistas...
O jornalismo científico tem relevância científica? Tem, porque é o jornalista quem difunde idéias e teorias científicas para os leigos. O jornalismo científico tem relevância social? Tem, porque é um dos elos que mostram a Academia como ela é à sociedade. Infelizmente, ao difundir idéias e teorias científicas, o jornalismo científico brasileiro não tem provocado o debate, não tem "ouvido o outro lado". É preciso levantar o porquê de os cientistas evolucionistas não quererem o debate público dessas anomalias. Uma pista - os que praticam ciência normal se sentem ameaçados nos seus postos e pesquisas se passarem a questionar o modelo científico mais aceito pela Nomenklatura científica de fim de século: bolsas de estudos, fundos para pesquisas, reputação acadêmica, projeção na comunidade internacional, medo de ser tachado de louco, ignorante, crente do geocentrismo e outros epítetos desvairados usado pelos "sóbrios e elegantes senhores da Academia"... O debate em jornalismo científico deve ser a norma, e não a exceção. Scientia qua Scientia [Wissenschaft] pelo rigor cético do método científico. Nada mais, nada menos.
Quanto à sua relevância social, o jornalismo científico precisa mostrar um outro ângulo desconhecido da Nomenklatura: o conceito popular da ‘integridade intelectual’ dos cientistas, e de que a ciência atualmente praticada é feita totalmente despojada de ideologia ou isenta de um particular Weltanschauung.
O jornalismo científico perdeu uma boa oportunidade de mostrar que é um jornalismo investigativo quando, ao longo de mais de 10 anos recebendo dados sobre o assunto, deixou de tornar conhecidas do público as muitas anomalias do neodarwinismo. Isso, mais por um posicionamento ideológico atrelado à Nomenklatura do que por amor à "verdade científica". Um novo paradigma científico em Biologia está sofrendo as dores de parto, mas a KGB científica através de seus agentes deseja abortá-lo. Mas são muitos os biólogos, bioquímicos e cientistas evolucionistas que desejam ver este filho nascer. Vade retro Herodes (Dawkins, Dennett et al.)!
O jornalismo científico, ao cobrir idéias e teorias sobre a origem da vida, tem que ter interesse em formular perguntas - O que somos? De onde viemos? Ex-nihilo pode criar alguma coisa? A ciência tem competência nessa área ou ao formular essas teorias não está substituindo os "mitos religiosos" por "contos de fadas para adultos"? O Zeitgeist influenciaria a Weltanschauung dos que fazem ciência? Seriam os cientistas "objetivos", "neutros", dignos de confiança nas suas pesquisas? O que dizer das muitas fraudes ocorridas e que ainda ocorrem nos meios científicos?
Um mito refinado
À primeira vista estas perguntas podem parecer pueris, mas são fundamentais. São fundamentais porque as teorias científicas que temos sobre a origem do universo e da vida não diferem dos mitos religiosos: são inobserváveis e há um quê de onipotência naturalista. Quando Darwin elaborou sua teoria, ele o fez com velados interesses filosóficos naturalistas de sua época. Um mito refinado e bem apoiado até por um Zeitgeist onde impera o naturalismo filosófico travestido de ciência.
O jornalismo científico precisa informar ao público leitor que, ao contrário do que é veiculado na mídia, Galileu-herético enfrentou maior oposição dos luminares/pares da Academia de então. A mesma coisa Darwin. Não há mais como esconder a falência do paradigma neodarwinista - Empirica empirice tratanda! Em ciência, paradigma morto, paradigma posto. Apesar de posar como "ortodoxia científica", o neodarwinismo já morreu. Que venha o novo paradigma - Planejamento inteligente!
Há, pelo menos, cinco crises dentro do atual modelo. Mesmo as teorias ad hoc criadas não conseguiram salvar a teoria, antes, trouxeram mais problemas:
1.Não-substanciação de um mecanismo darwinista de evolução;
2. Falha total dos estudos sobre a origem da vida em produzir um modelo teórico que funcione;
3. Inabilidade do mecanismo evolucionista em explicar a origem das adaptações complexas;
4. Falência da hipótese do ‘relojoeiro cego’ (Dawkins);
5. A evidência biológica de que a regra na Natureza é a estabilidade morfológica ao longo do tempo, e não mudança constante.
Se alguém percorrer as páginas de nossas revistas e jornais, apesar da ressalva feita por alguns jornalistas científicos de que as teorias científicas são construtos próximos da verdade, a evolução das espécies - em nível macro - é mencionada como se tivesse ocorrido. Empiricamente a verdade é outra... O registro fóssil diz não desde o tempo de Darwin. A biologia molecular também. A bioquímica idem. Alguns jornalistas tiveram acesso ao questionamento de abalizados cientistas evolucionistas. Outros não. Dos que sabiam, por que não lidaram com aquelas dificuldades teórico-empíricas? Desonestidade jornalística ou a presença de "camisa de força" nas redações imposta pelo Zeitgeist e pela Nomenklatura científica?
Depois do aqui exposto, alguns órgãos da mídia brasileira vão ter que lidar com as seguintes perguntas e hipóteses: Por que as dificuldades teórico-empíricas do neodarwinismo não são apresentadas ao público leitor? (PC) Em torno dessa, as seguintes perguntas foram concebidas: havia conhecimento da parte dos jornalistas científicos das "anomalias" não respondidas pelo neodarwinismo como paradigma científico? (P1) Se havia conhecimento, por que não considerar a proposição de Kuhn (A estrutura das revoluções científicas, especialmente o cap. 8) de uma crise paradigmática demandando o surgimento de um novo paradigma? (P2) Qual o lugar específico da "filosofia naturalista" da parte dos jornalistas na manutenção de um modelo científico que, apesar de ser considerado "o mais confiável" entre os cientistas, sugere ser mais metafísica do que propriamente ciência? (P3) Por que os jornalistas científicos não fazem distinção entre Teoria Especial da Evolução (micro-evoluções, intra-espécies, empiricamente comprovadas) e a Teoria Geral da Evolução (macro-evoluções, inter-espécies, empiricamente não-comprovadas) se esta distinção é precípua para a compreensão de todo o referencial teórico evolutivo? (P4) Por que os editores de Ciência não salientaram estas "anomalias" para seus jornalistas quando da elaboração de reportagens sobre o tema? (P5)
A hipótese central que sugiro para responder à pergunta central (PC) é a seguinte: as dificuldades teórico-empíricas do neodarwinismo não foram salientadas ao público-leitor por causa da Weltanschauung totalmente influenciada pelo naturalismo filosófico mascarado de ciência, conscientemente por parte de alguns jornalistas e inconscientemente da parte de outros. (HC) As demais hipóteses oferecidas às demais perguntas são estas: Conforme correspondência desse autor com algumas editorias de Ciência, já havia conhecimento dessas anomalias, outras desconheciam-nas completamente. Desonestidade jornalística das que sabiam e falta de atualização científica de outras. (H1)
Kuhn preconiza que há relutância da parte dos que praticam Ciência Normal em aceitar uma mudança paradigmática, partindo para ou esperando a criação de teorias ad hoc visando salvar o antigo modelo científico. Isso também se aplica aos que praticam Jornalismo Normal. (H2) A "filosofia naturalista" ocupa, consciente ou inconscientemente, o "topos epistemológico" não somente no Zeitgeist e Weltanschauung dos cientistas, mas dos jornalistas científicos também, sem nenhum questionamento desse posicionamento através do método científico. (H3) Esta distinção não é feita porque alguns jornalistas científicos não conhecem devidamente a Teoria da Evolução para fazer aos leitores este tipo de diferenciação teórica. (H4) As editorias de Ciências não salientaram estas "anomalias" teórico-empíricas do paradigma neodarwinista, pelo seu "reducionismo epistemológico" totalmente embasado na "filosofia naturalista", em vez de seguir o rigor do método científico para a Teoria Geral da Evolução. (H5)
Ouvir o "outro lado"
A editoria de Ciência que publicar um sólido texto sobre as dificuldades teórico-empíricas do neodarwinismo terá que, para "ouvir o outro lado", salientar os seguintes pontos essenciais: Ciência e Método Científico; Darwinismo: Ciência ou Filosofia (Fatos ou Fé); Origem da Vida; a Seleção Natural; o Registro Fóssil; a Explosão Cambriana e a Origem do Filo; Macro-evolução; Estase; Mutações; Homologia.
Existem artigos e livros de cientistas evolucionistas lidando com estes aspectos. Por que não "reduplicá-los"? Haveria um "filtro ideológico" sobre o que deve ser publicado ou não? Fique aqui registrado um primeiro passo da Folha de S. Paulo/Caderno Mais, que publicou reportagem, embora limitada, sobre as dificuldades desse modelo científico.
Este artigo é uma modificação de um projeto de trabalho apresentado no dia 16/11/98 à Coordenação de Pós-Graduação em Educação - Mestrado em Ciências, na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), sobre a total omissão nos livros-textos de Biologia de 2° grau dessas anomalias. Projeto rejeitado sem direito a apelação... Apliquei-o ao jornalismo científico porque foi nas correspondências enviadas às editorias de Ciências que a idéia surgiu, de verificar se os mais iluminados estariam lidando com o tema. Ledo engano.
O jornalismo científico, pro bonum publico, deve se conscientizar de que o jornalismo nessa área é um apontar de horizontes. Educação, como pensar criticamente, e não a presente situação fossilizada pelo dogma mitológico do neodarwinismo - ideologia, no que se deve pensar (somente o que pontifica a Nomenklatura acadêmica). Não fazer isso é condenar toda uma geração de estudantes e leitores não-especializados a um profundo poço de ignorância científica e ser, em alguns casos, jornalisticamente desonesto!
Darwin morreu...Viva Darwin!!!
Esperando contra a esperança o surgimento de um novo paradigma em Biologia!
(1) James A. Shapiro, James Shreeve, Robert Shapiro e outros cientistas que o espaço não me permite citar.
(*) Pesquisador em Educação em Ciências.


Fatos, Teorias, Truques Semânticos e Pressuposições Filosóficas
Primeiramente, vamos observar um pequeno texto do Stephen Jay Gould (Evolution as Fact and Theory"; Discover, May 1981):
No vernáculo americano, "teoria" freqüentemente significa "fato imperfeito"- parte de uma hierarquia de confiança indo do fato à teoria, à hipótese ao chute. Eis o poder do argumento criacionista: evolução é 'somente' uma teoria e muito se debate sobre vários aspectos dela. Se a evolução é menos que um fato, e os cientistas não conseguem nem se decidir sobre a teoria, então que confiança podemos ter nela? De fato, o [então] presidente Ronald Reagan deu eco a esse argumento diante de um grupo evangélico em Dallas ao dizer (no que eu sinceramente espero ser somente retórica de campanha): "Bem, é uma teoria. É somente uma teoria científica, e recentemente tem sido desafiada no mundo da ciência – ou seja, na comunidade científica não se crê que ela seja tão infalível como era".
Bem, evolução é uma teoria. E também um fato. E fatos e teorias são coisas diferentes, não níveis em uma hierarquia de confiança. Fatos são os dados do mundo. Teorias são estruturas de idéias que explicam e interpretam fatos. Fatos não desaparecem enquanto os cientistas debatem sobre teorias que competem par explicá-los. A teoria gravitacional de Einstein substituiu a de Newton em nosso século, mas as maçãs não ficaram suspensas no ar, esperando o resultado. E humanos evoluíram de ancestrais semelhantes aos macacos, quer isso tenha acontecido pelo mecanismo proposto por Darwin ou por outro ainda a ser descoberto. "Além disso, 'fato' não significa 'certeza absoluta'; não existe um animal assim neste mundo excitante e complexo. As provas finais da lógica e matemática fluem dedutivamente a partir e hipóteses e produzem certezas somente porque elas NÃO pertencem ao mundo empírico.
Evolucionistas não fazem nenhuma alegação de verdade perpétua, embora freqüentemente os criacionistas o façam. Em ciência "fato" só pode significar "confirmado a um grau tal que não seria razoável retirar concordância". Eu suponho que é possível que amanhã as maçãs comecem a cair para cima, mas essa possibilidade não merece o mesmo tempo de análise nas aulas de física.
"Evolucionistas têm sido muito claros sobre essa distinção entre fato e teoria desde os primórdios da teoria porque reconhecemos quão distantes estamos de entender completamente os mecanismos (teoria) pelos quais a evolução (fato) aconteceu. Darwin enfatizava continuamente a diferença entre essas duas enormes conquistas: estabelecer o fato da evolução, e propor uma teoria - a seleção natural - para explicar o mecanismo da evolução."
Observe que o texto acima não afirma que fato e teoria são sinônimos, porém afirma que evolução é um fato, e que resta para a ciência apenas entender quais os mecanismos (teoria) que atuam para que a evolução ocorra, isto pareceria perfeitamente racional se não levássemos em conta alguns outros fatos, destacando-se:
Afirmar que evolução é um fato deve se sustentar em evidências, são citadas, por evolucionistas, várias evidências da existência de evolução, porém são apenas evidências devido a adoção de certas interpretações de alguns fatos que podem ter outras interpretações, determinadas interpretações é que são usadas como evidências, e não os fatos em si. Isto é relevante, pois a história da ciência moderna, já na era da metodologia científica, demonstra que algumas consistentes teorias estavam totalmente erradas, como por exemplo a teoria do flogístico, que apesar de totalmente errada persistiu como "fato" por muito tempo, graças às teorias "ad-hoc", que eram usadas para fazer a manutenção desta teoria (como é feito atualmente com a teoria da evolução) e também a teoria da abiogênese (formação de organismo vivo a partir de matéria não viva, geração espontânea). O trabalho aqui apresentado citará diversos fatos que foram, ou são, interpretados de forma errada, forçosa ou influenciada por pressuposições filosóficas;
Se existem mecanismos evolutivos, eles devem ser observados e registrados, pois seriam fenômenos naturais, e em seguida o observador deve verificar a regra geral (generalização) baseada em suas observações. Por sua vez, esta generalização deve permitir que ele faça predições. Testa-se a seguir a sua hipótese, conduzindo experiências para determinar se o resultado previsto irá ocorrer. Mediante contínuas confirmações de suas predições pelo observador ou por outras pessoas que também adotem metodologias científicas, a hipótese se tornará uma teoria, e a teoria, com o tempo e os testes, irá alcançar a condição de Lei Científica (R. L. Wysong, The Cration/Evolution Controversy "East Lansing, MI: inquiry Press, 1976", 40-41). Neste aspecto, apenas as chamadas microevoluções podem ser demonstradas dentro da metodologia científica, mas as microevoluções são apenas uma pequena parcela da evolução como é geralmente compreendida e difundida, sendo, portanto, impossível de se provar cientificamente a evolução, pois não há evidências ou provas científicas de que ela ocorre como afirma a teoria, e se ela realmente ocorreu em outras épocas, como é sugerido (macroevolução), pode-se apenas concluir que ela existiu através da interpretação de algum indício, e nisto há grande fragilidade para se provar a evolução, pois a teoria propõe a existência de mecanismos naturais que devem ter atuado, mas que não se prova em laboratório sua existência e nem mesmo através da observação do registro fóssil. Deduzir que um conjunto de micromutações podem equivaler a uma macromutação é destituído de provas, além de existirem observações que sugerem a impossibilidade desta equivalência (observações em populações de animais que sofrem seleção artificial, assunto que é comentado neste site, mais adiante).
Diante dos fatos acima citados, promover a teoria da evolução a algo parecido com "fato", sem que haja observação empírica, não passa de um truque semântico que procura compensar a completa falta de evidências indiscutíveis que passam pelo rigor da metodologia científica. Fatos se constituem de provas ou deduções que excluem por completo interpretações alternativas de maneira verdadeiramente científica ou racional, sem fazer exclusão a partir de pressuposições filosóficas (impossibilidade da vida ter surgido através de criação especial pelo fato de se crer que não existe um criador), que é o principal sustentáculo do prestígio da teoria evolucionista. Afirmar que evolução é um fato, sem se ter verdadeiras e criteriosas provas, não passa de um ato de fé semelhante aos que estão presentes em qualquer religião do mundo. Instituir uma regra para definir a proximidade que "teoria" tem com "fato" para não se exigir provas que validem uma teoria, é o mesmo que acabar com a fome através de um decreto que diz "proibido passar fome", mas sem que se dê alimento aos famintos, o que é realmente necessário.
Outro argumento usado para fortalecer a credibilidade da teoria da evolução é o fato de que a ciência é limitada, não sendo possível, portanto, avaliar outra teoria alternativa, a teoria da criação especial, pois esta teoria não permite a elaboração de hipóteses específicas, passíveis de teste experimental, além de que a teoria da criação especial recorre ao sobrenatural, ou seja, a existência de uma entidade inteligente e criadora, geralmente considerada uma divindade, contrariando assim um princípio filosófico adotado pela ciência moderna, mas que já esta se provando limitador e questionável, como veremos a seguir.
Embora as explicações naturais tenham se provado as corretas explicações para quase todos fenômenos ao longo da História da Humanidade, não se deve adotar como regra para a avaliação de qualquer fato ou fenômeno, pois, embora tal postura possa parecer muito razoável, é um posicionamento filosófico (chamado de "naturalismo") que pode tirar a objetividade da ciência, levando ao cometimento de erros ao tentar se adotar uma metodologia científica ou de avaliação de fatos já ocorridos, pois, afirmar que algo é objetivamente verdade implica que está baseado em evidência empírica e não apenas pelo fato de se assumir um pressuposto ou preconceito em solo filosófico.
Uma exclusão metodológica de explicações sobrenaturais (como, por exemplo, a possibilidade da existência de um criador inteligente) constitui uma limitação na disciplina do pesquisador, não uma descrição da realidade objetiva. Se os Biólogos evolutivos querem mostrar que a existência da diversidade de seres vivos não envolve desígnio sobrenatural, eles não podem excluir a possibilidade somente a priori, têm que provar a viabilidade da alternativa naturalista, o que ainda é um verdadeiro desafio para os evolucionistas quando deparados principalmente com as remotas probabilidades de certos fatos ou fenômenos ocorrerem. Adotado como princípio filosófico pela ciência moderna, o naturalismo, pode levar a resultados corretos na maioria das vezes, mas, devido a limitação do conhecimento humano, pode-se levar a erros que não seriam cometidos ao se adotar um posicionamento racional isento de pressuposições, isto é utilizar-se de premissa falsa ou de veracidade duvidosa, mesmo quando se chega a conclusões verdadeiras (o que ocorre quando se usa inferências válidas), pois, descartar a possibilidade de existência do sobrenatural pode conduzir a erros devido ao fato de que muitas coisas podem ser tidas como sobrenaturais apenas enquanto não são completamente conhecidas.
Um exemplo de erro que ocorre a partir da suposição que já se conhece o universo natural é o caso da afirmação de Antoine Lavoisier, ao dizer:
"Nada além de bobagens... apenas camponeses podem acreditar que do céu caiam pedras, porque simplesmente não há pedras no céu."
Na ocasião, no ano de 1769, Antoine Lavoisier estava procurando desmistificar a crença na existência de meteoritos, que ainda não eram desconhecidos pela ciência de sua época, embora os camponeses "supersticiosos" já afirmavam que pedras caíam do céu.
Um naturalista, que era um fervoroso defensor do ateísmo em grupos de discussão na Internet, ao avaliar esta passagem histórica envolvendo Lavoisier, procurando justificar a afirmação errada do famoso personagem histórico, fez as seguintes observações:
Ele tinha excelentes motivos para fazer a afirmação que fez, porque ela era consistente com todas as evidências disponíveis. No ponto em que ele estava, estava ocorrendo exatamente uma mudança de paradigma: achamos evidências de casos anômalos. Só a partir de então é que as evidências contradizem a teoria. Até então, a hipótese (de que não há pedras caindo do céu) era excelente.
Novamente, a questão de contexto... é impossível provar deterministicamente a impossibilidade de algo. Ele afirmou sobre a extrema improbabilidade do evento, no que continua certo.
Por mais que os argumentos acima atenuem a afirmação errada de Lavoisier, ficou evidente que o erro cometido se deu devido um posicionamento filosófico naturalista, pois, o mais certo seria afirmar apenas que não se tinha provas da existência de pedras que caíam do céu e não apresentar uma convicção da inexistência de tal fenômeno.
James R. Moore, em Christianity for the Tough Minded (editado por John Warwick Montgomery), observou que “hoje em dia os cientistas admitem que ninguém sabe o bastante sobre as ‘leis naturais’, ao ponto de dizer que qualquer evento é, necessariamente, uma violação delas. Eles concordam que a faixa não-estatística de tempo e de espaço, na vida de uma pessoa, dificilmente serve de base suficientemente para que se façam generalizações imutáveis acerca da natureza do universo inteiro. Atualmente, aquilo que chamamos comumente de ‘leis naturais’, na realidade não passa de nossas descrições indutivas e estatísticas de fenômenos naturais”.
Apesar das experiências dadas pela História da Ciência, muitos evolucionistas, adotando um posicionamento puramente naturalista, afirmam que a metodologia científica não precisa avaliar todas as alternativas para se provar a veracidade de uma teoria, mas apenas as hipóteses razoáveis. Mas, pergunta-se: Quais são os parâmetros para se definir o que é uma hipótese razoável e o que é uma hipótese absurda? Cogitar a possibilidade da vida ser um projeto de engenharia genética efetuado por planejador inteligente é absurdo?
O movimento naturalista que influi significativamente a ciência, descarta a hipótese da vida ter sido obra de um planejador inteligente, por ser considerada uma hipótese absurda ou até perigosa para a ciência, por se dar margem a possibilidade de impregnar a ciência com mitologias e misticismos, tendo, desta forma, de ter que se admitir a possibilidade de existência de unicórnios, dragões e coisas afins. Deve-se realmente ter que tomar este cuidado?
O ilustre bioquímico Richard Dickerson, membro da Academia Nacional de Ciências (EUA), especializado em estudos de cristalografia de raio x de proteínas e do ADN apresentou, na revista Journal of Molecular Evolution, nº 34, pág. 277, 1992, sua opinião a respeito de como deve ser o tratamento das hipóteses sobrenaturais na ciência:
“A ciência, fundamentalmente, é um jogo. E é um jogo com uma regra definitiva e definidora:
Regra nº1: vejamos até que ponto e em que medida podemos explicar o comportamento do universo físico e material em termos de causas puramente físicas e materiais, sem invocar o sobrenatural.
A ciência operacional não toma posição sobre a existência ou inexistência do sobrenatural; requer apenas que esse fato não seja utilizado em explicações científicas. Invocar milagres com uma finalidade especial, como explicação, constitui uma forma de “cola” intelectual. Um jogador de xadrez pode, sem nenhuma dificuldade, remover fisicamente do tabuleiro o rei do adversário e quebrá-lo no meio de um torneio. Esse fato, porém, não o tornaria campeão de xadrez, porque as regras do jogo não foram seguidas. Um corredor pode sentir a tentação de tomar um atalho em diagonal em uma pista oval, a fim de cruzar a linha de chegada à frente de um colega mais veloz. Mas evita fazer isso, porque essa ação não constituiria uma 'vitória' de acordo com as regras do esporte“.
O argumento acima parece perfeitamente racional, e, pelo que parece partiu de uma postura muita honesta, pois, apesar do citado bioquímico defender uma postura naturalista, ele é católico (ou seja, crê no sobrenatural, Deus). O argumento dá a impressão que é estritamente necessária a exclusão de qualquer hipótese considerada sobrenatural, mas, observe que este princípio é meramente filosófico e se dá devido uma preocupação exagerada, pois subestima a capacidade de avaliação dos pesquisadores. O bioquímico Michael Behe, em seu livro “A Caixa Preta de Darwin”, publicado no Brasil por Jorge Zahar Editor, pág. 243, ao comentar sobre a influência do sobrenatural no meio científico, procurando provar que o receio de hipóteses sobrenaturais é infundado, disse:
“Ninguém pode prever o comportamento de seres humanos. Parece-me, porém, que o medo de que o sobrenatural apareça de repente em todos os lugares na ciência é muito exagerado. Se minha aluna de pós-graduação entrasse em meu gabinete e dissesse que o anjo da morte acabou com sua cultura bacteriana, eu não teria nenhuma inclinação a acreditar nela. É improvável que o Journal of Biological Chemistry inicie uma nova seção sobre o controle espiritual da atividade enzimática. A ciência aprendeu no último meio século que o universo funciona com grande regularidade na maioria das vezes, e que leis simples e comportamento previsível explicam a maioria dos fenômenos naturais. Historiadores da ciência enfatizam que ela nasceu em uma cultura religiosa – a Europa na idade Média -, cujas tradições religiosas incluíam um Deus racional, que construiu um universo racional, compreensível e regido por leis. Ciência e religião esperam que o mundo quase sempre gire de acordo com a lei imutável da gravidade.
Há, é claro, exceções. Às vezes, fatos históricos excepcionais têm de ser utilizados para explicar um efeito. Registros fósseis mostram que, há cerca de sessenta milhões de anos, todos os dinossauros se extinguiram dentro de um período geologicamente curto. Uma das teorias formuladas para explicar esse fato é que um grande meteoro se chocou com a Terra, levando nuvens de poeira na atmosfera e, talvez fazendo com que muitas plantas morressem, interrompendo assim a cadeia alimentar. Alguma prova indireta apóia essa hipótese - níveis do elemento irídio, raramente encontrado na Terra, mas abundante em meteoros, são elevados em rochas daquele período. A hipótese foi aceita por muitos cientistas. Contudo, não houve uma corrida para apontar os meteoros como causa de todos os tipos de eventos. Ninguém disse que meteoros abriram o Grand Canyon ou foram responsáveis pela extinção dos cavalos na América do Norte. Tampouco alguém disse que a poeira de meteoritos minúsculos, invisíveis, causam asma ou que dão origem a tornados. A hipótese da participação de meteoros na extinção dos dinossauros foi avaliada na base de prova física relativa a um dado evento histórico. Há todas as razões para se esperar que a prova seja avaliada na base do caso a caso, se meteoros forem utilizados para explicar outros eventos históricos".
Para se verificar o erro ou limitações de se adotar uma postura anti-sobrenaturalista na pesquisa sobre a origem e diversidade da vida, vamos definir o anti-sobrenaturalismo meramente como a descrença na existência de Deus ou em sua intervenção na ordem natural do universo, desta forma, ao se analisar, por exemplo, o Pentateuco, onde é afirmado por nada menos que duzentas e trinta e cinco vezes, que ou Deus “falou” a Moisés ou Deus “ordenou” a Moisés que fizesse alguma coisa, um crítico preconceituoso, contrário ao sobrenaturalismo, de imediato rejeitaria essas narrativas como não-históricas, antes mesmo de iniciar suas investigações, pois partiria da pressuposição de que Deus não existe.
A. J. Carlson, em Science and the Supernatural (panfleto, Yellow Springs, Ohio: American Humanist Associaton, n.d.), definiu o sobrenatural como “informações, teorias, crenças e práticas que reivindicam ter tido uma origem diversa da experiência e do raciocínio verificáveis, ou eventos contrários aos processos conhecidos da natureza”.
Embora varie muito os princípios defendidos pelos naturalistas, as idéias mais comuns são:
Vivemos em um sistema fechado (cada causa tem seus efeitos naturais, não pode haver ingerência ou intrusão vinda de fora, por parte de um alegado Deus);
Deus não existe ou, conforme muitos críticos, para todos os propósitos práticos, Deus não existe;
Não existe o sobrenatural;
Milagres não são possíveis.
J. W. N. Sullivan, em seu livro The Limitations of Science, mostra-nos que desde a publicação da Teoria Especial da Relatividade, de Einstein (1905), e desde os esforços de Planck quanto às “radiações de corpos negros”, os cientistas estão enfrentando as “vicissitudes das chamadas leis naturais em um universo não-mapeado e não-obstruído”.
Escreveu Sullivan:
“O que se convencionou chamar de ‘revolução científica’ moderna consiste no fato de a perspectiva Newtoniana, que dominou o mundo científico durante quase duzentos anos, tem-se mostrado insuficiente. Ela está agora no processo de ser substituída por uma perspectiva diferente; e embora a reconstituição de modo algum esteja completa, já é patente que as implicações filosóficas da nova perspectiva são muito diferentes da antiga”, não se podendo mais afirmar que se sabe o bastante sobre leis naturais, pois o universo ficou aberto a todas as possibilidades, de modo que ‘qualquer tentativa para estabelecer uma lei universal de causa necessariamente mostrar-se-á fútil’ (Max Black, Models and Metaphors).
Tendo-se uma visão verdadeiramente científica, isenta de pressupostos naturalistas, admitindo-se a hipótese sobrenatural, se pode, sem preocupação, manter eficiência na busca da verdade sobre os fatos, avaliando-se todas as teorias alternativas, evidentemente, no estudo de cada caso, a hipótese mais provável será a mais aceita, e isto se dá mesmo que as mais absurdas alternativas sobrenaturais estejam presentes, para isto basta a formulação de perguntas juntamente com a adoção de metodologia científica, veja, por exemplo, o caso da improvável hipótese apresentada acima por Michael Behe, de uma estudante afirmar que sua colônia de bactérias foi vítima do Anjo da Morte, partindo da pressuposição de que o Anjo da Morte possa existir devido algum registro histórico que mencione esta entidade (ex: a Bíblia):
A colônia de bactérias está morta - é um fato;
Alguém alega que quem matou a colônia foi o Anjo da Morte - não há provas conclusivas de que esta entidade exista, há apenas algumas referências em registros históricos, mas, também não se pode provar que ele não existe (possibilidade de existência do sobrenatural, devido nossa incapacidade de se afirmar que conhecemos o universo plenamente - limitação da ciência);
Julgando que o Anjo da Morte não existe - podemos supor que deve haver outra explicação mais provável;
Julgando que há a possibilidade do Anjo da Morte existir - Devemos perguntar e investigar: Como o anjo se manifesta, segundo os registros disponíveis? Há algum registro histórico que diz que ele já destruiu colônias de bactérias? Há alguma evidência de que foi realmente ele quem destruiu a colônia de bactérias? Sendo as respostas negativas para estas e outras perguntas relacionadas, podemos concluir que é pouco provável que tenha sido o Anjo da Morte o responsável pela morte das bactérias, portanto, devido a remota probabilidade deste evento ter ocorrido, devemos pensar em hipóteses mais prováveis.
Adotando-se a metodologia científica, o que é improvável é automaticamente excluído, mesmo não havendo pressupostos naturalistas sempre haverá a teoria mais provável e a menos provável. Evidentemente, pode-se criar um grande debate sobre a "Destruição de uma colônia de bactérias pelo Anjo da Morte", casos parecidos já ocorreram na História da ciência, como por exemplo na questão da existência, ou não, da biogênese, onde foram escritos enormes trabalhos bem fundamentados que "provavam" que a biogênese era um verdadeiro fenômeno natural. Estes trabalhos foram escritos até às vésperas da memorável experiência de Pasteur que provou que não existia biogênese, ou seja, muitas vezes basta uma experiência para encerrar a "polêmica". Mas, quem levaria a sério a defesa da teoria de que o Anjo da Morte matou uma colônia de bactérias? Os criacionistas! Responderiam alguns evolucionistas. Embora esta resposta possa causar um grande impacto, ela não passa de uma falácia que apela para a Anedota, não auxiliando em nada a busca à verdade, embora, aos descuidados, leva-se a concluir que acreditar em qualquer coisa que se oponha à Teoria da Evolução é algo parecido com acreditar que o Anjo da Morte destrói colônias de bactérias, mera crença religiosa e sem fundamento, mas, ao deixar os pressupostos naturalistas de lado, veremos que existe diversas evidências de que a vida pode ter surgido e se diversificado conforme a proposta criacionista, o que fragiliza significativamente a Teoria Sintética da Evolução (conforme será visto no transcorrer dos fatos apresentados por este site).
Atualmente, o humanismo, ateísmo e naturalismo têm influenciado e favorecido significativamente a Teoria da Evolução, a elevando a posição de verdade absoluta, pois, assim como se atribuía a crença na existência de meteoritos apenas aos camponeses (citados como incultos), atualmente, estas filosofias infiltradas na ciência, afirmam que a evolução é a única teoria viável para se explicar a existência da vida, pois, parte-se do pressuposto de que Deus (ou algo parecido) é simplesmente produto da imaginação de religiosos (pensamento de perspectiva Newtoniana), desprezando assim uma série de evidências matemáticas (teoria da informação) que mostram a obrigatoriedade da existência de um criador para qualquer forma de vida conhecida, fazendo com que as atuais explicações naturalistas para a existência da vida sejam tão improváveis que nem mesmo mereçam a classificação de "naturais", pois são consideradas matematicamente como fenômenos impossíveis de ocorrerem (um exemplo é a possibilidade da vida evoluir a partir de simples moléculas orgânicas que por sua vez se desenvolveram de substâncias químicas inorgânicas - impossível segundo a lei de Borel, que diz que eventos com probabilidade de ocorrer abaixo de uma chance entre 1050 simplesmente nunca ocorrem).
Embora sejam realizadas diversas experiências em laboratório para se provar que a evolução é um fenômeno natural, ainda não se conseguiu uma prova de macroevolução e mesmo que no futuro se consiga algo que possa ser interpretado como verdadeira evolução conforme a forma proposta pela Teoria Sintética (macroevolução), isto não provaria que a evolução se deu da mesma forma na natureza, pois, o surgimento da vida e de sua diversidade é um fato histórico (no sentido lato sensu, pois, em outro sentido, a História só começa com o aparecimento da escrita) , portanto, não é possível ser presenciado, pelo simples fato de já ter ocorrido. Desta forma, tanto a Teoria da Evolução como a teoria criacionista estão em pé de igualdade no que se refere à possibilidade de ser provada cientificamente. As limitações da Biologia são suficientes para não se poder atribuir toda a autoridade a esta ciência para se afirmar que a vida surgiu de determinada maneira, excluindo-se, por completo a possibilidade da criação através de um planejador inteligente, pois ainda restaria adotar, além da metodologia científica, uma investigação histórica a respeito da possível existência do planejador (normalmente considerado “Deus”), mas, também na investigação histórica é comum o uso de pressupostos naturalistas, havendo, portanto, um cerco de preconceitos ao redor da teoria que afirma que a vida pode ser produto da criação especial de um planejador inteligente, zelando para que tal teoria seja classificada como meramente religiosa e fundamentalmente errada.
Diante das informações até aqui citadas, podemos verificar, após uma avaliação das supostas evidências da evolução, que o prestígio da Teoria Sintética da Evolução se dá principalmente porque é adotada a filosofia naturalista para interpretar os fatos de maneira que se descarte por completo a hipótese de possibilidade da vida ter surgido conforme a proposta criacionista, mesmo quando as evidências podem ser usadas também para indicar a existência de um designer inteligente. Adotar ou não um posicionamento filosófico é que faz a grande diferença entre cientistas imparciais (evolucionistas ou não) que reconhecem a fragilidade de diversos aspectos da teoria da evolução, considerando a possibilidade dela estar errada e não existir evolução da forma proposta pela Teoria Sintética da Evolução e os cientistas e leigos que são influenciados pela filosofia humanista, materialista ou naturalista, que até quando reconhecem que existe uma possibilidade muito remota de ter ocorrido evolução puramente através de processos naturais, não admitem a possibilidade de existência de qualquer outro processo de surgimento da vida, pois parte-se da pressuposição da inexistência do sobrenatural (neste caso, existência de Deus), tendo-se, portanto, que crer nas mais improváveis e absurdas explicações naturais, que devido a pequena probabilidade de ocorrência de certos fatos, pode-se até afirmar que tais explicações não merecem o rótulo de "naturais", equivalendo aos mais fantásticos milagres que superam infinitamente em termos de desafio à probabilidade os milagres narrados em qualquer literatura religiosa Para melhor compreender esta afirmação, leia o texto abaixo, do Prof. E. H. Andrews, autoridade internacional em ciência macromolecular, em sua obra "From Nothing to Nature" :
"Certo dia, caminhando ao longo de uma praia, enxerguei algo colorido semi-enterrado na areia. Cutucando com o pé descobri que se tratava de uma dessas bolas sólidas de borracha que pulam tão bem. Como ela chegou ali?
Você pode imaginar que uma criança, brincando na praia no dia anterior, a tenha perdido, mas pretendo dar uma explicação totalmente diferente.
Centenas de anos atrás, em uma ilha tropical, cresciam lado a lado, um coqueiro e uma seringueira. Certo dia um coco caiu do topo do coqueiro até o solo, atingindo uma pedra que lascou um pequeno pedaço da casca do coco.
Em pouco tempo, as formigas e outros insetos descobriram o buraco na casca do coco e começaram a remover a parte comestível até que a casca do coco tornou-se praticamente limpa em sua parte interna.
Aconteceu, na mesma época, que um segundo coco caiu do coqueiro. Na sua queda atingiu um dos galhos principais da seringueira, removendo um pedaço da casca da árvore. Naturalmente, o leitoso látex começou a escorrer pelo galho danificado e pingar em direção ao solo.
Aconteceu, (já usei esta palavra, não usei?) que a casca de coco vazia encontrava-se diretamente embaixo do ramo danificado, com o pequeno furo na parte superior. Por uma coincidência maravilhosa o látex começou a gotejar diretamente para dentro do buraco até que uma quantia considerável de látex se acumulou na casca.
Em seguida, teve lugar uma ventania carregando areia e pó por toda a ilha. Parte do pó era mineral de enxofre e parte vinha de rochas de cor avermelhada encontradas na ilha. O vento empilhou muito pó sobre a casca de coco e boa parte do pó penetrou na cascas de coco através do buraco acumulando-se sobre o látex.
Finalmente, o vento trouxe uma folha, que pousou sobre o buraco e pingos de látex selaram-na sobre o mesmo de modo que nada podia entrar ou sair. O mar agitado pelo vento, cobriu a praia removendo a casca do coco.
À medida que a casca submergia e emergia, rolando repetidamente entre ondas, o látex misturou-se com o enxofre e a areia, tomando o formado de uma bola. Quando enxofre é aquecido com borracha esta é vulcanizada, tornando-se um concentrado sólido e elástico; e foi exatamente isto que aconteceu. (Temos que imaginar um sol bastante forte, mas isto não é problema!) O látex continuou a rolar dentro da casca de maior diâmetro enquanto sofria o processo de vulcanização e desta maneira adquiriu o formato perfeito de uma esfera. A areia colorida produziu listras na bola elástica com faixas vermelhas e amarelas.
Eventualmente, o coco foi arremessado contra algumas rochas e quebrou, libertando a bola que flutuou a finalmente atingiu uma praia onde a encontrei."
O Prof. Andrews continua seus comentários:
Você acredita em minha história? Não? Diga-me por que você não acredita. Espero que você responda que é muito improvável. Você não pode afirmar que é impossível, pois tive bastante cuidado para que todo evento em minha explicação fosse perfeitamente possível! Nada do que eu disse é cientificamente impossível, e algumas das idéias que usei são baseadas em processos bem conhecidos na ciência. Que falha pode você então encontrar em minha história? Você afirma que é improvável e está correto. Usei um série de acontecimentos, cada um dos quais perfeitamente possível mas bastante improvável, e juntei-os para explicar como a bola veio a aparecer na praia. Se você disser que a chance de que todos esses eventos aconteçam um após o outro é muito, muito pequena, simplesmente repliquei que havia tempo suficiente para que tudo acontecesse. Se você disser que não poderia acontecer mesmo em centenas de anos, responderei: 'Está bem. Pode ter levado milhares de anos para que tudo acontecesse favoravelmente!'
Estou certo que você desistirá de provar que estou errado, mas você estará totalmente convencido de que a bola de borracha não 'aconteceu' precisamente da maneira que narrei.
A teoria da evolução química assemelha-se à minha explicação do aparecimento da bola de borracha. Nenhum dos passos na teoria pode ser provado como impossível. Muitos são improváveis, mas esta dificuldade é descartada supondo que os fatos mais improváveis acontecerão se permitirmos um longo tempo. Talvez a história de bola de borracha fará você pensar que qualquer coisa que seja possível acontecerá se lhe dermos o tempo suficiente. Esta é uma idéia que surge repetidamente na teoria da evolução e é totalmente falsa. Baseia-se numa aplicação equivocada do que denominamos "teoria das probabilidades".
Na história da bola de borracha, apresentei uma seqüência de dez eventos improváveis, cada um tendo de acontecer no tempo exato de modo a permitir o resultado final. Assim é com a história que a teoria da evolução apresenta sobre como a vida começou.
A atmosfera original tinha de conter certas moléculas pequenas e não outras.
Relâmpagos ou luz ultravioleta tinham que estar presentes para fazê-las se unirem, mas não para quebrá-las, separando-as outra vez.
As novas e maiores moléculas tinham de ser levadas pelas chuvas em direção ao solo. As moléculas tinham de estar abaixo das nuvens para que isto acontecesse, mas as pequenas moléculas de amônia que dissolvem facilmente em água, de alguma forma não foram removidas dos céus. (Isto é difícil de acreditar, não é?).
As moléculas maiores, embora não muito solúveis em água, tinham de continuar na água à medida que esta filtrava através do solo e escorria sobre as rochas.
Estas moléculas, embora mais leves do que a própria água, tinham de permanecer sob a água. Se viessem à toma e flutuassem, teriam sido destruídas pela luz ultravioleta.
As moléculas tinham de se depositar e aglomerar na sopa orgânica para que se pudessem ligar outra vez.
Deveria haver moléculas catalisadoras especiais para permitir a ligação das moléculas orgânicas sob a água.
As moléculas orgânicas adequadas tinham de estar presentes na proporções adequadas para se ligarem formando proteínas e DNA.
De alguma forma, a ordem codificada das moléculas de proteínas e DNA teve de ser estabelecida. Nenhuma explicação plausível ou convincente para isto acontecer foi até hoje apresentada.
Gotículas orgânicas tinham de se formar e permanecer por tempos suficientemente longos de modo que acontecesse algo em seu interior que as transformasse em células vivas. Ninguém é capaz de conceber como isto pode ter acontecido.
Finalmente, é óbvio, a primeira célula viva tinha de encontrar um meio de se dividir em duas antes que morresse (animais de uma única célula não sobrevivem muito tempo especialmente em soluções concentradas de amônia, que hoje usamos para matar germes).
Temos então onze passos, cada um dos quais deveria acontecer da maneira exata como foi descrito para que a vida sobrevivesse. Nenhum dos passos, isoladamente, é completamente impossível, embora não possamos conceber como um ou dois deles pudessem ter acontecido. Mas, colocados em seqüência para elaborar uma explicação da origem da vida, eles constituem uma história bastante improvável.
E isto nos traz à mente a bola de borracha. Gostaria de saber qual você considera mais convincente: a história da bola de borracha ou a história da evolução química?
A história narrada pelo Prof. E. H. Andrews, sobre o surgimento da bola de borracha por meios naturais é uma ilustração que não prova que evolução inexiste, mas, nos dá uma boa idéia da quantidade de impossibilidades que a teoria da evolução nos propõe. O Prof. Andrews, em sua história, não comentou a respeito da influência de pressupostos filosóficos, mas a história também pode ilustrar perfeitamente esta questão. Para isto, basta pensar em um naturalista que convictamente não acredita na existência de fabricante de bolas de borracha, mas que tem que explicar o surgimento destas bolas. Com certeza, ele apresentaria uma teoria no mesmo estilo da história apresentado pelo Prof. Andrews e, na falta de provas de que os fatos ocorreram conforme sua teoria, e, com a pressuposição de que não existe fabricante de bolas do borracha, ele poderia afirmar que o surgimento casual do bolas de borracha é um fato, a dúvida se dá apenas em "como estas bolas de borracha surgiram através de processos naturais", e, ainda poderia argumentar que "dado tempo suficiente qualquer coisa é possível", é desta mesma forma que é tratada a questão do surgimento da vida, diferindo apenas no fato de que o público leigo não consegue perceber que no meio de tantas explicações "eruditas" e "científicas" há uma série de leis naturais que são desprezadas e que a principal fundamentação para se adotar a teoria da evolução como principal teoria para explicar a origem e diversidade da vida é uma fundamentação filosófica, e não científica (a crença na inexistência de um criador). Este posicionamento filosófico, que exclui previamente a existência de um criador, ficou bem nítido, por exemplo, na declaração do zoólogo Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, um dos mais dedicados defensores da teoria da evolução, autor de um dos mais conhecidos livros evolucionistas, "The Blind Watchmaker" (O Relojoeiro Cego), ao chamar a Biologia de "o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido criadas com algum propósito". Sem qualquer dúvida, esta afirmação é meramente filosófica, pois contraria (ou despreza), como a própria Teoria da Evolução, princípios bem estabelecidos da teoria da informação, além de leis de probabilidades, como veremos posteriormente, assim como também veremos que o posicionamento filosófico ateísta é o único argumento para se desprezar diversos outros obstáculos apontados pela ciência legítima, preferindo-se sempre o que é matematicamente improvável, ou impossível, ao invés das evidências científicas da necessidade de um criador. Lembre-se de que a Teoria Sintética da Evolução afirma que a abiogênese ocorreu pelo menos uma vez, ou seja, o impossível foi possível pelo menos uma vez. Também é o caso do surgimento das penas das aves, que devido a estrutura complexa, os evolucionistas afirmam que foi um evento impar, ocorrido apenas uma única vez. Também para se contestar a Teoria da Complexidade Irredutível (que será apresentada posteriormente neste site), evolucionistas dizem que poderiam ter ocorrido eventos extremamente improváveis em um número indeterminado de seres vivos. Assim está se dando a atual defesa à Teoria da Evolução, não com provas, mas com explicações de que improváveis fenômenos naturais e casuais ocorreram por diversas vezes.
Wysong resumiu da seguinte forma a realidade da teoria da evolução:
"A evolução não é uma formulação do verdadeiro método científico. Eles (esses cientistas) compreendem que evolução significa a formação inicial de organismos desconhecidos a partir de produtos químicos desconhecidos numa atmosfera ou oceano de composição desconhecida, mediante um processo desconhecido, deixando uma evidência desconhecida" (R. L. Wysong, The Cration/Evolution Controversy "East Lansing, MI: Inquiry Press, 1976", 40-41).

http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=6453&id_noticia=7

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

EVIDÊNCIAS PODEROSAS DA DIVINDADE DE JESUS CRISTO

Existem centenas de profecias interligadas com outras demonstrando que uma mão sobrenatural e invisível inspirou os autores da Bíblia, dando-lhes provas da divindade de Jesus Cristo, evidências históricas de Sua morte na cruz e Sua ressurreição. Na Bíblia existem cerca de trezentas referências proféticas sobre o Messias de Deus que se cumpriram em Jesus Cristo. A realidade e a história da ressurreição de Jesus Cristo são os pilares mais importantes da fé Cristã. Jesus disse, "Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai" (João 10:17-18).

Paulo argumenta, "E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1 Coríntios 15:13-19). A realidade e historicidade da ressurreição são os pilares mais importantes do Cristianismo. Ao ressuscitar dos mortos Jesus provou ser o poderoso Filho de Deus, com a natureza santa do próprio Deus. (Romanos 1:4).

R.M’Cheyne Edgar, em sua obra, The Gospel of a Risen Saviour ( O Evangelho de um Salvador Ressuscitado), disse: "Eis aqui um mestre da religião que com toda a serenidade professa valer todos os seus direitos, e depois de ter vencido a morte se levantou da túmulo como disse que o faria. Devemos seguramente admitir que nunca houve, antes ou depois, uma proposta como esta. Falar que este teste extraordinário foi inventado por estudantes místicos de profecias, e inserido do jeito como se apresenta nas narrativas do evangelho, é colocar um fardo muito grande sobre nossa credulidade. Aquele que estava pronto para firmar tudo em Sua capacidade de voltar do túmulo, está diante de nós como o mais original de todos os mestres, alguém que resplandece pela evidência de Sua própria vida!"

Jesus anunciou Sua ressurreição e enfatizou que isso seria o "sinal" para autenticar Sua afirmação de ser o Messias. As passagens seguintes documentam as afirmações de Jesus sobre Sua ressurreição: Mateus 12:38-40; 16:21; 17:9; 17:22-23; 20:18-19; 26:32; 27:63. Marcos 8:31; 9:1; 9:10; 9:31; 10:32-34; 14:28, 58. Lucas 9:22. João 2:18-22; 12:32-34.

Apenas para citar umas dessas referências, João 2:18-22: "Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto? Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito".

Utilizando a perspectiva histórica notamos que a ressurreição de Cristo é um evento que ocorreu em uma dimensão definida de tempo e espaço. Wilbur Smith, notável erudito e mestre, observa (Smith, Wilbur M. Therefore Stand: Christian Apologetics. Grand Rapids: Baker Book House, 1965):

"O significado da ressurreição é um assunto teológico, mas o fato da ressurreição é um assunto histórico; a natureza da ressurreição do corpo de Cristo pode ser um mistério, mas o fato de que o corpo desapareceu do túmulo é um assunto para ser decidido sobre uma evidência histórica. O lugar possui uma definição geográfica, o homem a quem pertencia o túmulo era um homem que vivia na primeira metade do século primeiro; o túmulo era feito de pedra e ficava ao lado de uma colina próximo a Jerusalém. Não era nenhum invento diferente envolto numa atmosfera mitológica decorado com tecidos finos, mas era algo que tinha significância geográfica. Os guardas colocados diante do túmulo não eram seres fictícios do Monte Olimpo; o Sinédrio era um corpo de homens que se encontravam freqüentemente em Jerusalém. Como uma vasta literatura nos fala, esta pessoa, Jesus, era uma pessoa vivente, um homem entre outros homens, e os discípulos que saíram para pregar o Senhor ressuscitado eram homens entre homens, homens que se alimentaram, beberam, dormiram, sofreram, trabalharam e morreram. Que tem isto de doutrina? Este é um problema histórico" (página 386).

"Digamos que simplesmente sabemos muito mais sobre os detalhes das horas que antecederam a morte de Jesus Cristo, dentro e próximo a Jerusalém, do que sobre a morte de qualquer outro homem em todo o mundo antigo" (Página 360).

A ressurreição de Cristo possui uma rica abundância de evidências que incluem:

1. O testemunho da história:

Um historiador judeu de nome Josefo escreveu no final do primeiro século D.C., em sua obra Tempos Antigos Dos Judeus: "Havia, então, um homem nesse tempo chamado Jesus, um homem sábio, se é que é lícito chamá-Lo de um homem; pois ele fazia maravilhas, um mestre de homens que receberam a verdade com imenso prazer. Ele atraía para si muitos judeus e também muitos dos gregos. Tal homem era o Cristo e quando Pilatos o condenou à cruz, pela acusação dos homens principais entre nós, aqueles que o amaram desde o princípio não o abandonaram; ele lhes apareceu vivo no terceiro dia. Os santos profetas haviam falado estas coisas e milhares de outras maravilhas a respeito dele. E mesmo agora, a raça de Cristãos, os que tomaram seu nome, não desvaneceram."

Josefo era um judeu tentando agradar aos romanos e certamente ele não teria relatado esta história se não fosse verdade, já que não era agradável aos romanos retratar Pilatos como aquele que havia condenado o "Cristo".

2. O testemunho dos apóstolos:

Simon Greenleaf, Professor de Direito na Universidade de Harvard, escreveu em An Examination of the Testimony of the Four Evangelists by the Rules of Evidence Administered in the Courts of Justice –(Um exame do Testemunho dos Quatro Evangelistas segundo as Regras de Evidências Aplicadas nas Cortes de Justiça): "As grandes verdades que os apóstolos declararam eram que Cristo tinha ressuscitado dos mortos, e que só através do arrependimento do pecado, e fé em Jesus, os homens poderiam obter a salvação. Esta é a doutrina que eles afirmavam com uma só voz, em todos os lugares, não apenas sob condições de desalento, mas ante os mais assustadores erros que se podem apresentar à mente do homem. O mestre desses homens acabava de morrer como um malfeitor, pela sentença de um tribunal público. Sua religião procurava derrotar as religiões do mundo inteiro. As leis de cada país estavam contra os ensinamentos de Seus discípulos. Os interesses e as paixões de todos os governantes e grandes homens no mundo estavam contra eles. O costume do mundo estava contra eles. Propagando esta nova fé, mesmo que da maneira mais inofensiva e pacífica, eles não podiam esperar coisa alguma a não ser desprezo, oposição, insultos, perseguições amargas, açoites, aprisionamentos, tormentas e mortes cruéis. Ainda assim, eles propagaram zelosamente a fé que tinham, suportaram firmes todas estas misérias e, não somente isto, eles o fizeram com júbilo. Foram expostos a mortes miseráveis um após o outro, contudo os sobreviventes prosseguiram a obra com maior vigor e determinação. Poucas vezes os anais de combates militares fornecem tal exemplo de persistência heróica, paciência e indescritível coragem. Eles tinham todas as razões possíveis para reverem cuidadosamente os fundamentos da fé que professavam e as evidências dos grandes fatos e verdades que afirmavam; e estas razões os oprimiam com tristeza e freqüência terrível. Por isso era impossível que eles persistissem em afirmar as verdades que narravam, se Jesus não tivesse realmente ressuscitado dos mortos. Sem sombra de dúvida eles sabiam o que tinha acontecido" (Greenleaf, Simon. Testimony of the Evangelists, Examined by the Rules of Evidence Administered in Courts of Justice. Grand Rapids: Baker Book House, 1965 (reprinted from 1847 edition).

Depois da crucificação os apóstolos se esconderam temerosos pela perseguição das autoridades (certamente eles não tinham a coragem de entrar no túmulo de Jesus e "roubar" Seu corpo como os chefes religiosos queriam fazê-lo subornando os guardas). Ainda assim, dos doze apóstolos, onze morreram como mártires pregando que Jesus é o Filho de Deus que ressuscitou dos mortos. Pedro negou Jesus várias vezes depois que Jesus foi preso, mas pouco tempo depois de Sua crucificação e sepultamento, lá estava Pedro em Jerusalém pregando corajosamente sob ameaças de morte que Jesus era Filho de Deus e que havia ressuscitado. A fé de Pedro era tão fervorosa que na época de sua crucificação ele pediu para ser crucificado de cabeça para baixo porque não se considerava digno de morrer na mesma posição do Messias. Acredita-se que Tomé, que havia colocado seus dedos nas feridas de Jesus, também morreu como mártir atravessado por uma lança. Tiago, irmão de Jesus, que havia duvidado de Suas afirmações, morreu apedrejado depois que Jesus lhe apareceu (1 Coríntios 15:7).

É muito difícil morrer por uma mentira. Na história contemporânea, temos visto algumas pessoas morrerem pelas causas políticas nas quais elas acreditam, mas ninguém morre pelo que não acredita. Alguma coisa transformou estes apóstolos intimidados e humilhados em poderosos porta-vozes de sua fé. Jesus lhes havia aparecido. O livro de Atos narra que Jesus Se apresentou vivo aos apóstolos. "Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas relacionadas ao reino de Deus" (Atos 1:3).


3. Jesus, de fato, morreu na cruz:

Enquanto estava pendurado na cruz, “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”. Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era importante o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. E aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que é verdade o que diz, para que também vós o creiais" (João 19:30-35).

"E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo. E Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo. E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!" (Marcos 15:36-39).

"E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José"(Marcos 15:42-45). O centurião tinha conhecimento de que Jesus havia morrido. Se não fosse assim, ele não teria confirmado o fato para Pilatos, e Pilatos não teria concedido o corpo a José de Arimatéia para o sepultamento.

"O qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro. E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham" (Marcos 15:46-47).

4. A Pedra:

Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e Salomé compraram aromas para irem ungi-Lo. As mulheres estavam preocupadas e discutiam sobre como fariam para tirar a pedra da entrada do túmulo a fim de que pudessem ungir o corpo do Messias. Quando chegaram ao túmulo, a pedra "já estava removida, pois era muito grande" (Marcos 16:1,3,4). Mateus também descreve a pedra como "uma pedra grande" (Mateus 27:60). Acredita-se que a pedra pesava cerca de duas toneladas.

5. O Selo:

Mais importante do que o tamanho da pedra, salvo o fato de que uma grande pedra teria dissuadido ladrões em potencial, foi o selo que foi colocado sobre a pedra. Os fariseus foram até Pilatos e informaram-no de que Jesus havia dito que se levantaria em três dias. Eles pediram a Pilatos que desse ordens para que o sepulcro ficasse em segurança até o terceiro dia, "Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dentre os mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra" (Mateus 27:64-66).

A.T. Robertson em sua obra Word Pictures in the New Testament – Ilustrações da Palavra no Novo Testamento (New York: R.R. Smith, Inc., 1931) descreveu o provável método usado para selar a pedra "...provavelmente através de uma corda esticada ao redor da pedra e selada em sua extremidade tal como em Daniel 6:17(‘E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel’). O ato de selar a pedra foi feito na presença dos guardas romanos que ficaram incumbidos de proteger o selo da autoridade e poder de Roma. Eles fizeram o melhor que puderam para impedir o roubo e a ressurreição (Bruce), mas acabaram se superando quando forneceram testemunho para o fato do túmulo vazio e a ressurreição de Jesus (Plummer)".

6. Os Trajes do Túmulo:

Quando Simão Pedro entrou no sepulcro de Jesus ele viu os lençóis de linho e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte (João 20:3-9). John R.W. Stott comenta, "Não é difícil imaginar o vislumbre apresentado aos olhos dos apóstolos quando eles chegaram ao túmulo: a placa de pedra, os lençóis de um lado, o lenço noutra parte. Não é de se estranhar que ‘viram e acreditaram.’ Uma olhadela nestas vestimentas provavam a realidade e indicavam a natureza da ressurreição. Elas não haviam sido tocadas, nem dobradas e tampouco manuseadas por qualquer ser humano. Elas estavam como um casulo do qual uma borboleta havia saído" (Stott, John R.W. Basic Christianity. Downers Grove: Inter-Varsity Press, 1971 – Cristianismo Básico).

7. O Engano:

A resposta de Pilatos aos fariseus foi "Vocês têm uma guarda", o que pode ser interpretado a partir dessa frase é: eles tinham uma guarda do exército romano ou já tinham a sua própria guarda como a polícia do templo. As autoridades predominantes concluem que uma guarda romana fora colocada lá. De outra forma, por que os fariseus iriam pedir a Pilatos que mantivesse o sepulcro em segurança? Eles não precisariam de sua autorização para colocar uma guarda que estava sob suas ordens. Quando Jesus ressuscitou, os guardas, temerosos da ira de Pilatos, foram até os sacerdotes e contaram o que havia acontecido (Mateus 28:11). Os sacerdotes deram aos guardas uma alta quantia em dinheiro para que escondessem o ocorrido: "Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia de hoje" (Mateus 28:13-15).

Por causa da rígida disciplina no exército, um guarda romano teria razões suficientes para temer as conseqüências de falta de cumprimento do dever. Certamente as punições viriam de um Pilatos furioso que os acusaria de dormirem durante o trabalho enquanto o corpo era roubado, isto representava a pena capital (a morte). Evidentemente os sacerdotes tinham influência sobre Pilatos e prometeram aos guardas que lhes protegeriam se eles mentissem. Suas promessas foram endossadas por uma grande quantia em dinheiro. Os sacerdotes não teriam tido que subornar uma guarda do templo que estava sob seu controle direto. O recurso utilizado, o suborno dos guardas, prova que o corpo de Jesus estava faltando e não havia sido, de fato, roubado.

O Professor Albert Roper (Roper, Albert. Did Jesus Rise from the Dead? - Jesus Ressuscitou dos Mortos - Grand Rapids: Zondervan Publishing House, copyright 1965) calcula o número dos guardas romanos entre dez e trinta e considera o selo no túmulo como o Selo Imperial de Roma (cuja violação teria acarretado na completa destruição do Império Romano). O Professor William Smith (Smith, William (ed.). Dictionary of Greek and Roman Antiquities. – Dicionário de Grego e Antiguidades Romanas -Rev.ed. London: James Walton and John Murray, 1870) nos informa que o número regular de guardas romanos era quatro. Destes, um sempre atuava como sentinela, enquanto os outros "desfrutavam de um certo descanso, prontos, é claro, para agirem ao primeiro alarme".

Mateus descreve o que aconteceu naquela noite enquanto o guarda estava em seu posto: "E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve. E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos" (Mateus 28:2-4).

8. O Sofrimento de Jesus:

Alguns dizem que Jesus não morreu numa cruz, mas simplesmente desmaiou. Depois que foi colocado no túmulo, ele recobrou os sentidos, levantou-se e saiu.

O que este argumento negligencia são os sofrimentos físicos pelos quais Jesus passou, antes e durante da crucificação, que os levaram à morte. Antes de ser levado como prisioneiro Jesus viajou a pé por toda a Palestina e é razoável admitir que Ele estava em boas condições físicas. Prevendo seu calvário, na noite de terça-feira no Getsêmani, Jesus sofreu grande angústia mental, e, como está descrito em Lucas, um médico, Ele suou sangue. Suar sangue é um fenômeno raro, mas pode ocorrer sob estados emocionais muito intensos e é o resultado de uma hemorragia no interior das glândulas sudoríparas. (William D. Edwards, MD; Wesley J. Gabel, MD; Floyd E. Hosmer, MS., AMI, "On the Physical Death of Jesus Cristo,"- Sobre a Morte física de Jesus Cristo, JAMA, March 21, 1986 - Vol 255, No. 11, p. 1455).

Depois de ser preso no Getsêmani pelos chefes dos sacerdotes, os oficiais do templo e os anciãos, seus algozes zombaram dele, vendaram Seus olhos e Lhe bateram. Eles Lhe perguntaram, "‘Logo, tu és o Filho de Deus?’ E ele lhes respondeu, ‘Vós dizeis que eu sou,’" (Lucas 22:70) e levantando toda a assembléia, levaram Jesus a Pilatos. E ali passaram a acusá-Lo, dizendo que Ele havia sido encontrado pervertendo a nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser Ele o Cristo, o Rei. Pilatos não viu culpa em Jesus e ao saber que ele era Galileu enviou-Lhe a Herodes. Herodes sentiu-se feliz ao ver Jesus, pois ele desejava ver algum sinal feito por aquele homem. Herodes interrogou Jesus por um longo tempo, mas Jesus nada respondeu. Jesus sofreu zombarias, puseram-lhe um manto luxuoso e Ele foi devolvido a Pilatos. Pilatos informou aos principais sacerdotes, às autoridades e ao povo que ele não havia encontrado culpa em Jesus. Por isso ele o puniria e o libertaria em seguida, mas eles gritavam que soltasse Barrabás e a crucificasse Jesus. Pilatos resolveu, então, atender o pedido da multidão.


O açoite legalmente precedia a toda execução romana. Eles usaram um chicote curto com muitas tiras trançadas ou simples tiras de couro. Estas tiras possuíam pequenas bolas de ferro ou pedaços afiados de ossos de ovelhas que dilaceravam a carne. As costas, as nádegas e as pernas foram açoitadas. O mecanismo de açoite objetivava enfraquecer a vítima até um estado de colapso ou morte. O sangramento resultava num estado de choque circulatório e determinava por quanto tempo a vítima sobreviveria na cruz.

Os soldados romanos cuspiram em Jesus e Lhe bateram na cabeça, colocando em Sua cabeça uma coroa de espinhos. Jesus estava tão fraco que os soldados tiveram que obrigar Simão, um cireneu, a carregar a cruz. Já que a cruz provavelmente pesava acima de 163 quilos, apenas a barra horizontal, pesando cerca de 40 a 68 quilos, foi carregada. Colocava-se sobre a nuca, no pescoço da vítima, e era equilibrada nos ombros.

Os romanos preferiam cravar as mãos da vítima na barra horizontal. Vestígios encontrados de uma vítima crucificada em um ossário próximo a Jerusalém datando do tempo de Cristo revelam que foram usados cravos de ferro de aproximadamente 12,5 a 17,5 centímetros de comprimento e 3/8 polegadas de grossura. Estes cravos atravessaram os pulsos e não as mãos. Os romanos também preferiam cravar os pés de suas vítimas.

O peso do corpo dependurado na cruz deixava os músculos intercostais em estado de inalação e gravemente impunha a exalação. Deste modo, a respiração se tornava bastante superficial, "Para uma respiração adequada a vítima teria que levantar o corpo sustentando-se sobre os pés, flexionar os cotovelos e aduzir os ombros. Entretanto, esta manobra colocaria todo o peso do corpo nos tarsos e produziria uma dor cauterizante. Além disso, a flexão dos cotovelos acarretaria na rotação dos pulsos sobre os cravos de ferro e resultaria em uma dor espantosa ao longo dos nervos intermediários já danificados. Levantar o corpo também rasparia dolorosamente as costas feridas pelo açoite contra as ásperas estacas de madeira. Acrescido ao sofrimento e desconforto ainda haviam as cãibras musculares e a paralisia dos braços estendidos e levantados. Como resultado, cada esforço para respirar tornava-se algo agonizante e de extrema fadiga, levando a vítima finalmente à asfixia." (JAMA, Março 21, 1986 - Vol 255, No.11, p.1461).

Dependendo da crueldade do flagelo a vítima sobrevivia na cruz por três a quatro horas ou até por três a quatro dias. Quando o flagelo era relativamente suave, os soldados romanos agilizavam a morte quebrando as pernas abaixo dos joelhos o que levava ao sufocamento da pessoa. Por costume, um dos guardas romanos também atravessaria o corpo da vítima pelo coração com uma lança ou espada.

O evangelho de João nos informa que, "E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (João 19:30). Para que os corpos não permanecessem na cruz no sábado, pediram a Pilatos que ordenasse que as pernas daqueles que não haviam morrido fossem quebradas. "Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água" (João 19:32-34).

Alegar que Jesus "desmaiou" em vez de morrer na cruz e mais tarde recobrou os sentidos no sepulcro, recuperando suas forças depois do extenuante trauma físico pelo qual tinha passado (incluindo ser trespassado por uma lança). Que foi capaz de remover sozinho uma pedra de duas toneladas e passar os quarenta dias seguintes ministrando a seus seguidores por toda a terra santa é totalmente absurdo e ridículo. Examinar a extensa prova histórica de sua ressurreição, atesta a Sua divindade e nos dá esperança de que se crermos Nele teremos a vida eterna, tal como Ele nos prometeu.