Uma Escola Preparatória para pessoas que querem servir à Deus de uma forma eficiente, sábia e segura, sabendo o que está fazendo e com que propósito.
UM DESEJO ARDENTE
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
QUAL A MELHOR DEFINIÇÃO PARA O ATEÍSMO?
Antes de podermos discutir o ateísmo, precisamos defini-lo. De acordo com um site oficial de ateísmo, os ateus se definem desta forma: "O ateísmo não é uma descrença nos deuses ou uma negação de deuses; é uma falta de crença nos deuses". Aqueles que se identificam como ateus preferem enfatizar sua falta de crença e não a recusa de acreditar. Eles consideram o ateísmo como intelectualmente superior à fé em Deus. No entanto, esta definição discorda da cosmovisão bíblica, que afirma: "Diz o insensato no seu coração: Não há Deus…" (Salmo 14:1; 53:1). Como os ateus podem concordar com pessoas de fé que todo ser humano tem a liberdade de escolher o que pensa ou em que acredita, definiremos o ateísmo aqui como a escolha de não acreditar em qualquer tipo de Ser Supremo ao qual a humanidade tem que prestar contas.
As estatísticas mostram que o ateísmo está em ascensão em países que historicamente tiveram uma forte influência cristã. Essas estatísticas incluem as pessoas criadas em casas irreligiosas, mas também mostram um aumento alarmante entre aqueles que chegaram a adotar alguma forma de fé religiosa. Quando ouvimos falar de uma figura proeminente no Cristianismo renunciando à fé que antes costumava reivindicar, nos perguntamos: "Por quê?" Por que tantas pessoas deixaram de acreditar em Deus quando a obra dEle está em todos os lugares (Salmo 19:1; 97:6; Romanos 1:20)?" Toda cultura na Terra reconhece alguma forma de deidade, então por que tantas pessoas afirmam que não acreditam em nenhum deus?
Há várias razões pelas quais as pessoas podem se definir como ateias. A primeira é a ignorância. Devido à falta de informações corretas, uma pessoa pode concluir que nada existe além desse universo e da experiência do homem. Já que ainda tem muita coisa que não sabemos, a ignorância muitas vezes inventa ideias para preencher os espaços em branco. Isso geralmente resulta em falsas religiões ou no ateísmo. A informação incompleta sobre Deus é muitas vezes manchada pela mitologia ou superstição religiosa na medida em que algo sobrenatural soa como um conto de fadas. Expostas a uma mistura de reivindicações confusas, algumas pessoas decidem que não há nenhuma verdade e descartam toda religiosidade.
A desilusão é um outro motivo pelo qual algumas pessoas se tornam ateias. Devido a experiências negativas, como uma oração sem resposta ou comportamentos hipócritas em outros, uma pessoa pode concluir que Deus não existe. Esta resposta é muitas vezes alimentada pela raiva ou ferida. Essas pessoas argumentam que, se Deus existisse, Ele se comportaria de maneiras que pudessem entender ou concordar. Como não respondeu do jeito que queriam, concluem então que Ele não deve existir. Elas podem tropeçar sobre conceitos complicados como o inferno, o genocídio do Antigo Testamento ou a eternidade, e concluir que o Deus da Bíblia é muito confuso para ser real. A desilusão propicia as pessoas a encontrarem conforto no que é visto e conhecido, em vez de em uma divindade invisível. Para evitar a possibilidade de mais decepção, abandonam qualquer tentativa de fé e acham uma medida de conforto ao decidirem que Deus simplesmente não existe.
Estreitamente ligados aos desiludidos são aqueles que se autodenominam "ateus" quando, de fato, são anti-Deus. O ateísmo é um rótulo por trás do qual alguns se escondem para ocultar um ódio profundo por Deus. Muitas vezes devido a trauma ou abuso infantil em nome da religião, essas pessoas são consumidas por uma antipatia em relação a todas as religiões. A única maneira de retaliar contra um deus que consideram cruel é negá-lo com veemência. Os acontecimentos do passado deixaram feridas tão profundas que é mais fácil negar a realidade de Deus do que admitir que o odeiam. Os ateus verdadeiros não incluiriam esse grupo em seus números, pois reconhecem que estar com raiva de Deus é reconhecer a Sua existência. Entretanto, muitas pessoas, de fato, se chamam ateias, ao mesmo tempo expressando indignação em relação a um deus cuja existência negam.
Já outros rejeitam a ideia de Deus porque querem que Ele seja mais fácil de encontrar. Quando o famoso ateu Richard Dawkins escutou a seguinte pergunta: "O que você diria se enfrentasse Deus depois da morte?". Ele respondeu: "Eu diria: 'Por que você se esforçou tanto para se esconder?'" Algumas pessoas não gostam do fato de que Deus é Espírito, invisível e encontrado somente pela fé (Hebreus 11:6, Jeremias 29:13). Eles adotam a atitude de que o Criador do universo lhes deve evidência de Sua existência além do que já deu generosamente (Salmo 19:1; 102:25; Romanos 1:20). Jesus lidou com essa mentalidade quando andou pela terra. Em Marcos 8, Jesus tinha acabado de alimentar quatro mil pessoas com sete pães e alguns pequenos peixes, mas as elites intelectuais vieram a Ele exigindo que fizesse um sinal para "provar" que era o Messias (versículo 11). Jesus ilustrou essa dureza de coração em Sua parábola sobre o homem rico no inferno que ansiava avisar seus irmãos sobre o que os esperava após a morte (Lucas 16:19-31). Do céu, Abraão respondeu: "Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos" (Lucas 16:31).
A explicação mais provável para o aumento contínuo do ateísmo não mudou desde o Jardim do Éden (Gênesis 3:6, Romanos 3:23). A própria essência de todo pecado é a autodeterminação. Ao negar a existência de um Criador, os ateus podem fazer o que quiserem sem se preocuparem com o julgamento futuro ou com consequências eternas (Mateus 12:36; Romanos 14:12; 1 Pedro 4:5; Hebreus 4:13). No século XXI, a auto-adoração tornou-se culturalmente aceitável. O ateísmo apela a uma geração criada na teoria evolutiva e no relativismo moral. João 3:19 diz: "... a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más." Se os seres humanos são autocriados, autodeterminados e egocêntricos, então não há lei moral ou legislador a quem devam se submeter. Não há absolutos e ninguém a quem devam prestar contas. Ao adotar essa mentalidade, os ateus podem se concentrar em buscar prazer nesta vida apenas.
Enquanto os cientistas, professores e filósofos venderem seus pontos de vista ateístas como verdade e sabedoria, as pessoas continuarão a comprá-lo porque a ideia de autodeterminação apela a nossa natureza rebelde. A atitude não é novidade, mas a mudança das normas culturais torna-se mais abertamente aceitável. Romanos 1:18-31 detalha os resultados dessa rejeição da autoridade de Deus. O versículo 28 diz: "E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes." Nosso mundo está vendo os resultados dessa depravação. O que os ateus chamam de "iluminação", Deus chama de tolice. Romanos 1:22 diz: "Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos". Como o "temor do SENHOR é o princípio da sabedoria" (Salmos 111:10, Provérbios 1:7; 9:10), então a negação do Senhor (ateísmo) é o começo da tolice.
quarta-feira, 20 de março de 2019
A BIBLIA PROCURA NOS OFERECER PROVAS SIM
A Bíblia procura oferecer-nos provas racionais quanto à existencia de Deus. Ela já começa tomando a sua existência como pressuposição básica: "No princípio, Deus" (Gn 1.1) Deus existe! Ele é o ponto de partida. Por toda bíblia, há evidencias substanciais em favor de sua existência. Se de um lado"disseram os néscios no seu coração; Não há Deus" (Salmos 14.1) por outro lado; Os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos(Salmos 19.1) Deus se tornou conhecido mediante o seu ato de criar e de sustentar tudo que existe. Ele dá vida, alento, alimento, alegria. Essas ações são acompanhadas por palavras que interpretam o seu significado e relevância, fornecendo um registro que explica sua presença e propósito. Deus tambem revelou a nós mediante o seu Filho e por intermédio do Espirito Santo que em nós habita. Os que, entre nós, acreditam que Deus tenha se revelado nas escrituras, descrevem a Deidade única e verdadeira tendo como base sua auto-revelação. Vivemos todavia, num mundo que, via de regra, não aceita esse conceito da Bíblia como fonte primária de informação. E são muitas as pessoas que preferem confiar na engenhosidade e percepção humanas para lograrem alcançar uma descrição particular da Deidade. Para acompanharmos os passos do Apóstolo Paulo na obra de se conduzir a humanidade das trevas para a luz, precisamos ter consciencia das categorias gerais dessas percepções terrenas. E os homens que nao aceitam essa verdade, não encontram respostas em mais nada que existe, e eles tem procurado de geração após geração, e de tempo em tempo voltam ao principio de tudo sem
uma resposta final, a não ser Deus.
segunda-feira, 26 de março de 2018
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
O lugar mais importante na igreja
Sim, existe um lugar mais importante na igreja. É o local onde, em geral, se senta quem mais importância tem em um culto público. Não fica no ponto mais visível, não é a cadeira de espaldar mais alto da plataforma nem os bancos onde se sentam os músicos do louvor. Também não é a poltrona do tesoureiro, a sala do administrador ou o cômodo onde se reúne o conselho de presbíteros. O gabinete pastoral tampouco é o lugar mais importante em uma igreja, bem como o banco mais próximo do púlpito. Não é, também, o tanque batismal ou a mesa da Ceia. Bem, se não é nenhum desses lugares… qual é?
Não há dúvidas de que Jesus é a pessoa mais importante em uma igreja, mas, como ele não habita mais aqui do que ali, sua onipresença o põe igualmente em todos os lugares do santuário ao mesmo tempo. Está tão presente na mesa da Ceia como naquele membro que come o pão e bebe o vinho. Ele está tanto no púlpito onde é ministrada a palavra quanto no meio do povo que a recebe. Pois a mesa da Ceia e o púlpito não têm razão de ser sem que haja quem ceie e quem ouça – logo, a importância do memorial está atrelada a quem se lembre da Cruz e a importância da proclamação está atrelada a quem a receba e viva por ela. Mas será que depois de Deus há uma segunda pessoa mais importante na igreja – e que ocupa, consequentemente, o lugar mais importante? Sim, há.
Mateus 25.31-40 relata: “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.
Essa passagem deixa claro que Cristo associa sua imagem de modo íntimo à daqueles que mais precisam de socorro, amparo, auxílio, amor. Jesus associa Sua própria pessoa ao faminto e ao sedento (os desamparados), ao forasteiro (o que depende de orientações), ao nu (o que precisa desesperadamente de algo), ao enfermo (o aflito e fraco) e ao preso (o solitário e isolado). Em suma, infere-se que Jesus diz que sua presença se faz mais do que tudo naqueles que precisam de uma mão estendida, de socorro, de um ombro, de uma palavra de consolo e conforto. De amor. Minha experiência e a de qualquer irmão que tenha o cuidado de conversar com quem está no santuário antes de o culto começar mostra onde os tais costumam se sentar: no último banco.
O último banco – aquele mais escondido, onde se pode chorar sem que ninguém perceba, onde o desesperado e o aflito costumam sentir-se mais seguros. É o cantinho da igreja onde quem costuma se ver como indigno geralmente se refugia.
Portanto, para mim, o lugar mais importante na igreja é o último banco do santuário.
A razão de ser da Igreja é glorificar Deus. E isso se faz, acima de tudo, cumprindo o maior mandamento, ou seja, amando ao Senhor sobre todas as coisas e… ao próximo como a si mesmo. Portanto, no âmbito do relacionamento com Deus, a melhor forma de glorificá-lo é devotando-lhe amor, e isso se faz por meio da obediência (“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama”, disse Jesus em João 14.21a). Já no âmbito do relacionamento com o próximo, a melhor forma de dar glória a Deus é doando-se pelo outro, cuidando de suas feridas – como Jesus deixa claro na parábola do bom samaritano, relatada justamente para explicar quem é nosso próximo.
E na igreja quem mais precisa ter suas feridas cuidadas em geral se abriga no último banco. Logo, se você quer glorificar Deus amando o próximo como a si mesmo, aqui vai uma dica: sempre concentre suas atenções em quem está sentado no fundo. Ali deve estar o nosso foco. Do púlpito e da mesa da Ceia vêm o aprendizado e a proclamação. No último banco deve estar esse aprendizado sendo posto em prática. O Evangelho pregado de púlpito é a mensagem que desperta. O Evangelho praticado no último banco é a mensagem que despertou alguém.
Por isso, deixo aqui a minha sugestão: quando você chegar à igreja antes de o culto começar não vá direto bater papo com seus amigos ou sentar-se no seu lugar para ficar sem fazer nada até o início da celebração. Em vez disso, dirija-se a quem está no último banco. Sente-se ao seu lado. Pergunte seu nome. Apresente-se e pergunte como ele está. Ouça sua resposta. Ore com ele. Aconselhe. Apresente-o ao seu pastor. Convide-o para a comunhão. Dê atenção. Dê afeto. Dê a ele o de beber, o de comer, vista-o. O mesmo procure fazer ao final do culto. Você vai reparar que, geralmente, pessoas ficam ainda por algum tempo sentadas no último banco após a bênção final e a despedida. Provavelmente porque anseiam desesperadamente por algo mais. Seja você esse algo mais. Leve afeto até elas. Visite-as no isolamento de seu banco. Reflita Cristo para elas. Ame-as.
Sim, o último banco da igreja é seu lugar mais importante. Pois ali costumam estar as melhores oportunidades de praticar aquilo que é pregado no púlpito. Faça essa experiência. E você verá como é maravilhoso ocupar o lugar de maior honra que pode haver para um cristão dentro de uma igreja cristã: o lugar onde se estende a mão para o triste, o caído, o abatido, o pecador, o desesperado, o deprimido.
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauricio
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
A verdade sobre o Carnaval
Diferente do que muito se conta, o Carnaval originou-se na Europa e não no Brasil. Os países que comemoram esta festa são geralmente aqueles com maioria católica, mas isso não significa que essa comemoração tenha algo cristão. Cristão significa: "De Cristo" e o Carnaval é bem contrário ao que Jesus nos ensina.
Como tudo começou
O Carnaval teve início em meados de 600 d.C. quando foi estipulado por Roma 40 dias de santificação. Neste período as pessoas deveriam separar-se para orações e ação de graças, abdicando a ingestão de carne como sacrifício, o que chamamos até hoje de quaresma. Quatro dias antes do domingo de Páscoa era realizado pelo povo jejum absoluto e voluntário, para se recordar dos 40 dias e 40 noites que Jesus jejuou no deserto (Mateus 4: 1-9). Já que nos quarenta dias não comeriam carne, e quatro dias antes do domingo de páscoa não comeriam nada, apenas tomariam água, o império julgou lícito permitir o exagero de comidas e bebidas antes do período de quaresma. Desse modo seria possível armazenar alimentação e vigor para a santificação.
Foi então que as pessoas começaram a abusar de bebidas fortes como o vinho fermentado. (A teologia explica que Jesus nunca bebeu de fato bebida alcoólica, o vinho que tomava era o vinho sem fermento para cear). Esses mesmo abusos já eram praticados em festas vitorianas na Grécia. Com agravação do pecado, logo Roma estava realizando festas idênticas as que os gregos praticavam em seus cultos a deuses pagãos. Na Itália, as pessoas chamavam o período de despedida da comilança de "Adeus à carne" tradução italiana "carne vale" . Essa expressão foi aceita em várias culturas. Na adaptação brasileira o termo se tornou "Carnaval".
Orgia mascarada
As festas romanas eram caracterizadas por libertinagem, orgias, promiscuidade e todo o tipo de contrariedade aos ensinamentos de Deus (assim como na Grécia). Quando os romanos ficavam embriagados cometiam vários atos dos quais poderiam se envergonhar no dia posterior. O período de Adeus a carne- Carnaval, era também oportunidade de gulodices, onde as pessoas cometiam excessos também na alimentação.
Pr. Silas Malafaia explica- Essas Festas Romanas de Carnaval eram conhecidas como bacanais (em homenagem a Baco, o deus do vinho e da orgia), lupercais (em homenagem ao deus obsceno Pã, também chamado de Luperco), e saturnais (em homenagem ao deus Saturno que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos). O resultado físico, moral e espiritual dessa festa é estampado nos noticiários e jornais toda "Quarta-feira de Cinzas", e é o retrato falado do ser que está por trás dessa algazarra pagã, comandando-a: o diabo. Sendo assim, aos que não participam dessa festa, meu conselho é que continuem de fora; e aos que participam ou pretendem participar, meu conselho está em Jeremias 51:45. Leiam! (Fonte: Chrys.loveblog.com.br)
Verdadeiro Significado das Fantasias de Carnaval
Assim como a maioria dos significados reais de festas pagãs, o sentido do carnaval se perdeu na história. Em Paris, o comércio enxergou no Carnaval uma oportunidade de inflar a economia local como em todas as datas comemorativas mundiais. Isso se deu através do incentivo das roupas carnavalescas. A moda pegou nos países seguidores das tendências parisienses como o Brasil.
Hoje as pessoas buscam em fantasias de carnaval uma forma de liberar seus desejos mais íntimos de diversão e extrapolação, organizam-se em massas para desfilar as marchinhas. De fato estão marchando. Automaticamente os pais estão conduzindo seus filhos por esse caminho com o "Carnaval Familiar" onde talvez não exista a violência e degradação sexual das ruas populares, mas com certeza ainda não são modelos de moral para as crianças, pois destroem os valores cristão dos pequeninos.
Além disso, fantasiado, o indivíduo se sente pouco mais à vontade para fazer aquilo que de repente não faria "de cara limpa", a bebida alcoólica nesse caso produz o mesmo efeito.
Verdadeiro Significado das Máscaras de Carnaval
As Máscaras de Carnaval são como as fantasias, escondem a verdadeira identidade do indivíduo. Porém no caso das máscaras há o agravante de que "o importante é esconder o rosto, sugerir o mistério". Na realidade a mascara de carnaval desprende a atenção ao rosto. Quando se desvia a atenção do rosto, obviamente as pessoas voltarão sua atenção para o corpo. Isso levará à uma expressão corporal maior que facilitará a interação entre duas pessoas, já que terão que emitir sinais corporais mais enfatizados. Muitas pessoas, nas festas de carnaval não se lembram com quem estiveram sexualmente.
Alguns locais de farras carnavalescas até preservam a identidade do indivíduo, para que aqueles que participarem das orgias sexuais das casas noturnas nunca sejam reconhecidos. Com isso o folião abandona a timidez para se entregar a diversão com outros anônimos, o que triplica a contaminação de AIDS no Carnaval. O Senhor vê até mesmo os pecados ocultos, não há nada que esteja escondido que não venha a ser revelado. A bíblia diz também que é divertido para o tolo praticar a perversidade (ou iniquidade, pecado) Provérbios 10:23.
sábado, 12 de dezembro de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
IGREJA CRISTÃ EVANGÉLICA CONGREGACIONAL
Sarah Kalley
Por: Celso de Carvalho
Em 19 de agosto de 1855, Sarah Kalley ministrou a primeira escola bíblica a cinco crianças, filhas de duas famílias inglesas, contando a história do profeta Jonas. Sem perceber, ela deu um importante passo na história das igrejas evangélicas brasileiras. Sarah contou a história em língua portuguesa e ajudou a organizar a Igreja Evangélica Fluminense, marco das Igrejas Evangélicas Congregacionais no Brasil. Há 152 anos no país, a denominação mantém como seus pilares principais as áreas de ensino e evangelismo.
Sarah Pulton Kalley desembarcou no Brasil em 10 de maio de 1855. Procedentes da Inglaterra, ela, ao lado de seu marido, o missionário e doutor Robert Reid Kalley, não tinham nenhum vínculo com qualquer entidade missionária, mas estavam dispostos a realizar um trabalho profundo de evangelização dos brasileiros, ajudando a resolver questões sociais no Brasil Império. De acordo com o pastor Vanderli Lima Carreiro, relator da comissão que estudou a história da denominação, antes do doutor Robert Reid Kalley, várias tentativas de evangelização foram feitas no país, sem resultado e continuidade.
Nascido em oito de setembro de 1809 em Mount Floridan, próximo a Glasgow, na Escócia, doutor Robert foi batizado aos 38 dias de idade. Aos dez anos perdeu seu pai. Sua mãe se casou novamente, com David Kay, que criou Kalley manifestando o desejo de que ele se tornasse um pastor. A boa obra viria a se cumprir anos depois. Antes de se dedicar à obra de evangelização, Robert Kalley iniciou seus estudos na área de Medicina, tornando-se médico de bordo, e pôde, através disso, viajar o mundo conhecendo outras nações. Nessas viagens o doutor conheceu a congregacional Sarah Poulton, e em 14 de dezembro se casaram.
Talentosa e visionária, trabalhando junto com os ingleses pobres, Sarah coordenava uma oficina de costura para enviar roupas aos missionários fixados em outros países. Por estar tão envolvida nesse contexto missionário, ela e o doutor Kalley, durante uma visita à sede da Sociedade Bíblica Americana em Nova York, souberam da necessidade espiritual do Brasil. Ao retornar à Inglaterra, o casal teve o chamado de largar tudo e vir para o país.
Chegando ao Rio de Janeiro, em 10 de maio de 1855, a família Kalley não encontrou lugar adequado para desenvolver o trabalho que propunha realizar. Sem local, foram a Petrópolis (RJ) e ali alugaram uma residência. Naquele local, no domingo do dia 19 de agosto de 1855, Sarah Kalley ministrou a primeira escola bíblica a cinco crianças. Nos domingos seguintes já funcionava também a classe de adultos, dirigida pelo doutor Kalley. O ano posterior marcou a chegada de três famílias portuguesas dentre os refugiados de Ilha Madeira. A convite do doutor Kalley, essas famílias vieram ajudar na evangelização, sendo que em dez de agosto de 1856, 10 crentes se reuniram no Morro da Saúde para o primeiro culto da Igreja Evangélica Fluminense. Em 11 de julho de 1858, foi batizado o seu primeiro convertido brasileiro, Pedro Nolasco de Andrade, no Rio de Janeiro. Esse dia passou a ser considerado como a data da organização da “Igreja Evangélica”, mais tarde denominada Igreja Evangélica Fluminense, para distingui-la da igreja presbiteriana organizada pelo reverendo Ashbel Green Simonton no início de 1862.
Robert e Sarah Kalley chegaram ao Brasil em 1855 e foram os precursores da Igreja Congregacional, vindos da Inglaterra
MÚSICA E PUBLICAÇÕES O casal Kalley, além da EBD, também tem pioneirismo na parte musical. Foram eles que organizaram o primeiro hinário brasileiro, o Salmos e Hinos, em 17 de novembro de 1861. Por ser o primeiro no gênero, foi base para o Cantor Cristão, usado até hoje pela Igreja Batista, e o Hinário Evangélico, usado também pela Igreja Presbiteriana. Os fundadores da Igreja Congregacional também voltaram seus olhos para a área de ensino através da publicação de artigos na imprensa diária, distribuição de folhetos, visita às casas para propagar o cristianismo, instituição do culto doméstico e socorro aos enfermos. O casal militou pelas causas sociais e, como era médico, doutor Kalley ajudou a Comissão Sanitária a combater a cólera, doença que assolou Petrópolis no tempo do Brasil imperial. Kalley faleceu, aos 79 anos, em 18 de janeiro de 1888, e Sarah faleceu em 1907, aos 74 anos.
ORIGEM DO CONGREGACIONALISMO
O termo “congregacional” não é propriamente o nome de uma denominação e, sim, uma forma de administração que aceita como fonte de autoridade e única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas (Antigo e Novo Testamento) e adota como síntese doutrinária os 28 artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo.A Igreja Evangélica Congregacional caracteriza-se, entre outras coisas, por todas as decisões a serem tomadas mediante o voto democrático dos seus membros reunidos em assembléia, tal como fazia a Igreja Primitiva conforme relatado no livro de Atos.
O congregacionalismo brasileiro tem suas raízes em Londres, em 1567, quando o rei de então foi colocado como chefe da Igreja e as comunidades não aceitaram a determinação por entenderem que as igrejas devem ser autônomas e não sujeitas a qualquer outra entidade. Essas comunidades eram chamadas originalmente de “independentes”.
A história das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil começou em 10 de maio de 1855, quando o doutor Robert Reid Kalley e sua esposa, Sarah Poulton Kalley, desembarcaram no Rio de Janeiro para iniciar um novo campo de trabalho e, em 19 de agosto de 1855, realizaram a primeira Escola Dominical em língua portuguesa, na cidade de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro. Em homenagem ao pioneirismo editorial do casal, a Igreja Congregacional fundou uma editora, a Editora Sarah Kalley, que é responsável pela divulgação do pensamento congregacional entre as igrejas e está sob a administração do Departamento de Educação Religiosa e Publicações (Derp).
IGREJA MODERNA
No ano de 2005, a Igreja Congregacional comemorou, com grande festa, os 150 anos de organização. Com cerca de 356 templos nas cinco regiões e milhares de frentes missionárias, a igreja já pensa em seu futuro. Desde fevereiro de 2007, foi organizada uma comissão para estudar um plano de crescimento para os próximos dez anos. Esta comissão está promovendo fóruns de debates em todas as regiões para produzir um projeto de ação. “Nós temos trabalhos congregacionais em todos os estados do Brasil, mas queremos alcançar cada cidade, cada tribo brasileira onde não há presença evangélica. Duas coisas parecem bastante fortes: uma é o desejo pela unidade em Cristo, sem a qual não faremos nada. A outra é que em dez anos queremos triplicar o que somos hoje”, afirma o secretário da comissão e secretário geral da denominação, pastor Eleazar Duarte. O plano deve promover encontros até o mês de maio de 2008 nos estados do Acre, Distrito Federal, Recife e Paraná. “Estamos chamando o nosso povo para o trabalho do Senhor. Servir mais reafirmando nossa vocação missionária”, destaca o presidente da União das Igrejas Congregacionais do Brasil, reverendo Paulo Leite da Costa. Por serem igrejas autônomas, não se tem um levantamento do tamanho da membresia no Brasil. O que se sabe é que boa parte do rebanho está concentrada nas regiões Sudeste e Nordeste.
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