segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

EVIDÊNCIAS PODEROSAS DA DIVINDADE DE JESUS CRISTO

Existem centenas de profecias interligadas com outras demonstrando que uma mão sobrenatural e invisível inspirou os autores da Bíblia, dando-lhes provas da divindade de Jesus Cristo, evidências históricas de Sua morte na cruz e Sua ressurreição. Na Bíblia existem cerca de trezentas referências proféticas sobre o Messias de Deus que se cumpriram em Jesus Cristo. A realidade e a história da ressurreição de Jesus Cristo são os pilares mais importantes da fé Cristã. Jesus disse, "Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai" (João 10:17-18).

Paulo argumenta, "E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1 Coríntios 15:13-19). A realidade e historicidade da ressurreição são os pilares mais importantes do Cristianismo. Ao ressuscitar dos mortos Jesus provou ser o poderoso Filho de Deus, com a natureza santa do próprio Deus. (Romanos 1:4).

R.M’Cheyne Edgar, em sua obra, The Gospel of a Risen Saviour ( O Evangelho de um Salvador Ressuscitado), disse: "Eis aqui um mestre da religião que com toda a serenidade professa valer todos os seus direitos, e depois de ter vencido a morte se levantou da túmulo como disse que o faria. Devemos seguramente admitir que nunca houve, antes ou depois, uma proposta como esta. Falar que este teste extraordinário foi inventado por estudantes místicos de profecias, e inserido do jeito como se apresenta nas narrativas do evangelho, é colocar um fardo muito grande sobre nossa credulidade. Aquele que estava pronto para firmar tudo em Sua capacidade de voltar do túmulo, está diante de nós como o mais original de todos os mestres, alguém que resplandece pela evidência de Sua própria vida!"

Jesus anunciou Sua ressurreição e enfatizou que isso seria o "sinal" para autenticar Sua afirmação de ser o Messias. As passagens seguintes documentam as afirmações de Jesus sobre Sua ressurreição: Mateus 12:38-40; 16:21; 17:9; 17:22-23; 20:18-19; 26:32; 27:63. Marcos 8:31; 9:1; 9:10; 9:31; 10:32-34; 14:28, 58. Lucas 9:22. João 2:18-22; 12:32-34.

Apenas para citar umas dessas referências, João 2:18-22: "Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto? Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito".

Utilizando a perspectiva histórica notamos que a ressurreição de Cristo é um evento que ocorreu em uma dimensão definida de tempo e espaço. Wilbur Smith, notável erudito e mestre, observa (Smith, Wilbur M. Therefore Stand: Christian Apologetics. Grand Rapids: Baker Book House, 1965):

"O significado da ressurreição é um assunto teológico, mas o fato da ressurreição é um assunto histórico; a natureza da ressurreição do corpo de Cristo pode ser um mistério, mas o fato de que o corpo desapareceu do túmulo é um assunto para ser decidido sobre uma evidência histórica. O lugar possui uma definição geográfica, o homem a quem pertencia o túmulo era um homem que vivia na primeira metade do século primeiro; o túmulo era feito de pedra e ficava ao lado de uma colina próximo a Jerusalém. Não era nenhum invento diferente envolto numa atmosfera mitológica decorado com tecidos finos, mas era algo que tinha significância geográfica. Os guardas colocados diante do túmulo não eram seres fictícios do Monte Olimpo; o Sinédrio era um corpo de homens que se encontravam freqüentemente em Jerusalém. Como uma vasta literatura nos fala, esta pessoa, Jesus, era uma pessoa vivente, um homem entre outros homens, e os discípulos que saíram para pregar o Senhor ressuscitado eram homens entre homens, homens que se alimentaram, beberam, dormiram, sofreram, trabalharam e morreram. Que tem isto de doutrina? Este é um problema histórico" (página 386).

"Digamos que simplesmente sabemos muito mais sobre os detalhes das horas que antecederam a morte de Jesus Cristo, dentro e próximo a Jerusalém, do que sobre a morte de qualquer outro homem em todo o mundo antigo" (Página 360).

A ressurreição de Cristo possui uma rica abundância de evidências que incluem:

1. O testemunho da história:

Um historiador judeu de nome Josefo escreveu no final do primeiro século D.C., em sua obra Tempos Antigos Dos Judeus: "Havia, então, um homem nesse tempo chamado Jesus, um homem sábio, se é que é lícito chamá-Lo de um homem; pois ele fazia maravilhas, um mestre de homens que receberam a verdade com imenso prazer. Ele atraía para si muitos judeus e também muitos dos gregos. Tal homem era o Cristo e quando Pilatos o condenou à cruz, pela acusação dos homens principais entre nós, aqueles que o amaram desde o princípio não o abandonaram; ele lhes apareceu vivo no terceiro dia. Os santos profetas haviam falado estas coisas e milhares de outras maravilhas a respeito dele. E mesmo agora, a raça de Cristãos, os que tomaram seu nome, não desvaneceram."

Josefo era um judeu tentando agradar aos romanos e certamente ele não teria relatado esta história se não fosse verdade, já que não era agradável aos romanos retratar Pilatos como aquele que havia condenado o "Cristo".

2. O testemunho dos apóstolos:

Simon Greenleaf, Professor de Direito na Universidade de Harvard, escreveu em An Examination of the Testimony of the Four Evangelists by the Rules of Evidence Administered in the Courts of Justice –(Um exame do Testemunho dos Quatro Evangelistas segundo as Regras de Evidências Aplicadas nas Cortes de Justiça): "As grandes verdades que os apóstolos declararam eram que Cristo tinha ressuscitado dos mortos, e que só através do arrependimento do pecado, e fé em Jesus, os homens poderiam obter a salvação. Esta é a doutrina que eles afirmavam com uma só voz, em todos os lugares, não apenas sob condições de desalento, mas ante os mais assustadores erros que se podem apresentar à mente do homem. O mestre desses homens acabava de morrer como um malfeitor, pela sentença de um tribunal público. Sua religião procurava derrotar as religiões do mundo inteiro. As leis de cada país estavam contra os ensinamentos de Seus discípulos. Os interesses e as paixões de todos os governantes e grandes homens no mundo estavam contra eles. O costume do mundo estava contra eles. Propagando esta nova fé, mesmo que da maneira mais inofensiva e pacífica, eles não podiam esperar coisa alguma a não ser desprezo, oposição, insultos, perseguições amargas, açoites, aprisionamentos, tormentas e mortes cruéis. Ainda assim, eles propagaram zelosamente a fé que tinham, suportaram firmes todas estas misérias e, não somente isto, eles o fizeram com júbilo. Foram expostos a mortes miseráveis um após o outro, contudo os sobreviventes prosseguiram a obra com maior vigor e determinação. Poucas vezes os anais de combates militares fornecem tal exemplo de persistência heróica, paciência e indescritível coragem. Eles tinham todas as razões possíveis para reverem cuidadosamente os fundamentos da fé que professavam e as evidências dos grandes fatos e verdades que afirmavam; e estas razões os oprimiam com tristeza e freqüência terrível. Por isso era impossível que eles persistissem em afirmar as verdades que narravam, se Jesus não tivesse realmente ressuscitado dos mortos. Sem sombra de dúvida eles sabiam o que tinha acontecido" (Greenleaf, Simon. Testimony of the Evangelists, Examined by the Rules of Evidence Administered in Courts of Justice. Grand Rapids: Baker Book House, 1965 (reprinted from 1847 edition).

Depois da crucificação os apóstolos se esconderam temerosos pela perseguição das autoridades (certamente eles não tinham a coragem de entrar no túmulo de Jesus e "roubar" Seu corpo como os chefes religiosos queriam fazê-lo subornando os guardas). Ainda assim, dos doze apóstolos, onze morreram como mártires pregando que Jesus é o Filho de Deus que ressuscitou dos mortos. Pedro negou Jesus várias vezes depois que Jesus foi preso, mas pouco tempo depois de Sua crucificação e sepultamento, lá estava Pedro em Jerusalém pregando corajosamente sob ameaças de morte que Jesus era Filho de Deus e que havia ressuscitado. A fé de Pedro era tão fervorosa que na época de sua crucificação ele pediu para ser crucificado de cabeça para baixo porque não se considerava digno de morrer na mesma posição do Messias. Acredita-se que Tomé, que havia colocado seus dedos nas feridas de Jesus, também morreu como mártir atravessado por uma lança. Tiago, irmão de Jesus, que havia duvidado de Suas afirmações, morreu apedrejado depois que Jesus lhe apareceu (1 Coríntios 15:7).

É muito difícil morrer por uma mentira. Na história contemporânea, temos visto algumas pessoas morrerem pelas causas políticas nas quais elas acreditam, mas ninguém morre pelo que não acredita. Alguma coisa transformou estes apóstolos intimidados e humilhados em poderosos porta-vozes de sua fé. Jesus lhes havia aparecido. O livro de Atos narra que Jesus Se apresentou vivo aos apóstolos. "Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas relacionadas ao reino de Deus" (Atos 1:3).


3. Jesus, de fato, morreu na cruz:

Enquanto estava pendurado na cruz, “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”. Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era importante o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. E aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que é verdade o que diz, para que também vós o creiais" (João 19:30-35).

"E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo. E Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo. E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!" (Marcos 15:36-39).

"E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José"(Marcos 15:42-45). O centurião tinha conhecimento de que Jesus havia morrido. Se não fosse assim, ele não teria confirmado o fato para Pilatos, e Pilatos não teria concedido o corpo a José de Arimatéia para o sepultamento.

"O qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro. E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham" (Marcos 15:46-47).

4. A Pedra:

Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e Salomé compraram aromas para irem ungi-Lo. As mulheres estavam preocupadas e discutiam sobre como fariam para tirar a pedra da entrada do túmulo a fim de que pudessem ungir o corpo do Messias. Quando chegaram ao túmulo, a pedra "já estava removida, pois era muito grande" (Marcos 16:1,3,4). Mateus também descreve a pedra como "uma pedra grande" (Mateus 27:60). Acredita-se que a pedra pesava cerca de duas toneladas.

5. O Selo:

Mais importante do que o tamanho da pedra, salvo o fato de que uma grande pedra teria dissuadido ladrões em potencial, foi o selo que foi colocado sobre a pedra. Os fariseus foram até Pilatos e informaram-no de que Jesus havia dito que se levantaria em três dias. Eles pediram a Pilatos que desse ordens para que o sepulcro ficasse em segurança até o terceiro dia, "Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dentre os mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra" (Mateus 27:64-66).

A.T. Robertson em sua obra Word Pictures in the New Testament – Ilustrações da Palavra no Novo Testamento (New York: R.R. Smith, Inc., 1931) descreveu o provável método usado para selar a pedra "...provavelmente através de uma corda esticada ao redor da pedra e selada em sua extremidade tal como em Daniel 6:17(‘E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel’). O ato de selar a pedra foi feito na presença dos guardas romanos que ficaram incumbidos de proteger o selo da autoridade e poder de Roma. Eles fizeram o melhor que puderam para impedir o roubo e a ressurreição (Bruce), mas acabaram se superando quando forneceram testemunho para o fato do túmulo vazio e a ressurreição de Jesus (Plummer)".

6. Os Trajes do Túmulo:

Quando Simão Pedro entrou no sepulcro de Jesus ele viu os lençóis de linho e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte (João 20:3-9). John R.W. Stott comenta, "Não é difícil imaginar o vislumbre apresentado aos olhos dos apóstolos quando eles chegaram ao túmulo: a placa de pedra, os lençóis de um lado, o lenço noutra parte. Não é de se estranhar que ‘viram e acreditaram.’ Uma olhadela nestas vestimentas provavam a realidade e indicavam a natureza da ressurreição. Elas não haviam sido tocadas, nem dobradas e tampouco manuseadas por qualquer ser humano. Elas estavam como um casulo do qual uma borboleta havia saído" (Stott, John R.W. Basic Christianity. Downers Grove: Inter-Varsity Press, 1971 – Cristianismo Básico).

7. O Engano:

A resposta de Pilatos aos fariseus foi "Vocês têm uma guarda", o que pode ser interpretado a partir dessa frase é: eles tinham uma guarda do exército romano ou já tinham a sua própria guarda como a polícia do templo. As autoridades predominantes concluem que uma guarda romana fora colocada lá. De outra forma, por que os fariseus iriam pedir a Pilatos que mantivesse o sepulcro em segurança? Eles não precisariam de sua autorização para colocar uma guarda que estava sob suas ordens. Quando Jesus ressuscitou, os guardas, temerosos da ira de Pilatos, foram até os sacerdotes e contaram o que havia acontecido (Mateus 28:11). Os sacerdotes deram aos guardas uma alta quantia em dinheiro para que escondessem o ocorrido: "Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia de hoje" (Mateus 28:13-15).

Por causa da rígida disciplina no exército, um guarda romano teria razões suficientes para temer as conseqüências de falta de cumprimento do dever. Certamente as punições viriam de um Pilatos furioso que os acusaria de dormirem durante o trabalho enquanto o corpo era roubado, isto representava a pena capital (a morte). Evidentemente os sacerdotes tinham influência sobre Pilatos e prometeram aos guardas que lhes protegeriam se eles mentissem. Suas promessas foram endossadas por uma grande quantia em dinheiro. Os sacerdotes não teriam tido que subornar uma guarda do templo que estava sob seu controle direto. O recurso utilizado, o suborno dos guardas, prova que o corpo de Jesus estava faltando e não havia sido, de fato, roubado.

O Professor Albert Roper (Roper, Albert. Did Jesus Rise from the Dead? - Jesus Ressuscitou dos Mortos - Grand Rapids: Zondervan Publishing House, copyright 1965) calcula o número dos guardas romanos entre dez e trinta e considera o selo no túmulo como o Selo Imperial de Roma (cuja violação teria acarretado na completa destruição do Império Romano). O Professor William Smith (Smith, William (ed.). Dictionary of Greek and Roman Antiquities. – Dicionário de Grego e Antiguidades Romanas -Rev.ed. London: James Walton and John Murray, 1870) nos informa que o número regular de guardas romanos era quatro. Destes, um sempre atuava como sentinela, enquanto os outros "desfrutavam de um certo descanso, prontos, é claro, para agirem ao primeiro alarme".

Mateus descreve o que aconteceu naquela noite enquanto o guarda estava em seu posto: "E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve. E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos" (Mateus 28:2-4).

8. O Sofrimento de Jesus:

Alguns dizem que Jesus não morreu numa cruz, mas simplesmente desmaiou. Depois que foi colocado no túmulo, ele recobrou os sentidos, levantou-se e saiu.

O que este argumento negligencia são os sofrimentos físicos pelos quais Jesus passou, antes e durante da crucificação, que os levaram à morte. Antes de ser levado como prisioneiro Jesus viajou a pé por toda a Palestina e é razoável admitir que Ele estava em boas condições físicas. Prevendo seu calvário, na noite de terça-feira no Getsêmani, Jesus sofreu grande angústia mental, e, como está descrito em Lucas, um médico, Ele suou sangue. Suar sangue é um fenômeno raro, mas pode ocorrer sob estados emocionais muito intensos e é o resultado de uma hemorragia no interior das glândulas sudoríparas. (William D. Edwards, MD; Wesley J. Gabel, MD; Floyd E. Hosmer, MS., AMI, "On the Physical Death of Jesus Cristo,"- Sobre a Morte física de Jesus Cristo, JAMA, March 21, 1986 - Vol 255, No. 11, p. 1455).

Depois de ser preso no Getsêmani pelos chefes dos sacerdotes, os oficiais do templo e os anciãos, seus algozes zombaram dele, vendaram Seus olhos e Lhe bateram. Eles Lhe perguntaram, "‘Logo, tu és o Filho de Deus?’ E ele lhes respondeu, ‘Vós dizeis que eu sou,’" (Lucas 22:70) e levantando toda a assembléia, levaram Jesus a Pilatos. E ali passaram a acusá-Lo, dizendo que Ele havia sido encontrado pervertendo a nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser Ele o Cristo, o Rei. Pilatos não viu culpa em Jesus e ao saber que ele era Galileu enviou-Lhe a Herodes. Herodes sentiu-se feliz ao ver Jesus, pois ele desejava ver algum sinal feito por aquele homem. Herodes interrogou Jesus por um longo tempo, mas Jesus nada respondeu. Jesus sofreu zombarias, puseram-lhe um manto luxuoso e Ele foi devolvido a Pilatos. Pilatos informou aos principais sacerdotes, às autoridades e ao povo que ele não havia encontrado culpa em Jesus. Por isso ele o puniria e o libertaria em seguida, mas eles gritavam que soltasse Barrabás e a crucificasse Jesus. Pilatos resolveu, então, atender o pedido da multidão.


O açoite legalmente precedia a toda execução romana. Eles usaram um chicote curto com muitas tiras trançadas ou simples tiras de couro. Estas tiras possuíam pequenas bolas de ferro ou pedaços afiados de ossos de ovelhas que dilaceravam a carne. As costas, as nádegas e as pernas foram açoitadas. O mecanismo de açoite objetivava enfraquecer a vítima até um estado de colapso ou morte. O sangramento resultava num estado de choque circulatório e determinava por quanto tempo a vítima sobreviveria na cruz.

Os soldados romanos cuspiram em Jesus e Lhe bateram na cabeça, colocando em Sua cabeça uma coroa de espinhos. Jesus estava tão fraco que os soldados tiveram que obrigar Simão, um cireneu, a carregar a cruz. Já que a cruz provavelmente pesava acima de 163 quilos, apenas a barra horizontal, pesando cerca de 40 a 68 quilos, foi carregada. Colocava-se sobre a nuca, no pescoço da vítima, e era equilibrada nos ombros.

Os romanos preferiam cravar as mãos da vítima na barra horizontal. Vestígios encontrados de uma vítima crucificada em um ossário próximo a Jerusalém datando do tempo de Cristo revelam que foram usados cravos de ferro de aproximadamente 12,5 a 17,5 centímetros de comprimento e 3/8 polegadas de grossura. Estes cravos atravessaram os pulsos e não as mãos. Os romanos também preferiam cravar os pés de suas vítimas.

O peso do corpo dependurado na cruz deixava os músculos intercostais em estado de inalação e gravemente impunha a exalação. Deste modo, a respiração se tornava bastante superficial, "Para uma respiração adequada a vítima teria que levantar o corpo sustentando-se sobre os pés, flexionar os cotovelos e aduzir os ombros. Entretanto, esta manobra colocaria todo o peso do corpo nos tarsos e produziria uma dor cauterizante. Além disso, a flexão dos cotovelos acarretaria na rotação dos pulsos sobre os cravos de ferro e resultaria em uma dor espantosa ao longo dos nervos intermediários já danificados. Levantar o corpo também rasparia dolorosamente as costas feridas pelo açoite contra as ásperas estacas de madeira. Acrescido ao sofrimento e desconforto ainda haviam as cãibras musculares e a paralisia dos braços estendidos e levantados. Como resultado, cada esforço para respirar tornava-se algo agonizante e de extrema fadiga, levando a vítima finalmente à asfixia." (JAMA, Março 21, 1986 - Vol 255, No.11, p.1461).

Dependendo da crueldade do flagelo a vítima sobrevivia na cruz por três a quatro horas ou até por três a quatro dias. Quando o flagelo era relativamente suave, os soldados romanos agilizavam a morte quebrando as pernas abaixo dos joelhos o que levava ao sufocamento da pessoa. Por costume, um dos guardas romanos também atravessaria o corpo da vítima pelo coração com uma lança ou espada.

O evangelho de João nos informa que, "E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (João 19:30). Para que os corpos não permanecessem na cruz no sábado, pediram a Pilatos que ordenasse que as pernas daqueles que não haviam morrido fossem quebradas. "Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água" (João 19:32-34).

Alegar que Jesus "desmaiou" em vez de morrer na cruz e mais tarde recobrou os sentidos no sepulcro, recuperando suas forças depois do extenuante trauma físico pelo qual tinha passado (incluindo ser trespassado por uma lança). Que foi capaz de remover sozinho uma pedra de duas toneladas e passar os quarenta dias seguintes ministrando a seus seguidores por toda a terra santa é totalmente absurdo e ridículo. Examinar a extensa prova histórica de sua ressurreição, atesta a Sua divindade e nos dá esperança de que se crermos Nele teremos a vida eterna, tal como Ele nos prometeu.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O ENIGMA DO MAL E RELACIONAMENTOS HUMANOS

NÃO É SÓ APENAS FALAR SOBRE RELACIONAMENTOS. É NA VERDADE SABER DE QUE SE TRATA, COMO FUNCIONA E PARA QUÊ PROPÓSITO...HOJE VEMOS SITES DE RELACIONAMENTOS SUBDIVIDIDOS EM GRUPOS E RELIGIÕES E CLASSES SOCIAIS , ATÉ MESMO POR SEXO E PREFERENCIAS SEXUAIS. É, DE FATO ESTÃO TENTANDO FUGIR DA SOLIDÃO, OUTROS TENTANDO FAZER AMIZADE E OUTROS AINDA, QUEREM APENAS UM PARCEIRO OU PARCEIRA SEXUAL. A PERGUNTA É...COMO É QUE VAI DESENVOLVER ESSE "RELACIONAMENTO"? CERTO ESCRITOR ESPIRITUAL DISSE QUE: "TODO RELACIONAMENTO É ESPIRITUAL!" E É NA VERDADE... PORTANTO QUANDO CONHECEMOS UMA PESSOA CONHECEMOS SEU ESPIRITO, MAS NÃO VEMOS E ALGUNS TEM ATÉ MESMO O DOM DE VÊ-LOS E DE SENTÍ-LOS...MAS ELES ESTÃO LÁ E EXISTEM... JUNTO COM ESSE ESPIRITO MANIFESTA A VIDA E A CONSCIENCIA DE EXISTÊNCIA E DE PESSOALIDADE...MAS A HISTÓRIA DO ESPIRITO OU SOBRE OS ESPIRITOS É AINDA MUITO MAIS PROFUNDA E ANTIGA DO QUE OU PENSAMOS OU SABEMOS. TUDO COMEÇA COM DEUS... PORQUE A ÚNICA INFORMAÇÃO E O MAIS ANTIGO DOCUMENTO QUE TRATA DO ASSUNTO E QUE É RESPEITADO E RECONHECIDO PELA MAIORIA DAS RELIGIÕES , É A BIBLIA. VAMOS ENTÃO ABORDAR ENTÃO A BIBLIA, PESQUISANDO O QUE ELA NOS REVELA ACERCA DO ESPIRITO E DA ESPIRITUALIDADE. O PRIMEIRO FATO QUE VERIFICAREMOS É QUE DEUS É ESPIRITO. A BIBLIA DIZ NO EVANGELHO DE JOÃO NO CAPITULO 4 VERSICULO 24 QUE: "DEUS E´ESPIRITO E IMPORTA QUE OS QUE O ADOREM, O ADOREM EM ESPIRITO E EM VERDADE!"... NÃO SÓ DIZ QUE ELE É UM ESPIRITO, COMO QUE NOS PODEMOS ADORÁ-LO COM O ESPIRITO QUE ESTÁ EM NÓS...E JUNTO A ESSE ESPIRITO QUE SÓ PODE SER ALIMENTADO POR QUEM O CRIOU, ESTÃO VALORES MORAIS QUE TAMBÉM SÃO VALORES ESPIRITUAIS. A BIBLIA TAMBÉM REVELA QUE O DIABO É UM SER ESPIRITUAL, QUE TOMA FORMA MATERIAL, E DESSA FORMA TRANSGREDIU VALORES MORAIS QUE DESENCADEOU EM SUA EXPULSÃO DO MUNDO ESPIRITUAL DOS ESPIRITOS BONS, NO CÉU, E CAIU PARA UMA CONDIÇÃO DE ESPIRITO IMORAL E MAL, CONSCIENTE DE SUA PESSOALIDADE E DE SUAS CONSEQUENCIAS...MAS NÃO QUEREMOS ABORDAR POR ESSE LADO, MAS PRECISAMOS ENTENDER QUE ESSE GRANDE ENIGMA DO MAL E DO BEM, TEM INFLUENCIADO TODA A RAÇA HUMANA, DESDE OS PRIMÓRDIOS DOS TEMPOS. E PERCEPTÍVEL E NOTÓRIO HOJE NA ATUALIDADE A GRANDE INFLUENCIA DA DECLINAÇÃO HUMANA E DE SEUS VALORES E PRINCIPIOS MORAIS. ESSA FORÇA DESTRUIDORA ESTÁ SOLAPANDO A CADA DIA QUE PASSA, COMO UM ROLO COMPRESSOR, AQUELES QUE IGNORAM SEUS PRINCIPIOS E SUA INFLUENCIA MALIGNA E PERVERSA. ALIÁS A BIBLIA TAMBÉM É A REVELAÇÃO DESTE MUNDO ESPIRITUAL E SUAS CONSEQUENCIAS, NÃO SÓ NO CÉU, COMO AQUI MESMO NA TERRA. E PELO QUE ENTENDEMOS QUE QUANDO DUAS PESSOAS SE ENCONTRAM, DOIS ESPIRITOS SE ENCONTRAM E MUITOS OUTROS SE APROXIMAM E INFLUECIAM ESSES OUTROS DE UMA FORMA OU DE OUTRA...OS DEMÔNIOS NA BIBLIA, SÃO POR DIVERSAS VEZES APONTADOS E DESCRITOS EM SITUAÇÕES QUE DESCREVEM AS SUAS ATITUDES E COMPORTAMENTOS...SEMPRE FAZENDO O MAL A PESSOAS POR ELES OPRIMIDAS OU POSSESSAS, LEVANDO A PESSOA A DIVERSAS DOENÇAS E ATÉ A LOUCURA E A MORTE. E A BIBLIA AINDA CONTINUA E REVELA QUE ESSES SERES NÃO SÓ EXISTEM E SÃO REAIS, COMO CONTINUAM POR AI A FAZER O MAL E ESPALHANDO A MORTE ,DESTRUIÇÃO E MISÉRIA A HUMANIDADE... ENTÃO QUANDO CONHECEMOS UMA PESSOA, NÃO PODEMOS IGNORAR ESSAS INFLUENCIAS, PORQUE ASSIM COMO ALGUMAS PESSOAS IGNORAM ESSE MUNDO ESPIRITUAL. OUTROS DISTORCEM A VERDADE E ATÉ MESMO SERVEM E ATÉ CONVERSAM E ADORAM ESSES SERES, E DIZEM QUE AINDA SÃO AJUDADAS POR ELES, SENDO QUE O ESPIRITO DA VERDADE, QUE NÃO MENTE E NÃO SE ENGANA, DIZ QUE ELE (O DIABO) É MENTIROSO E TAMBÉM O "PAI DA MENTIRA" E QUE ELE NUNCA SE FIRMOU NA VERDADE...
TODOS NÓS DE UMA FORMA OU DE OUTRA SOFREMOS INFLUENCIAS ESPIRITUAIS, BOAS OU MÁS, DEPENDE DE NOSSA INCLINAÇÃO, RELIGIÃO, CONHECIMENTO DESSE MUNDO ESPIRITUAL E COMO ATUAMOS NELE. QUANDO DESOBEDECEMOS LEIS MORAIS DE RELACIONAMENTO COM O PRÓXIMO, ESTAMOS INCLINANDO PARA O MAL, A BIBLIA CHAMA ESSA TRANSGRESSÃO DE "PECADO", HARMATHIA DO GREGO, ERRAR O ALVO, OU SEJA DEIXAR DE FAZER O QUE É CERTO. ENTÃO O SUCESSO DE UM RELACIONAMENTO ESTARÁ DIRETAMENTE VOLTADO AO QUE SABEMOS DO MUNDO ESPIRITUAL E DESSA PESSOA E SOBRE SEU ESPIRTO. OS MAIORES DESASTRES NOD RELACIONAMENTO, ACONTECERAM , PORQUE PESSOAS IGNORARAM ESSES PRINCIPIOS TÃO PROFUNDOS E VERDADEIROS QUE FORAM REVELADOS POR DEUS EM SUA PALAVRA A BIBLIA SAGRADA...

sábado, 13 de junho de 2009

Por que deveria acreditar na ressurreição de Cristo?





Pergunta: "Por que deveria acreditar na ressurreição de Cristo?"

Resposta:
É um fato bem estabelecido que Jesus foi executado publicamente em Judéia no Primeiro Século D.C., sob a autoridade de Pôncios Pilatos, através da crucificação, por exigência do Sinédrio judeu. As narrativas históricas de não-Cristãos como Flávio Josefo, Cornélio Tácito, Luciano de Samósata, Maimônides e até mesmo do Sinédrio judeu atestam a veracidade das narrativas das testemunhas oculares Cristãs desses aspectos históricos tão importantes da morte de Jesus Cristo.

Quanto a Sua ressurreição, há várias linhas de evidência que fazem desse caso um caso irrefutável. Um advogado famoso resumiu o entusiasmo e confidência Cristãos pela solidez do caso da ressurreição quando escreveu: “Tenho sido um advogado de defesa por mais de 42 anos, trabalhando em muitas partes do mundo e ainda estou com a minha prática bem ativa. Tenho sido afortunado por ter tantos sucessos em julgamentos e posso dizer sem qualquer equívoco que a evidência para a ressurreição de Cristo é tão impressionante que força a aceitação de suas provas, não deixando espaço nenhum para quaisquer dúvidas.”

A resposta da comunidade secular à mesma evidência tem sido praticamente indiferente por causa do seu compromisso tão leal ao naturalismo metodológico. Para os que não são familiares com o termo, naturalismo metodológico é o esforço humano de explicar tudo em termos de causas naturais e causas naturais apenas. Se um certo evento histórico desafia qualquer explicação natural (ex: ressurreição milagrosa), estudiosos seculares geralmente tratam o assunto com um cepticismo impressionante, independente de qualquer evidência, não importando quão favorável e convincente ela possa ser.

Ao nosso ver, um compromisso tão firme às causas naturais independentemente de qualquer evidência real não é propício a uma investigação imparcial (e portanto adequada) dessa mesma evidência. Um cientista e historiador mais balanceado disse: “Ser forçado a acreditar em apenas uma conclusão.... violaria a própria objetividade da ciência.” Tendo dito isso, vamos agora examinar as várias linhas de evidência que favorecem a ressurreição.

A primeira linha de evidência para a ressurreição de Cristo

Para começar, temos o depoimento comprovadamente sincero de testemunhas oculares. Os apologistas Cristãos da antiguidade citaram centenas de testemunhas oculares, algumas das quais documentaram suas próprias experiências. Muitas dessas testemunhas deliberadamente e resolutamente aguentaram torturas prolongadas e morte, ao invés de rejeitarem seu depoimento. Esse fato comprova sua sinceridade, excluindo decepção de sua parte. De acordo com o registro histórico (O livro de Atos 4:1-17; As Cartas de Plínio a Trajano X, 96, etc), a maioria dos Cristãos poderia dar um fim ao seu sofrimento só por renunciar sua fé. Ao invés, aparenta ser o caso que a maioria optou por aguentar o sofrimento e proclamar a ressurreição de Cristo até à morte.

Enquanto que martírio é notável, não é necessariamente convincente. Não valida a crença da mesma forma que autentica aquele que nela acredita (por demonstrar sua sinceridade de forma tangível). O que faz os Cristãos da antiguidade mártires formidáveis é que eles sabiam se o que estavam declarando era verdade ou não. Eles ou viram Jesus Cristo vivo e bem depois de Sua morte ou não. Isso é extraordinário. Se tudo fosse uma mentira, por que tantos continuariam a defendê-la dadas as circunstâncias? Por que todos iriam conscientemente se apegar a uma mentira tão inútil à face de perseguição, aprisionamento, tortura e morte?

Enquanto os sequestradores de 11 de setembro de 2001 sem dúvida acreditavam no que proclamavam (como evidenciado por sua disposição de morrer pelo que acreditavam), eles não podiam saber e não sabiam se era verdade. Eles colocaram sua fé em tradições que foram passadas a eles por muitas gerações. Ao contrário, os mártires Cristãos da antiguidade foram a primeira geração. Ou eles viram o que clamavam ter visto ou não.

Entre as testemunhas oculares mais conhecidas estão os Apóstolos. Eles coletivamente passaram por uma mudança inegável depois das aparições do Cristo pós-ressurreto. Imediatamente a seguir da ressurreição eles se esconderam com medo por suas próprias vidas. Depois da ressurreição, eles foram às ruas, corajosamente proclamando a ressurreição, mesmo à face de fortes perseguições. O que era responsável por sua mudança dramática e repentina? Com certeza não era ganho financeiro. Os Apóstolos renunciaram a tudo que tinham para pregar a ressurreição, incluindo suas próprias vidas.

A segunda linha de evidência para a ressurreição de Cristo

A segunda linha de evidência tem a ver com a conversão de certos céticos importantes; mais notavelmente Paulo e Tiago. Paulo era por sua própria descrição um perseguidor violento da Igreja Cristã primitiva. Depois do que ele descreveu como um encontro com o Cristo ressurreto, Paulo passou por uma mudança drástica e imediata, de um perseguidor brutal da Igreja a um dos seus mais prolíficos e desprendidos defensores. Como muitos Cristãos primitivos, Paulo sofreu empobrecimento, perseguição, surras, aprisionamento e execução por seu compromisso firme à ressurreição de Cristo.

Tiago era cético, apesar de não ter sido tão hostil quanto Paulo. Um suposto encontro com o Cristo pós-ressurreto o transformou em um crente inquestionável, um líder da Igreja em Jerusalém. Ainda temos o que os estudiosos geralmente aceitam como uma das suas primeiras cartas à igreja primitiva. Como Paulo, Tiago voluntariamente sofreu e morreu por seu testemunho, um fato que sustenta a sinceridade de sua crença (veja O Livro de Atos e o livro de Josefo chamado A Antiguidade dos Judeus XX, ix, 1).

A terceira e quarta linhas de evidência para a ressurreição de Cristo

A terceira e quarta linhas de evidência preocupam-se com o testemunho do túmulo vazio e com o fato de que fé na ressurreição foi estabelecida em Jerusalém. Jesus foi executado publicamente e enterrado em Jerusalém. Teria sido impossível para fé em Sua ressurreição se estabelecer em Jerusalém enquanto o Seu corpo ainda estava no túmulo, sendo possível que o Sinédrio desenterrase Seu corpo, e o colocasse em exibição pública, conseguindo, portanto, expor a farsa. Ao invés, o Sinédrio acusou os discípulos de terem roubado o corpo, aparentemente um esforço para explicar seu desaparecimento (e consequentemente a tumba vazia). Como podemos explicar o fato do túmulo vazio? Veja a seguir as três explicações mais comuns:

Primeiro, os discípulos roubaram o corpo. Se esse tivesse sido o caso, eles saberiam que a ressurreição era uma farsa. Não teriam sido, portanto, tão dispostos a sofrer e morrer por sua crença (veja a primeira linha de evidência sobre a declaração comprovadamente sincera das testemunhas oculares). Todas as supostas testemunhas oculares saberiam que não tinham realmente visto Cristo e estavam, portanto, mentindo. Com tantos conspiradores, alguém com certeza teria confessado; se não para dar um fim ao seu próprio sofrimento, pelo menos para dar um fim ao sofrimento de seus amigos e familiares. A primeira geração de Cristãos foi absolutamente brutalizada, principalmente depois do grande incêndio em Roma em 64 D.C. (um fogo que Nero supostamente ordenou para criar mais espaço para a expansão de seu palácio, mas que ele culpou os Cristãos em Roma como uma tentativa de se justificar). Como o historiador romano Cornélio Tácito relatou no seu livro Os Anais de Roma Imperial (publicado apenas uma geração depois do incêndio):

“Nero culpou e infligiu as torturas mais intensas em uma classe odiada por suas abominações, chamada o povo Cristão. Christus, de onde o nome se originou, sofreu grande penalidade durante o reino de Tibério nas mãos de um dos seus procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição maligna, assim marcada durante aquele momento, novamente explodiu não só em Judéia, a primeira fonte do mal, mas até em Roma, onde todas as coisas abomináveis e vergonhosas de todas as partes do mundo acham seu destino e se tornam popular. Assim sendo, aprisionamento foi feito de todos que reconheceram-se culpados; então, depois da confirmação, uma imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime de ter queimado a cidade, mas por ódio contra a humanidade. Gozação de todo tipo foi adicionada às suas mortes. Cobertos com pele de animais, eles foram dilacerados por cachorros e morreram, ou eram pregados à cruz, ou eram condenados às chamas e queimados, para servirem como iluminação noturna, quando a luz do dia tinha acabado.” (Anais, XV, 44).

Nero iluminou suas festas no jardim com Cristãos que eram queimados vivos. Com certeza alguém teria confessado a verdade estando sob a ameaça de tão grande dor. No entanto, o fato é que não temos nenhum registro de Cristãos primitivos renunciando sua fé para dar um fim ao seu sofrimento. Pelo contrário, temos vários registros do aparecimento de centenas de testemunhas após a ressurreição dispostas a sofrer e morrer por tal causa.

Se os discípulos não roubaram o corpo, como então podemos explicar o túmulo vazio? Alguns sugerem que Cristo fingiu Sua morte e depois escapou do túmulo. Isso é simplesmente absurdo. De acordo com o relato das testemunhas, Cristo foi espancado, torturado, lacerado e apunhalado. Ele sofreu dano interno, grande perda de sangue, asfixia e uma lança rasgou-lhe o coração. Não há nenhum bom motivo para acreditar que Jesus Cristo (ou qualquer outro homem) poderia sobreviver tal experiência, fingir Sua morte, sentar no túmulo por três dias e noites sem atenção médica, comida ou água, remover a grande pedra que selava o túmulo, escapar sem ser pego (sem deixar um rastro de sangue), convencer com boa saúde cententas de testemunhas que Ele ressuscitou dos mortos e então desaparecer sem deixar nenhum rastro. Tal idéia é ridícula.

A quinta linha de evidência para a ressurreição de Cristo

Finalmente, a quinta linha de evidência tem a ver com a peculiaridade do relato das testemunhas. Em todas as narrativas mais importantes, acredita-se que mulheres são as primeiras e principais testemunhas. Essa seria uma novidade estranha, já que nas culturas judaica e romana, mulheres eram severamente desprezadas. Seu testemunho era considerado sem substância e dispensável. Levando esse fato em consideração, é bem improvável que qualquer criminoso de uma farsa na Judéia do primeiro século escolheria mulheres como suas testemunhas principais. De todos os discípulos masculinos que clamaram terem visto Jesus ressurreto, se estivessem mentindo e a ressurreição era um golpe, por que então eles escolheram as mais desrespeitadas e desconfiadas testemunhas que podiam achar?

Quando você entende o papel da mulher na sociedade judaica do primeiro século, o que é realmente extraordinário é que a história do túmulo vazio deveria retratar mulheres como as primeiras descobridoras do túmulo vazio. Mulheres estavam muito abaixo na escada social da Palestina do primeiro século. Há provérbios rabínicos antigos que dizem: "Que as palavras da Lei sejam queimadas antes de serem entregues às mulheres" e "feliz é aquele cujos filhos são homens, mas desgraça daquele cujos filhos são mulheres". O testemunho de mulheres era considerado tão sem valor que elas nem podiam servir como testemunhas legais em uma corte judicial judaica. Levando isso em consideração, é absolutamente impressionante que as principais testemunhas do túmulo vazio são essas mulheres.... Qualquer registro legendário mais recente com certeza teria retratado discípulos masculinos como os descobridores do túmulo – Pedro ou João, por exemplo. O fato de que mulheres foram as primeiras testemunhas do túmulo vazio é mais bem explicado pela realidade de que – goste ou não – elas foram as descobridoras do túmulo vazio! Isso mostra que os autores dos Evangelhos gravaram fielmente o que aconteceu, mesmo que era embaraçoso. Isso evidencia a historicidade dessa tradição ao invés de sua posição social legendária.

Em resumo

Essas linhas de evidência: a sinceridade demonstrável das testemunhas (e, no caso dos Apóstolos, mudança inexplicável e convincente), a conversão e sinceridade demonstrável de antagonistas importantes e céticos que se tornaram mártires, o fato do túmulo vazio, confirmação do inimigo do túmulo vazio, o fato de que tudo isso aconteceu em Jerusalém onde fé na ressurreição começou e floresceu, o testemunho das mulheres, o significado de tal testemunho dado o seu contexto histórico; todos esses fatos confirmam fortemente a historicidade da ressurreição. Gostaríamos de encorajar nossos leitores a cuidadosamente considerar essas evidências. O que elas sugerem para você? Depois de termos nós mesmos ponderado sobre elas: “a evidência para a ressurreição de Cristo é tão impressionante que força a aceitação de suas provas, não deixando espaço nenhum para quaisquer dúvidas.”

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ciência, Mentiras, Fraudes e videotapes

Em 2001, Jan Hendrik Schön, pesquisador dos Laboratórios Bell, era considerado um jovem gênio da física. Com 31 anos de idade, já havia recebido dois prêmios internacionais e publicado cerca de 70 artigos científicos, alguns em revistas entre as mais importantes do mundo. Havia chegado ao ritmo vertiginoso de uma publicação, em média, a cada oito dias. Um trem-bala direto para o prêmio Nobel: “parecia que estávamos competindo com um deus”, lembram alguns cientistas da área. Num artigo sensacional, na revista Nature, o jovem anunciou poder construir um transistor do tamanho de uma molécula, feito de substâncias orgânicas, o que representaria uma revolução para a microeletrônica e para a nanotecnologia, com eventuais aplicações médicas e informáticas extraordinárias. No entanto, nos dados de Jan Hendrik Schön havia algo estranho. Os resultados pareciam demasiado perfeitos. Alguns físicos perceberam que os gráficos de três experimentos diferentes tinham uma parte idêntica. Schön declarou ter fornecido, por engano, a mesma figura. Logo em seguida, outras coincidências estranhas apareceram, em muitos trabalhos do rapaz. Um inquérito foi aberto. Schön declarou não ter cadernos de laboratório nem anotações. Disse ter deletado do seu computador os dados, e que as amostras dos experimentos tinham sido jogadas fora ou estavam danificadas. Um terremoto sacudiu a comunidade dos físicos: o “jovem deus” havia, simplesmente, mentido. A maioria dos dados tinha sido forjada. Os achados eram pouco mais que mentiras. Muitos dos artigos de Schön foram retratados pelas revistas que os haviam publicado. Ele foi demitido da Bell e, mais tarde, perdeu seu título de doutorado.

O funcionamento da ciência moderna se baseia, entre outras coisas, no esclarecimento detalhado de todas as hipóteses, metodologias, dados experimentais que sustentam cada afirmação, para que qualquer pesquisador da área possa repetir, ao menos em princípio, os raciocínios teóricos, os cálculos, as experiências citadas e conferir cada afirmação, confirmando ou refutando as conclusões. Tudo, então, deve ser registrado e comunicado. Quando os dispositivos de gravação e divulgação de hipóteses, indícios e dados não funcionam bem, as afirmações de um pesquisador não podem ser arquivadas como científicas. Se esse “videotape da ciência” não funciona, ou não é colocado à disposição (ou seja, se os dados parecem impossíveis de ser reproduzidos, se não há como verificar, repetir as experiências), então afirmação científica e mentiras podem formar um emaranhado difícil de destrinçar.

Mentiras antigas, pressões contemporâneas

Mentira na ciência não é novidade. Apesar do fato de que Robert K. Merton, entre os fundadores da sociologia da ciência, achou que “comunitarismo”, “universalismo” e “desinteresse” estivessem entre as normas fundamentais que geram o comportamento da comunidade acadêmica, desde o tempo de Galileu pode ser que os cientistas briguem, eventualmente trapaceiem e, às vezes, mintam descaradamente, modificando resultados, relatando experimentos que não efetuaram, descrevendo observações que nunca foram feitas. Fazem isso por várias razões: para que os dados sejam consistentes com a teoria em que acreditam, para embelezá-los e convencer mais facilmente os colegas, para marcar a prioridade numa descoberta, para ganhar as luzes do palco, dinheiro ou prêmios. Hoje, a competição entre pesquisadores em determinadas áreas virou acirrada, os interesses em jogo sobre algumas pesquisas podem ser enormes, e os tempos para marcar uma prioridade podem ser tão estritos quanto os ritmos da grande mídia. Como resultado, a discussão ética virou urgente.

O caso do cientista sul-coreano Hwang Woo-suk, que forjou dados para afirmar ter produzido células-tronco humanas por meio de clonagem, é celebérrimo. Mas têm dezenas. No início deste ano, a revista Lancet teve que retirar o artigo de Jon Sudbø, dentista e oncologista do The Radium Hospital de Oslo. O pesquisador havia “descoberto” que alguns remédios podiam diminuir o risco de câncer oral, fazendo testes clínicos em centenas de pacientes que, porém, nunca existiram. Pouco antes, o escândalo do rofecoxib (também conhecido com o nome comercial de Vioxx ou Ceoxx) agitava a mídia mundial. Em 2004, a farmacêutica Merck havia retirado do mercado o remédio. Mas o problema não foi só anunciar que um dos mais vendidos anti-inflamatórios, largamente usado na terapia da artrite, podia aumentar o risco de ataques cardíacos. Foi descobrir, em final de 2005, que, de acordo com o New England of Medicine, pesquisadores que dispunham desde o ano 2000 de dados sobre pacientes vitimas de enfarte, haviam omitido tal informação na pesquisa que publicaram sobre o Vioxx.

“Por isso, pessoalmente não acho que o problema central seja o das fraudes”, comenta Giancarlo Sturloni, pesquisador da Escola Internacional Superior de Estudos Avançados de Trieste (Itália). “Mais importante me parece, por exemplo, a discussão sobre a legitimidade de esconder resultados de uma pesquisa, caso este seja o desejo de uma empresa patrocinadora. A questão não é tanto se o pesquisador mente ou não, mas sim o problema da transparência, da disponibilidade dos dados ao público, dos conflitos de interesse”.

Interesses em conflito

De acordo com um estudo publicado na revista Nature no ano passado, um terço, entre 3200 pesquisadores da área de medicina, entrevistados de forma anônima nos EUA, admitiu ter manipulado resultados ou trapaceado sobre metodologias, em muitos casos sob pressão de patrocinadores. Esconder pressões ou vantagens econômicas pessoais numa pesquisa é tão grave quanto forjar dados. Tanto que, em setembro de 2001, treze entre as mais importantes revistas médicas do mundo decidiram publicar todas o mesmo editorial para denunciar as pressões exercidas pelas indústrias farmacêuticas sobre o mecanismo de publicação científica. Alguns testes clínicos financiados por empresas privadas são executados sob contratos que proíbem que os pesquisadores publiquem seus resultados caso estes sejam desfavoráveis para os patrocinadores. Em 2003, oBritish Medical Journal também dedicou um número monográfico ao problema, com o título de “é tempo de desemaranhar os doutores e as companhias médicas”. As pesquisas financiadas com dinheiro público, mostrava um estudo na revista, têm chances de fornecer um resultado negativo sobre um novo produto farmacêutico quatro vezes maiores do que as pesquisas patrocinadas pelas indústrias. Os estudos desafervoráveis a novos remédios, quando financiados por privados, tendem a não serem publicados. Sturloni conta, num artigo, o caso de Betty Dong, da Universidade de Califórnia. Em 1990 a pesquisadora descobriu, em pesquisa financiada pela farmacêutica Boots, que um remédio para a tireóide produzido pela própria empresa não era mais eficaz que remédios análogos, mais baratos, produzidos pelas concorrentes. A Boots fez de tudo para impedir que a pesquisadora publicasse seus dados: o caso ficou público sete anos mais tarde, graças a um jornalista do Wall Street Journal. Numa época em que testar um novo remédio custa, em média, 500 milhões de dólares, e somente nos EUA as drogas receitadas pelos médicos custam mais de 150 bilhões de dólares por ano, médicos e indústrias farmacêuticas estão abraçados uns aos outros, diz o British Medical Journal, “como a cobra e o bastão” no célebre símbolo da arte médica.

Por isso, muitas revistas científicas exigem hoje que os autores façam uma declaração de todos os possíveis conflitos de interesse de tipo financeiros no âmbito da pesquisa que querem publicar. A American Medical Student Association também modificou o juramento de Hipócrates acrescentando o compromisso em “não aceitar dinheiro, presentes ou hospedagem que possam criar um conflito de interesse com a educação, a prática clínica, o ensino ou a pesquisa médica”. No entanto, os chamados “informadores científicos” (os que fazem propagandas de remédios em hospitais e consultórios) são um exército de centenas de milhares de homens e mulheres no mundo, e as farmacêuticas organizam e financiam mais de 300.000 entre congressos e cursos de formação, em muitos casos em luxuosos hotéis ou em localidades turísticas.

Ética nas publicações

No interior do jogo acadêmico, de acordo com pesquisadores da Organização Mundial de Saúde práticas não éticas incluem também a duplicação ou sobreposição de artigos (submeter ou publicar o mesmo artigo em mais revistas), ou a publicação “salame” (um trabalho é artificialmente dividido em pedacinhos pouco relevantes, para render mais publicações). Tais práticas, ainda que extremamente comuns, são claramente não éticas. Aumentam inutilmente o trabalho de revisão dos cientistas pareceristas, como também a energia e os materiais utilizados, produzindo informações duplicadas ou não relevantes. Além disso, fragmentam o conhecimento, dificultando seu acesso e uso por parte dos leitores. Enfim, o que é mais importante, tais práticas conferem uma vantagem para os pesquisadores menos honestos: no sistema atual acadêmico, onde é considerado melhor quem pública mais artigos, quem não se serve de tais truques corre o risco de desaparecer do mapa. Maiores ainda são os problemas éticos ligados à autoria dos artigos, onde práticas não éticas comuns incluem “autoria convidada” (para agradar pessoas importantes, para troca de favores ou para aumentar as chances de publicação, uma pessoa que na verdade não participou de forma relevante do trabalho assina o artigo), autoria “pressionada” (quando o líder de um grupo o departamento exige assinar trabalhos em que não participou); autoria “fantasma” (quando pessoas que contribuíram com o trabalho não assinam, por exploração injusta ou, ao contrário, porque querem esconder seu nome, filiação e conflito de interesses). Em 2004, a cientista Adriane Fugh-Berman, da Escola de Medicina da Universidade de Georgetown (EUA), recebeu, pela empresa britânica Rx Communications, a proposta de revisar e assinar como autora um artigo, praticamente já escrito por anônimos, sobre um remédio anticoagulante, o Warfarin. A Rx Communications (que se orgulha, em seu site, de dispor de uma equipe de "mais de 100 escritores especializados", capazes de produzir "desde resumos até manuscritos completos" de relatórios de testes clínicos), tinha sido contratada pela multinacional AstraZeneca para produzir artigos que mostrassem desvantagens ou efeitos adversos do remédio, sendo que a farmacêutica estava prestes a lançar uma droga concorrente Fugh-Berman se recusou a assinar o artigo.

Pouco tempo depois, descobriu uma versão muito parecida, assinada por outro pesquisador supostamente “independente”, e denunciou o fato.

Mentiras com pernas curtas… e longas mãos

Dizem muitos cientistas que as mentiras científicas têm pernas curtas: se o resultado de um pesquisador não pode ser replicado por outros, logo é desmascarada a fraude. Porém, em muitas áreas os experimentos podem ser tão difíceis e caros que a replicação é, na prática, quase impossível. Por outro lado, mentiras com pernas curtas podem ter mãos longas, e conseqüências graves. Se algumas conseqüências dos comportamentos não éticos são internas à comunidade científica (uma teoria que se demostra errada, um prêmio não merecido), outras tocam outras partes da sociedade (na forma de prejuízos econômicos: anúncios de descobertas podem ter conseqüências relevantes em bolsa, por exemplo). Algumas podem ser muito graves: por exemplo, no caso de um remédio declarado, injustamente, ineficaz e que, ao contrário, pode salvar vidas. Como fazer então se as pernas de uma fraude não são curtas suficientemente para serem inócuas?

Para alguns cientistas, no Brasil e afora, os mecanismos de auto-regulação da ciência devem ser aperfeiçoados, mas podem dar conta do problema. A mídia e a população devem ficar por fora do debate: ética da ciência, dizem, é coisa complexa, e deve se discutir somente no âmbito acadêmico. Giancarlo Sturloni tem uma resposta radicalmente oposta: “no momento em que uma pesquisa se torna atividade de domínio público, no sentido que são públicos os grandes recursos de que necessita, ou no sentido que suas aplicações, ou as questões levantadas, têm grande impacto na população, devem tornar-se públicos também os debates e os mecanismos para discutir ética, fraudes e conflitos de interesse”. O pesquisador, especialista em percepção e comunicação do risco tecnológico, lembra que nem a fraude de Hwang nem a de Sudbo foram descobertas por meio da revisão dos cientistas. E conclui: “controle e descoberta da fraude nem sempre são procedimentos internos à academia. Menos ainda podem ser internos os debates éticos”.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A Bíblia contem êrros ou contradições? então,onde eles estão?

A Veracidade das Escrituras

Atualmente sabe-se da existência de mais de 5.300 manuscritos gregos do Novo Testamento. Acrescenta-se a este número mais de 10.000 manuscritos da Vulgata Latina e, pelo menos, 9.300 de outras versões, e teremos hoje mais de 24.000 cópias de porções do Novo Testamento. Nenhum outro documento da história se compara a isso. Temos subsídios suficientes para acreditarmos na confiabilidade da Bíblia como um dos documentos históricos mais importante da historiografia humana.

O estado dos manuscritos é muito bom. Comparando com qualquer dos documentos da antiguidade, o Novo Testamento se mostra dez vezes mais confiável. Por exemplo, existem quinhentas cópias dos textos bíblicos anteriores ao ano 500 d.C. O segundo texto mais confiável da antiguidade que a humanidade possui é a Ilíada, da qual existem cinquenta cópias, de cerca de 500 anos ou menos. Existe um manuscrito antigo da obra de Tácito, entretanto ninguém diz que ela não seja história autêntica. Se os livros do Novo Testamento não contivesse relatos de milagres ou não fizessem declarações radicais e desconfortáveis sobre a vida dos seres humanos, seriam aceitos por todos os eruditos do mundo. Em outras palavras, não é ciência objetiva e neutra, mas o PRECONCEITO SUBJETIVO ou as IDEOLOGIAS que estimulam o ceticismo dos eruditos.

Os manuscritos que possuímos, além de serem muito antigos, também são mutuamente consistentes, reforçando a validade um dos outros. Existem pouquíssimas discrepâncias, e nenhuma delas é realmente importante. Todas as descobertas posteriores de documentos, como os Manuscritos do Mar Morto, CONFIRMARAM, em vez de refutarem, os manuscritos mais antigos em qualquer dos casos mais importantes. Simplesmente não existe nenhum outro texto da antiguidade em TÃO BOM ESTADO.

A história da crítica textual do Antigo Testamento não pode ser devidamente contada aqui. Basta dizer que os manuscritos do Antigo Testamento não estão tão próximos de seus originais quanto os do Novo Testamento, mas que foram copiados com cuidado ainda maior e possuem menos variações.

Desde as descobertas dos Manuscritos do Mar Morto, um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro foram, ali recuperados. Embora a maior parte do material seja extra-bíblico, cerca de cem manuscritos encontrados (em sua maioria, parciais) contém porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do Antigo Testamento, exceto Éster, estão apresentados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no Novo Testamento são os mais comuns encontrados em Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio, Isaias e Salmos. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados são dois de Isaias, um de Salmos e um de Levítico.

Entre os manuscritos antigos encontrados, está um dos rolos do livro de Isaías inteiro, datado pelos cientistas de 100 a 200 a.C. Quando o compararam com outro livro, feito em 700 a 800 d.C., encontraram POUQUÍSSIMAS DIFERENÇAS, que em nada alterariam o seu conteúdo. E esse livro de Isaías, que usaram para comparação, foi copiado em 700 a 800 d.C., mais de 300 anos depois de Constantino. Logo não havia sido alterado.

O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos de história do texto do Antigo Testamento (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos a.C. e A..D.). Eles ofereceram abundante material crítico para a pesquisa do Antigo Testamento, comparável ao que já dispunham há muito tempo os estudiosos do Novo Testamento, demonstrando, por exemplo, que o Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico, e não grego, como era freqüentemente postulado pelos estudiosos. Em quarto lugar, ajudaram a confirmar a exatidão do texto do Antigo Testamento. A Septuaginta comprovaram os Manuscritos do Mar Morto, é bem mais exata do que se pensa. Por fim, os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas.

Portanto, se usássemos para outros livros antigos os mesmos padrões críticos que usam para a Bíblia, duvidaríamos de qualquer fato que conhecemos hoje sobre cada escritor ou evento anterior a Idade Média.

Se fosse aplicado à Bíblia, os mesmos padrões que os autores e estudiosos de textos aplicam à literatura secular da antiguidade, os registros bíblicos seriam aceitos como os MAIS DIGNOS DE CONFIANÇA e de CREDIBILIDADE entre todos os documentos antigos.


Há mitos (crenças comuns) na Bíblia?

O termo "mito" é, por vezes, utilizado de forma pejorativa para se referir às crenças comuns (consideradas sem fundamento objetivo ou científico, e vistas apenas como histórias de um universo puramente maravilhoso) de diversas comunidades. No entanto, até acontecimentos históricos se podem transformar em mitos, se adquirem uma determinada carga simbólica para uma dada cultura. Na maioria das vezes, o termo refere-se especificamente aos relatos das civilizações antigas.

Os liberais sempre estiveram certos. Há mitos na Bíblia. Mitos eram abundantes no mundo religioso do Antigo Oriente ao redor de Israel, bem como nas religiões à época da Igreja apostólica do primeiro século. Por conseguinte, os escritores bíblicos registraram vários deles em suas obras.

No Antigo Testamento encontramos vários desses mitos (crenças comuns). Há a crença dos cananeus de que existiam deuses chamados Astarote, Renfã, Dagom, Adrameleque, Nibaz, Asima, Nergal, Tartaque, Milcom e Baal. Sobre este último, há o mito de que podia responder com fogo ao ser invocado por seus sacerdotes. Há também o mito egípcio de que o Nilo, o sol e o próprio Faraó eram divinos; o mito filisteu do rei-peixe Dagom; e que o Deus de Israel precisava de uma oferta de hemorróidas e ratos de ouro para ser apaziguado. Para não falar do mito cananeu da Rainha dos Céus, que exigia incenso e libações (bolos) dos adoradores (Jeremias 44.17-25).

Outro mito (crença comum) na Bíblia é que o sol, a lua e as estrelas eram deuses, mito esse que sempre foi popular entre os judeus e radicalmente combatido pelos profetas (2Reis 23.5,11; Ezequiel 8.16). O mito pagão de monstros e serpentes marinhas é mencionado em Jó, Salmos e Isaías, em contextos de luta contra o Deus de Israel, em que eles representam os poderes do mal, os povos inimigos de Israel (Jó 26.10-13; Salmos 74.13-17; Isaías 27.1).

A lista é enorme. Há muitos mitos espalhados pelos livros do Antigo Testamento.

O livro de Jó cita mitos de outros povos, como Rahab e Leviatã, mas não podemos imaginar que o autor, por isto, esteja dizendo que os aceita como verdade. Os profetas, apóstolos e autores bíblicos se esforçaram por mostrar que os mitos eram conceitos humanos, falsos, e em chamar o povo de Deus a submeter-se à revelação do Deus que se manifestou poderosa e sobrenaturalmente na História. Eles sempre estiveram empenhados em separar mitologia de história real, e invenções humanas da revelação de Deus. Elias desmitificou Baal no alto do Carmelo. Moisés também desmitificou o Nilo, o sol e o próprio Faraó, provando, pelas pragas que caíram, que a divindade deles era só mito mesmo. E quando ele queimou o bezerro de ouro e o reduziu a cinzas, desmitificou a idéia de que foi o bovino dourado quem tirou o povo de Israel do Egito. O próprio Deus se encarregou de derrubar o mito de Dagom, rei-peixe dos filisteus, quando a sua imagem caiu de bruços diante da Arca do Senhor e teve a cabeça cortada (1Samuel 5.2-7).

No Novo Testamento, o apóstolo Paulo se refere por quatro vezes aos mythoi (grego). Mitos são estórias profanas inventadas por velhas caducas (1Timóteo 4.7), que promovem controvérsias em vez da edificação do povo de Deus na fé (1Timóteo 1.4). Entre os próprios judeus havia muitas dessas fábulas, histórias fantasiosas (Tito 1.14). E já que as pessoas preferem os mitos à verdade (2Timóteo 4.4), Timóteo e Tito, a quem Paulo escreveu essas passagens, deveriam adverti-las, e eles mesmos deveriam se abster de se deixar envolver nesses mitos. A advertência era necessária, pois os cristãos das igrejas sob a responsabilidade deles vinham de uma cultura permeada por mitos.

O próprio Paulo se deparou várias vezes com esses mitos. Uma delas foi em Listra, quando a multidão o confundiu, juntamente com Silas, com os deuses do Olimpo e queria sacrificar-lhes (Atos 14.11). Outra vez foi em Éfeso, quando teve de enfrentar o mito local de que uma estátua da deusa Diana havia caído do céu, da parte de Júpiter, o chefe dos deuses (Atos 19.35). Em todas essas ocasiões, Paulo procurou afastar as pessoas dos mitos e trazê-las para a fé na ressurreição de Jesus Cristo. De acordo com Paulo, mitos são criações humanas, oriundas da recusa do homem em aceitar a verdade de Deus. Ao rejeitar a revelação de Deus, os homens inventaram para si deuses e histórias sobre esses deuses, que são as religiões pagãs (Romanos 1.17-32).

Pedro também estava perfeitamente consciente do que era um mito. Quando ele escreve aos seus leitores acerca da transfiguração e da ressurreição de Jesus Cristo, faz a cuidadosa distinção entre esses fatos que ele testificou pessoalmente e mithoi, “fábulas engenhosamente inventadas” (2Pe 1.16). Ele sabia que a história da ressurreição poderia ser confundida com um mito, algo inventado espertamente pelos discípulos de Jesus.

Fonte(s):

Ao que parece, Paulo e Pedro, juntamente com os profetas e autores do Antigo Testamento, estavam perfeitamente conscientes da diferença entre uma história real e outra inventada.

Dizer que os próprios autores bíblicos criaram mitos significa dizer que eles sabiam que estavam mentindo e enganando o povo com estórias espertamente inventadas por eles. Seus escritos mostram claramente que eles estavam conscientes da diferença entre uma história inventada e fatos reais. Através da História, os cristãos têm considerado o mito como algo a ser suplantado pela fé na revelação bíblica, que registra os poderosos atos de Deus. Equiparar as narrativas bíblicas aos mitos pagãos é validar a mentira e a falsidade em nome de Deus. É adotar uma mentalidade pagã e não cristã.

Existe, naturalmente, uma diferença entre o mito neoliberal e os contos que aparecem na Bíblia. Há várias histórias na Bíblia, criadas pelos autores bíblicos, que claramente nunca aconteceram. Contudo, elas nunca são apresentadas como história real, como fatos reais sobre os quais o povo de Deus deveria colocar sua fé, mas como comparações visando ilustrar determinados pontos de fé, ou linguagem figurada. São as parábolas, os contos, como aquela história do espinheiro falante contada por Jotão (Juízes 9.7). Há também a poesia, quando se diz que as estrelas cantam de júbilo, que Deus cavalga querubins e viaja nas asas do vento. Os salmos contêm muito disso. Quando os neoliberais deixam de reconhecer a diferença entre mitos e gêneros literários que usam licença poética e linguagem figurada, fazem uma grande confusão.

A atitude dos profetas, apóstolos e autores bíblicos em relação ao mito foi de desmitificação. Eu sei que dizer isso é anacrônico, pois foi somente no século passado que Rudolph Bultmann propôs seu famoso programa de desmitificação da Bíblia. Ele achava que havia mitos na Bíblia e que era preciso separá-los da verdade. Mas, antes dele, os próprios profetas, apóstolos e autores bíblicos já haviam manifestado essa preocupação. É claro que eles e Bultmann tinham conceitos diferentes. Mas se ao fim o mito é uma história de caráter religioso que não tem fundamentos na realidade e que se destina a transmitir uma verdade religiosa, eles não são, de forma alguma, uma preocupação exclusiva de teólogos modernos.
Vejam então que o programa de desmitificação começou muito antes de Bultmann! Começa na própria Bíblia, que nos chama a separar a verdade do erro.


G.B. Caird, em 'The Language and Imaginery of the Bible', distinguiu nove significados para a palavra 'mito'. Para objetivos mais populares e menos técnicos, aqui é suficiente distinguirmos seis:

1. O sentido literal de mito, do grego 'mythos', é simplesmente história sagrada. Nada afirma sobre a veracidade ou a falsidade, historicidade ou não - trata apenas do que é sagrado ou de coisas sagradas.

2. O sentido popular é simplesmente algo que não aconteceu realmente, que não seja real. Aqui, mito contrasta com a verdade ou com o fato. Esse é o sentido que a maioria das pessoas dá às histórias da Bíblia, especialmente as histórias de milagres: ocorreram realmente ou apenas são "mitos", isto é, meras ficções humanas?

3. Um sentido mais técnico e restrito de mito, usado frequentemente para descrever as histórias bíblicas, especialmente as de milagres, é o de um gênero literário que inclui a fantasia, animais falantes e história de deuses. São histórias sobrenaturais que não são literalmente verdadeiras, nem o contador pretendeu que fossem, mas são uma forma de explicar fatos por meio de elementos sobrenaturais ou naturais. Encaixam-se nesta categoria tanto histórias sobrenaturais de deuses [mitologia] e de animais falantes [fábulas], bem como histórias com elementos naturais, como as parábolas de Jesus.

4. Outro sentido técnico, não usado comumente em círculos que não sejam profissionais, é o de uma projeção da consciência humana para a realidade. Nesse sentido, a teoria do conhecimento de Kant ("a revolução de Copérnico na filosofia", como ele a chamou) é a declaração de que todo conhecimento humano é um mito. Em sentido mais restrito, os sonhos são mitos se, quando estivermos sonhando, eles forem considerados realidades objetivas.

5. Um uso muito amplo de mito, mas ainda técnico e profissional, é o de "qualquer história elaborada para articular uma visão de mundo". Esse sentido incluiria tanto as histórias literalmente verdadeiras como as ficcionais, mas geralmente é usado com a conotação de ficção.

6. Um último sentido, também bastante amplo e técnico, usado mais em círculos literários do que em bíblicos, é o de mito como um arquétipo platônico em forma de história, uma verdade universal sobre a vida humana expressa em uma história. Geralmente a história é uma ficção, mas não necessariamente. A ressurreição de Cristo, mesmo sendo factual, também seria um mito nesse sentido, um modelo para a nossa ressurreição.

Os cristãos tradicionais (não-liberais) frequentemente concordam que a Bíblia contém mitos no sentido de história sagrada (1), de parábolas (3), de visão de mundo (5) e de arquétipo (6), mas não no sentido irreal (2) nem de projeção (4).


Não obstante, a tantos ataques contra a sua veracidade, e ao seu conteúdo Divino, homens ilustres manifestaram-se favoráveis ao testemunho das Escrituras. Entre eles podemos destacar:

>> Pedro Calmon, magnífico reitor da antiga Universidade do Brasil: "Livro dos livros, a Bíblia é o fundamento de uma cultura que se fez com a palavra - 'no princípio era o verbo' - a promessa, a divina promessa da justiça, que pacifica os homens; que os incorpora na sociedade; que lhes abre as portas da sobrevivência. Alicerce de uma civilização eminentemente moral, a Bíblia é o eterno documento do espírito, mensagem de comunhão do homem com Deus".

>> Coelho Neto, polígrafo: "O livro de minha alma, a Bíblia, não o encerro na biblioteca entre os livros de meus estudos. Conservo-a sempre à minha cabeceira, à mão. É dela que tiro a água para minha sede da verdade; é dela que tiro o bálsamo para as minhas dores nas horas de agonia. É vaso em que cresce a verdade. Nela vejo sempre a verde esperança abrindo-se na flor celestial, que é a fé. Eis o livro que é a valise com que ando em peregrinações pelo mundo".

>> Jean J. Russeau, filósofo iluminista francês: "Eu confesso que a majestade das Escrituras Sagradas me abisma, e a santidade do Evangelho enche o meu coração. Os livros dos filósofos com toda a sua pompa, quanto são pequenos à vista deste! Pode-se crer que um livro tão sublime e, as vezes, tão simples, seja obra de homens?!"

>> Erasmo Braga, teólogo: "Considerando a Bíblia pelo seu aspecto literário, não se compreende como intelectuais podem permanecer indiferentes à grande fonte em que se abeberaram os que fizeram a nossa literatura - eminentemente biblica -, e deram maciez, tom suave, e caminho ao nosso meigo idioma. Como se pode ler Bernard, Frei Luiz, e Vieira, e não possuir o veio donde lhes saiu o ouro da lei - Deus?"

>> Tobias Barreto, escritor: "A Bíblia é um modelo de tudo quanto é bom e belo, e, se outras razões não determinassem sua leitura, bastaria o gosto, o simples instinto literário, para levar-nos a folhear, a admirar as palavras sublimes, as letras petrificadas que brotaram daquelas bocas abrasadas como cratéras do céu".

>> Vitor Hugo, escritor francês: "Há um livro que, desde a primeira letra até à última, é uma emanação superior; um livro que contém toda a sabedoria divina, um livro que a sabedoria dos povos chamou de Bíblia. Espalhai Evangelhos em cada aldeia: uma Bíblia em cada casa!"

>> César Cantu, historiógrafo: "A Bíblia é o livro de todos os povos, de todos os séculos, para todas as idades".

>> Gabriela Mistral, poetisa chilena: "Não sei como alguém pode viver sem a leitura das Escrituras Sagradas".

>> Goethe, dramaturgo alemão: "É a fé na Bíblia que me serve de guia".

>> Giusepe Garibaldi, patriota italiano: "Com a Bíblia alcançamos a liberdade, ela é o melhor aliado..."

>> Abraham Licoln, estadista americano (abolicionista): "Estou ultimamente ocupado em ler a Bíblia! Tirai tudo que puderdes deste livro pelo raciocínio e pela fé, vivereis e morrereis um homem melhor".

>> Sarmiento, ex presidente da Argentina: "A leitura da Bíblia lançou os fundamentos da educação popular que mudou a face dos paises que a possui".

>> Werner Keller, arqueólogo, autor do laureado livro "E a Bíblia Tinha Razão...", nos dois últimos parágrafos da introdução do citado livro, escreve: "Nenhum dos livros de história da humanidade jamais produziu um efeito tão revolucionário, exerceu uma influência tão decisiva no desenvolvimento de todo o mundo ocidental e teve uma difusão tão universal como o 'Livro dos livros'.
Durante a coleta e o estudo do material, que de modo algum pretendo seja completo, ocorreu-me a idéia de que era tempo de os leitores da Bíblia e seus opositores, os crente e os incrédulos, participarem das emocionantes descobertas realizadas pela sóbria ciência de múltiplas discíplinas. Diante da enorme quantidade de resultados de pesquisas autênticas e seguras, convenci-me, apesar da opinião da crítica cética, de que desde o século do iluminismo até os nossos dias tentava-se diminuir o valor documentário da Bíblia, do que a Bíblia tinha razão!"


A Paz de Cristo que excede todo entendimento.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Quem são os demônios? eles eram e são reais?

Considerável números de pessoas curadas por Jesus, dizia´-se estar possessas de demônios.
Que eram demônios? Eram seres reais? ou será que Jesus e os escritores do N.T. assim expressaram porque acreditava geralmente estarem aquelas pessoas aflitas dominadas por espíritos maus, e eles não fizeram nenhum esforço para corrigir o erro dessa crendice?
Nos Evangelhos apresentam-se os demonios como sendo cientes de que Jesus era o Filho de Deus, como seres pertencentes ao reino de satanás, como passando por lugares secos, aguardando o tormento do abismo, preferindo morar em porcos, a ir para seu lugar próprio. Muitos podiam ficar numa só pessoa. Falavam, reconhecendo que tinham uma personalidade e uma consciencia separadas daquela da pessoa por ela ocupada, dela claramente distintas.
Encaravam o julgamento futuro com tremor. Jesus não se interessou por eles, senão pelas pessoas a quem fizeram sofrer.
Somente em alguns casos as doenças foram atribuídas à possessão demoníaca. Num deles o homem ficou louco; noutro, ficou mudo; noutro, cego e mudo; ainda noutro, epilético. Todos estes foram efeitos da possessão demoníaca, mas não se identificavam com ela.

Parece que há "espíritos maus", "espíritos imundos", "espíritos sedutores", "anjos caídos", "anjos do diabo", e que são organizados em "principados", !poderes", "governadores das trevas", "hoste espirituias da maldade", contra os quais os seres humanos tem que lutar continuamente, Mt. 12;43,45; 25;41; 2Pe 2;4; Ef 6;12.
O que se pode inferir claramente da Escrituras é que não foram os "endemoninhados" meros lunáticos, porém casos de "personalidade invadida"
e que os demonios, qualquer que fosse sua orígem ou natureza, eram espíritos maus que realmente entravam, dum ou doutro modo, em certas pessoas e as atormentavam.
Pensa-se ter sido uma exibição especial do diabo contra Jesus, permitida por Deus, durante o tempo que Ele passou na terra para demonstrar que o poder de Cristo alcançará até a região do invisível. Jesus está destruindo o império de Belzebu e seus demônios. A fé em Cristo é a proteção contra qualquer mal que eles possam fazer.

Daquilo que as vezes sucede no mundo, pode-se quase inferir que ainda hoje homens que estão de fato possessos de demônios.

Manual Bíblico, Henry H. Halley, Sociedade Religiosa, Ed. Vida Nova.

A existência de seres espirituais, não-corporais, que a Sagrada Escritura chama de anjos, é uma verdade de fé. São criaturas puramente espirituais, dotadas de inteligência e vontade. São criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis.

O Judaismo desemvolveu uma demonologia muito rica, vindo de muitas outras culturas Egípicias, Persas, Babilônicas, Assírias e que tambem acreditavam e conheciam a orígem dos demônios.

"Segundo a sabedoria, os demônios têm pés de pássaros, e cada pessoa pode verificar a presença de demônios em sua casa polvilhando o andar com farinha próximo à cama, e verificando pistas a manhã. Também se conheceu que demônios ocultavam cuidadosamente os seus pés com meia, mantos, e assim por diante se eles se faziam passar por seres humanos."

Demônios são anjos que se rebelaram contra Deus muito antes da criação dos seres humanos. O motivo? Orgulho, independência, auto-suficiência - as mesmas coisas que nos fazem passar longe de Deus.

A diferença que existe entre anjos e homens é que um certo número deles foi criado e foi isso. Anjos não procriam, não se multiplicam e também não morrem. Os anjos e demônios que você encontra na Bíblia são os mesmos que estão por aí.

Por não terem sido vítimas de um estímulo ou tentação externa, como aconteceu com Adão e Eva que foram tentados por Satanás travestido de serpente, e também por não morrerem, não há perdão ou salvação para os anjos que pecaram. Mas para os seres humanos há.

Ao contrário do que você vê nos gibis e filmes, os demônios não moram no inferno. Eles estão por aí circulando entre o céu e a terra e se opondo a tudo o que é de Deus. Deus quer salvar? Os demônios querem destruir. Deus quer libertar? Eles querem escravizar. Deus quer aliviar? Eles querem transtornar.

Mas os demônios não apenas influenciam ou prejudicam os seres humanos. Eles podem também dominar as pessoas e até invadir seus corpos, como foi o caso daqueles dois homens possessos que Jesus encontrou assim que desembarcou na região de Gadara. Dois mil demônios tinham tomado posse daqueles homens que viviam loucos e transtornados em meio aos sepulcros.

Os demônios imediatamente reconhecem a Jesus como o Filho de Deus e o adoram. Perguntam a ele por que tinha vindo incomodá-los antes da hora. Sim, porque haverá um dia quando Satanás e seus anjos serão condenados ao lago de fogo que foi originalmente preparado para eles, não para os homens.

Jesus liberta aqueles dois homens expulsando os demônios e permitindo que eles entrem em mais de dois mil porcos que pastavam no local. Os porcos, possessos e enlouquecidos, se atiram pelo despenhadeiro e se afogam no mar, confirmando a vocação dos demônios que é de matar e destruir.

Agora os dois homens libertados encontram-se em seu perfeito juízo e conversam com Jesus enquanto os que cuidavam dos porcos correm à cidade para contar o que tinha acontecido.

A população do lugar vem imediatamente se encontrar com Jesus, não para celebrar ou agradecer a ele por duas vidas salvas, mas para lamentar a perda de dois mil porcos. Antes que a presença de Jesus causasse um prejuízo maior, eles pedem que Jesus caia fora.

Você provavelmente fará o mesmo se der mais importância a porcos do que a Jesus. Mas, enquanto alguns se agarram a seus porcos, outros fazem o possível e o impossível para levar um amigo doente a Jesus para ser libertado. Mas esta história eu vou contar nos próximos 3 minutos. (www.3minutos.net , Mario Persona) http://www.3minutos.net/2008/08/25-demnios-e-porcos.html


Veja, ou melhor ouça a gravação do exorcisto de Emily Rose, que deu origem ao filme; http://www.youtube.com/watch?v=SMoxMhFltwI

Veja o video do Pr.Marcos Pereira expulsando demônios:
http://www.youtube.com/watch?v=6U3yxb_-U0Q

segunda-feira, 30 de março de 2009

Pedro e Paulo foram papas?

Até o ano 306 d. C quando Constantino subiu ao poder, existia uma grande perseguição aos cristãos, até que Constantino se converteu em 312 e através do "Edito da Intolerância" uniu o estado a igreja. Antes disso a igreja primitiva não tinha papas. Mas líderes religiosos, exemplares, que pregavam o evangelho e morriam por ele, chegando ao ponto de serem jogados as feras em pleno Coliseu, em Roma. As catacumbas de Roma estão, ainda hoje, repleta dos ossos dos cristãos, assassinados por seguirem a Jesus. Como poderia haver papa em Roma que fosse conivente com essa situação? E como poderia ainda ser Pedro o apóstolo de Cristo ou Paulo, O maior fundador de igrejas Cristãs da época? Existem sim uma grande mentira que já dura a anos, Como poderia Pedro ser o papa e Paulo se rdecapitado na mesma cidade por pregar o evangelho de Jesus? Sao contradições claras e evidentes de que Pedro JAMAIS foi papa e penso que se ele estivesse aqui ele cuspiria, se não vomitasse antes, do nojo de associar seu nome a "Grande Prostituta" que se embriagou com o sangue dos SAntos"(Apocalipse). Então historicamente o primeiro para foi Silvestre I , Quando Constantino subiu ao cargo, antes disso eram Bispos e não tinha associação com a Igreja Católica, mas sim com a Igreja Primitiva, qua não tinha nome e nem dono! Então desonestamente, eles associam a igreja idólatra, a igreja que combatia fortemente essa prática, querem roubar a fundação dos que ela perseguiu e assassinou covardemente.